Suor Sangue A Lagrimas
O que é chorar? Derramar de lágrimas? Um evento? Um marco?
O Aurélio diz que é deixa correr de gota em gota.
Então tive certeza, nunca chorei por você ter ido embora, isso implicaria que eu deveria ter deixado sair de gota em gota, mas simplesmente saia, sem contagem, sem dimensão, apenas tudo saia, e o pior de tudo, é que você nunca foi junto, continua aqui dentro, com as lembranças que vem em forma de choro, de gota em gota...
“Será que você me faria um favor? Se as lágrimas ficarem em meu rosto por favor as limpe, eu quero que as pessoas pensem que eu fui forte até o fim.”
Até mais com gosto de adeus
Um sorriso de lagrimas
Da realidade meu sonho, você
Faz a falta, minha falta
Do meu sonho, não real, eu
erros;
bastou um olhar e me vi preso
neste espelho ocular que banhei em lágrimas.
malditos olhos.
em frações de segundo, vi tudo que fiz.
a única coisa que não queria
era ver, em seus olhos, a minha imagem.
um sorriso amarelo, uma despedida,
mergulhado em remorso,
um lembrete de que eu erro.
queria gritar; gritei, por dentro.
queria chorar; chorei, por dentro.
queria morrer.
morri, por dentro.
para nunca mais nascer de novo.
Eu me afogo em tantas espectativas... No meu silêncio ,nas minhas lágrimas, eu me afogo na solidão que me abraça todos os dias.... Eu me afogo na solidão e no silêncio dos meus dias cinzas.. eu me afogo nas palavras que eu ensaiei tanto pra te dizer e nunca disse... Eu me afogo nos sentimentos que guardo , empoeirados na gaveta do meu pensamento e na estante da minha alma... Eu me afogo na saudade do que nunca tive... Mas sinto falta.... Eu me afogo todos os dias na minha história sozinha que sempre sonhei em viver contigo ...
Quebrado em pedaços,
Questiono aos céus,
Ate quando será derramado,
Lagrimas em um escuro quarto,
Sem aguentar todo esse peso farto,
Enquanto esbaljamos um sorriso falso,
na esperança de um futuro raso
e torcemos para fazer parte de algo (maior)...
Eu sei que é de bater o queixo,
Mesmo lutando sem desleixo,
Em um mundo com tanto preconceito,
Enquanto busco dar apenas o meu melhor.
A chuva cai sem rumo, sem razão,
Como lágrimas que o vento leva ao chão.
Na alma, um vazio, um abismo profundo,
Onde as estrelas já não brilham no mundo.
O silêncio grita dentro de mim,
Tão alto, tão denso, parece sem fim.
Os dias passam lentos, sem cor,
Um eco distante do que já foi amor.
O coração bate, mas não sente mais,
Perdeu-se nas sombras de sonhos iguais.
E o tempo, implacável, segue sua trilha,
Levando embora a última fagulha.
Fico aqui, na escuridão,
Entre os cacos de uma ilusão.
Quem sabe um dia eu volte a sorrir,
Mas hoje, só resta o triste existir.
O REFUGIADO A NADO
.
.
O sal das lágrimas
misturava-se ao das águas:
só queria vida, só queria um chão.
.
Mas encontrou as armas, nas mãos de um guarda.
Encontrou o exército, de todos os países do mundo,
e a serviço de todas as burocracias do Universo.
.
Ele pedia um lugar, e implorava pão;
mas encontrou um muro,
para além dos muros
(não bastassem as águas
contra as quais nadava).
.
O Refugiado a Nado
construiu seu escafandro
com garrafas e boias de plástico.
Conseguiu quebrar a violência das ondas...
Mas não conseguiu derreter o coração das autoridades.
.
Duros, e como a um peixe, devolveram-no ao mar
– ao mar da morte, e da vida em morte –:
ao mar cinza dos apátridas
a quem não se quer.
.
Devolveram-no
– ao Refugiado a Nado –,
como se nunca o tivessem recebido.
Entregaram-no àquela vasta extensão de oceano
– desoladora, fria, e muito mais implacável –
para além do Mediterrâneo,
e de todos os mares:
para aquém da Terra.
.
Depois que ele se foi,
como se não tivesse chegado,
rasgaram sua presença como uma foto incômoda.
No fim, os noticiários o deglutiram ao avesso
como uma fome indigesta...
qual mera curiosidade
para sessão da tarde
.
.
[BARROS, José D'Assunção. Publicado na revista Crioula, nª31, 2023]
A tristeza me veste, um manto de cinza,
As lágrimas silenciosas, que ninguém jamais viu.
No fundo do meu ser, a chama da esperança,
Que se apaga aos poucos, sob o peso do meu sofrimento.
A solidão, um abismo negro e profundo,
Onde me afogo em lágrimas amargas,
Sem esperança de salvação, sem alívio para a dor.
A cada suspiro, um pedaço de mim se desfaz.
