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A crise humanística e valorização das imagens do século vinte um consegue e prefere super valorizar a arte primitiva e ingênua do que revisar e valorizar a arte moderna e acadêmica.
O esporte hoje mundialmente passou a ser um jogo econômico e politico do que um saudável meio universal de confraternização e competição.
Desde o Jardim do Éden as flores e os frutos desafiam as tecnologias humanas até hoje pois murcham e apodrecem, mesmo fora do tempo.
A solidão é cada vez mais obvia e o silencio minha constante oração, pelos idiotas e mesquinhos que se acham espertos ao longo dos caminhos.
Sou carioca e reconheço que a muito da arte se faz aqui mas a cultura brasileira em todo seu esplendor, só mesmo em São Paulo. A arte e cultura de todo o Brasil levada a serio com toda a dignidade que merece.
Em 17 de Junho de 1822, marca a fundação do Grande Oriente do Brasil. Filosoficamente e culturalmente é onde nasce a nossa verdadeira igualdade e liberdade brasileira.
Por mais que o mundo inteiro pinte o coração de vermelho, o meu coração sempre é azul. Vermelho é o sangue que pulsa dentro dele mas o meu na cor do mar e do céu, ele compactua com a imensidão e o infinito, assim como devem ser nossas emoções, amores, carinhos e escolhas perante a vida.
Por mais que eu jure, o meu definitivo é hipotético pois não sei com que cor minha alma vai acordar amanhã.
A arte chegou a um patamar de vasta experimentações, que hoje em dia necessitamos bem mais de artistas loucos do que de coloristas.
Parafraseando uma boa frase do genial Millôr Fernandes, eu digo que a única imperfeição da natureza, é não fazer que toda a burrice, feda.
Diuturnamente busco e resgato as obras primas da arte mas não fico com elas. Direciono para onde elas se tornem maiores, mais importantes e de preferencia para aqueles que vão saber dar a melhor conservação e valor.
Branco e preto, certo e errado, bom e mal, verdade e mentira, não cabe em mim só duas escolhas por liberdade, em um mundo de tantas cores e de tantas interpretações. Eu construo e sigo por amor a minha própria coloração.
A cultura e a arte negra amadurecida e consciente, deve se separar dos modismos como oportuna expressão.
O mercado de arte inicia sempre uma revalorização dos artistas mortos, abandonados e esquecidos, não por justiça tardia mas sim pelo simples motivo de não encontrar novos artistas com conteúdo, obra e valores expressivos culturais.
