Suor Sangue A Lagrimas
O pão lembra o corpo entregue; o cálice anuncia o sangue derramado; a mesa proclama: Cristo morreu por nós!
A natureza nos faz bode.
O Sangue nos faz cordeiro.
A obediência nos faz ovelha.
Em qual fase você estacionou?
Israel enfrentou 70 anos de punição, Lázaro permaneceu morto por 4 dias, a mulher do fluxo de sangue sofreu durante 4.383 dias, e José viveu em esquecimento por 13 anos. Não sei quanto tempo você ainda precisará suportar sua dor, mas estou certo de que há um tempo determinado para todas as coisas. Deus está agindo. Descanse!
“O sangue que uniu coroas… também ergueu trincheiras. E no final, nem o laço de família foi capaz de salvar impérios condenados.”
“No Código de Hamurabi, a pena dependia da classe: sangue para os livres, moedas para os pobres, silêncio para os cativos.”
Sangue sugas...
São as culpas fabricadas que tentaram sugar sua energia...!
Copyright, direitos autorais
Todos os direitos reservados a
Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerradoCopyright, direitos autorais
Todos os direitos reservados a
Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado
Quando a Lua de Sangue
cruzasse o Sarv já era
a promessa da última
guerra da Humanidade,
O final desta guerra
nem eu nem ninguém sabe,
Matar um povo desarmado
é coisa de gente covarde.
Não posso fingir que nada
está acontecendo ---
Daqui a pouco será espalhada,
e levará muito tempo:
Não diga que não foi avisada.
Quero que entenda que
toda guerra é anunciada,
Ela chega quebrando tudo
dentro como prelúdio
da aberrante entrada,
Não quero jamais que abra
refúgio para a ideia de guerra
fazer a tua essência capturada.
A tez, o sangue e o perfume
são de Cattleya intermedia,
Do Sudeste ao Sul, tudo meu,
inclusive a visível poética.
Os tempos seus, na verdade,
são mais meus do que seus;
Não preciso de pressa porque
confio plenamente em Deus.
A preparação da travessia
do meu peito ao seu tem
algo de Via Láctea que ilumina,
e os olhos rejeitam perder a vista.
Quando você chegar não faço
nenhuma questão de ser forte,
Ou até mesmo ter razão absoluta;
para mim, o suficiente é ser sua.
Há muitas fomes por aí, mas a que pertuba os humanos não é de comida mas de carnificina e sangue, e os seus golosos são escravos dela, não mestres.
Com o passar dos dias me sinto escalando o mundo, o sangue ferve em minha veia. E todo o sentimento se transforma em garra, luta, fé e força.
"Nas veias dos irmãos corre o mesmo sangue, mas habitam corações diferentes. Sentem de forma distintas. Ainda assim, continua sendo irmãos. "
O Tesouro que Permite a Escolha e Não Depende de Sangue
Os laços que não são de sangue, que podem ser escolhidos, que não podem ser forçados, que devem ser nutridos, tanto no sucesso quanto no fracasso.
Mesmo distantes, eles se mantêm por perto, aquele apoio imprescindível de abrigo e abraço, por meio de atos ou de uma boa conversa.
A relação sincera que acontece entre amigos quando a amizade é saudável. Graças ao Senhor, um tesouro nesta terra cujo seu valor é inestimável.
Marionetes de Sangue
Máscaras em cada rosto para mascarar fraquezas e sofrimentos.
Máscaras e fantasias de robôs.
Destroem os humanos
Cospem na humanidade
E premiam as máquinas de carne.
Comportamentos insensíveis premiados.
Escapismo hedonista,
Assasinos cruéis.
A Descoberta das Cordas
Mas mesmo assim complacentes.
Suas ações nunca foram totalmente livres!
Medo em cada olhar.
Marionetes!
Sensação de desorientação ao notar que fomos doutrinados.
Criadores das amarras sociais.
Desobedecer.
É assustador e doloroso.
Fomos enganados.
Polarização do tribunal.
Falta de nuance nas interações humanas.
Eu tenho nojo da sua visão de mundo binária e simplista!
A hostilidade cresce quando as pessoas se recusam a ouvir umas às outras.
É assustador e doloroso.
Corte a corda!
- Ramile Godon
Inferno Localizado
Nesta terra alguém chora sangue,
E ninguém se importa.
O choro e a agonia são provocados por vocês,
Ó demônios de carne!
Quem é o Satanás senão vocês?
Com esses olhos malignos e mentes perversas,
Com esses risos de hienas.
Quem são os inimigos se não os da mesma espécie?
Peso sobre a cabeça e as costas.
A agonia transborda.
Sua autonomia é vendida:
"Se submeta, eu te ajudarei!"
Isso é violação da própria alma.
Vocês pediram, não há escapatória?
Nessa prisão eles mantêm o controle,
Mas vocês não são inocentes.
Não parecem inocentes.
Deus tenha piedade de nós.
Que Deus amaria demônios que ele mesmo criou?
Que conversa é essa?
Tempo se esgotando.
Por que esperar tanto?
Você sabe, não sabe?!
Nesta terra alguém chora sangue,
E ninguém se importa.
- Ramile Godon
Descanso de Azul e Pedras
A noite as correntezas de azul e sangue escorrem das cachoeiras castanhas.
A luta contra o peso de um gigante de ferro que insiste em permanecer.
A lava é atirada em baldes para este derreter.
Mordidas e perfurações dos trituradores vermelhos e penetrantes.
Fugitiva, desvio e trajetos.
A ponta do termômetro que explode.
O limite dos montões de sombras em caos.
No colchão de madeira e pregos, fecha as pálpebras para seu trajeto.
- Ramile Godon
Explosão de Sangue Solar
Não há mais saída. Colapsou.
O alerta da porta de saída pisca em vermelho.
Correr é inútil; ficar é inútil.
Assista ao pôr do sol como quiser,
como e onde quiser,
com o que estiver fazendo.
Minhas artérias explodirão com o grito do sol.
Seus olhos choram sangue.
Minha alma grita, agonizando.
Meu espírito se debate.
Eu peço perdão.
Eu me reconcilio com a vida.
Ela acaba aqui, finalmente.
- Ramile Godon
Ode ao Vinho Eu Ofereço
Ó vinho, sangue da terra e do sol,
líquido rubi que dança no copo,
filho da videira que o tempo moldou
e a mão do homem elevou a ouro.
Nasce no silêncio das colinas,
amadurece sob o olhar do céu,
guarda no seio o fogo das estações
e o sussurro dos ventos antigos.
Quando te abro, o mundo se dilata:
o tinto queima como paixão antiga,
o branco canta leve como brisa,
o rosé sorri entre o dia e a noite.
Tu és memória e esquecimento juntos:
trazes à mesa os amigos distantes,
apagás as feridas do dia cansado
e acendes no peito a chama da festa.
Ó vinho, companheiro dos poetas,
aliado dos amantes e dos sábios,
tu que fazes o tímido falar
e o solitário sentir-se povoado.
Levanto o cálice e te saúdo:
saúde à terra que te deu a seiva,
saúde às mãos que te cultivaram,
saúde a quem te bebe com respeito.
Que cada gole seja uma oração
à vida que passa e ao prazer que fica.
Viva o vinho,
viva quem o ama,
viva a mesa onde ele reina.
Arrítmica
A arritmia
Ora tira o ar
Ora arde e alumia
O sangue esquenta
Pulsa até arrefecer
Lança chama nas veias
Como o sol no alvorecer
Se na vida te acelera
No ocaso te sepulta
Se o tempo não te espera
Do luto corre à luta
(Fernanda Santoro)
