Tag arquitetura
Secreta arquitetura
Cor de pitanga
madura
sonha uma
alma pura,
vermelha
perfeita
pintura.
secreta
arquitetura.
PONTO DE PARTIDA
Primeiro a gente casa com a alma!
Morada abstrata, onde nascem duas histórias.
Se tu queres começar, ora! Se tu queres morar, namora!
Edifica teu endereço, constrói tua memória.
Embasa na terra, alicerça o coração
Nada funcionará se não der asas à imaginação.
Percebes o que há na dança, na leveza, no falar...
Nas artimanhas do sorrir, nas entrelinhas do olhar.
Amor que ora, amor que mora, amor que aflora, namora.
Não te afliges pobre coração, logo serão dois em um. Às vezes demora!
Tu que vives na penúria, acalenta-te agora
Não chora!
Deves saber a cada dia o que há em comum
Que de longe são dois, e de perto são um
Que tu encontres na casa a alegria de viver
Se não casas com a alma, haverás de sofrer.
Nunca fale com um cliente sobre arquitetura. Fale com ele sobre seus filhos. Isso é uma simples boa prática. Ele não vai entender o que você tem a dizer sobre arquitetura na maioria das vezes.
Necessidade.
Fazer o que se gosta é expressar o belo, que surge em uma explosão de sentimento e necessidade.
A arquitetura milenar dos deuses se refaz em plano do que estava oculto nas covas do templo. Nas imensas e profundas colunas tudo se desmoronará e o que estava oculto virá à tona.
“Se quer ver o paraíso, contrate um ou uma especialista em arquitetura antes de começar a derrubar as paredes do inferno.”
A chegada da era moderna impulsionada pelas Revoluções Francesa e Industrial no séc. XIX, bem como a ascendência da vida urbana, mais rapidez nos deslocamentos e a mudança na quantificação do tempo para unidades métricas (uma forma de facilitar as relações comerciais, que antes se baseavam em trocas) trouxeram para os artistas um paradoxo que os acompanha até a contemporaneidade.
Até então as artes eram restritas em sua grande maioria ás obras religiosas e para nobreza, tratavam-se não de criações propriamente ditas, mas de atender pedidos dos seus clientes. Com a revolução burguesa, abriu- se um novo leque de potenciais compradores; agora quem pudesse pagar pelo trabalho artístico (basicamente burgueses e comerciantes) faziam a encomenda diretamente com os artistas.
Á cerne da questão está em, quem produzia arte agora é o que chamamos hoje de “freelancer”, à medida que não estavam mais exclusivamente atrelados aos antigos consumidores de seus trabalhos. Entretanto para vender-los precisavam agradar a clientela, temos o seguinte quadro: Artistas “livres” para produzir e vender para quem quer que seja (desde que tenha como lhe pagar), mas que precisam seguir parâmetros que o mercado e gosto popular indicam (geralmente bem inferior ao que os artistas consideram bons), a fim de se sustentarem financeiramente, uma tremenda contrariedade que circunda esses profissionais. Como trabalhar seu portfólio, sem perder a identidade que o levou a ser artista, que move suas inspirações e conseguir sustento econômico que lhe traga retorno satisfatório (vale lembrar que arquitetos, pintores, escultores etc, estudam consideravelmente para entregar um produto de alto nível).
Nesta linha tênue que todos os anos surgem novos profissionais da área de Artes Visuais e escritas cheios de energia e vontade de deixarem seus nomes eternizados no rol de memoráveis que o mundo já conheceu e acabam batendo de frente com um mercado que acaba cortando muitas assas e formatando-os na mesma fôrma, independentes do como chegaram até ali.
Contudo, o que por vezes faz com que surja um desses milhares que ande na contramão esta na possibilidade de “ascensão artística”, que faz com este se destaque dos demais e alcance “A luz no fim do túnel” para aqueles que não abrem mão da identidade artística que consiste em ultrapassar a barreira dos “reles mortal” dependentes de agradar os compradores e alcançarem o patamar de “lenda” que independente de outros fatores pode usar de toda sua inspiração para ficar marcado na história das artes, reverenciais como Oscar Niemeyer, Zara Hadid, Gaudí, Beethoven, Shakespeare chegaram a um nível que já não importava o conteúdo produzido, simplesmente por serem eles já é considerado marcante, claro que nas obras desses artistas, uma ou outra se fossem assinadas por algum recém formado não seria tão badaladas, a questão é independentemente da maneira que chegaram a este status, estão lá eternizados na memória e estudo da arte, com todo mérito que tem direito. Esta talvez seja a única saída para aqueles que não abrem mão de todo sentimento e identidade.
É inevitável viver essa contradição na vida de quem trabalha com arte, o que muda é a forma de encarar esta situação. Se adaptar ao mercado somente? Agarrar com todas as forças sua corrente artística até que o reconhecimento chegue (se chegar)? Tentar se equilibrar entre um e outro? A resposta está na mente de cada um dos que dia pós dia adentram no magnífico mundo das Artes.
A boa arquitetura pode e deve ser feita em qualquer circunstâncias, por mais difíceis que se apresentem as situações econômicas e sociais
Minha paleta cinza ganha cores, tons, texturas e contrastes...
Basta apenas um olhar e observar as minúcias, verás que elas formam um cenário de muita valia...
Ah Brasília em suas curvas e linhas há muita magia!!
Não existe economia na Obra, lembre-se disso, é melhor gastar uma vez só com o que funciona do que 10 vezes pra tentar consertar.
“A natureza escancara a presença de um Deus arquiteto e designer de ambientes, a terra continua linda mesmo com o esforço humano para destruí-la.”
A arquitetura é mais do que um desenho bem planejado. É uma obra de arte em que toda criatividade e paixão pela vida se encontram em um planejamento.
A racionalidade projetual arquitetônica deve adequar-se às legislações específicas, mas não ser dela a verdade incontestável do conceito. Conceito não é técnico científico, e sim observacional sentimental.
Talvez possamos conceituar a arquitetura como uma estrutura modular indefinível, de princípios racionais embasados ou subconscientes.
O bom projeto de arquitetura é aquele que supera aos anseios do cliente. É aquele que atende plenamente ao uso e ao fluxo a que foi destinado. É equilibrado em seus espaços, é integrado a vizinhança, apresenta conforto térmico, acústico, tátil e visual. Tem personalidade própria. Respeita recursos do cliente e do meio ambiente. Leva em conta o lado psicológico do usuário ou padrão do grupo, em contra partida leva em conta os materiais e técnicas disponíveis.
Um projeto de arquitetura envolve arte e ciência, é um objeto tridimensional espacial real onde a vida vai habitar!
A emoção da ciência traduzida em técnica pelo homem é a mesma comunicada pela obra de arte. Equilíbrio, estrutura, rigor, aquele mundo outro que o homem não conhece, que a arte sugere, do qual o homem tem nostalgia.
