Sujo
Tô cansado, por que vc ainda faz isso comigo? Eu sei, eu magoei você, feri você, um ego sujo e sem coração, mas, até quando vai me penalizar? Eu sei, eu mereço pagar pelos meus erros, mas até quando? Pra sempre? Vivemos os dois correndo um do outro, você aí e eu aqui? Pq vc e eu falhamos? Eu como humano e você como divina?
Eu não quero mais isso, quero seu amor, quero seu olhar, quero você completa, corpo e alma, a deusa lunar do meu coração.
A mulher mais maravilhosa desse mundo, que tem o brilho e a beleza mais exuberante 💜 eu passaria tudo de novo para conseguir ao menos passar na sua vida aos 15 anos.
Por que só de estar em uma realidade onde você existe, eu já me sinto divino.
Você me dói. Me dói como quem entra pela ferida já aberta e dança nela de sapato sujo. Me dói como febre que não quer ir embora, como saudade de um toque que nunca veio. Eu queria te amar com leveza, mas você me amarrou a um piano e me jogou no fundo do mar — e agora toda vez que tento respirar, sai uma melodia de dor.
O inimigo e tão sujo, que ele usa pessoas próximas a você para fazer você desistir da sua conquista.
Memórias
Eu me sujo com meu sangue
A nostalgia é como uma faca
O desejo de nunca esquecer-te é mais forte
Mais forte que toda a dor que sinto
O sangue faz tudo parecer mais vivo
Me trás de volta ao que me trouxe alegria
Você era meu conforto
Minha melhor amiga, agora sem vida
Faço meu sangue jorrar na busca pela nostalgia
Quero você, mas nunca mais posso tê-la
Minha mãe está sem vida, minha mãe se foi
Ela nunca mais vai voltar, minha alegria
Se eu não sentir a dor da lâmina
Sinto que vou esquecer você cada vez mais
Sua voz está desvanecendo nas minhas lembranças
Estou perdendo a vida junto com elas
O mundo me trás novas perspectivas
Mas a lembrança do seu abraço me assombra
Não tenho colo, não tenho mais você
Tudo que me resta são memórias frágeis
Preciso encontrar uma nova alegria
Mas só me restou melancolia
Vejo os outros seguindo em frente
Mas sempre estou aqui para todos
Não estou sozinha, me sinto sozinha
Busco na dor te reviver
Quero me sentir mais próxima do que me trazia alegria
Mas realmente de fato, você está morta.
"O trilionário respeitado é o zelador do planeta, aquele que limpa o que foi sujo e reconstrói o que foi quebrado na escala de bilhões."
No campo de batalha pessoal está o meu eu que joga sujo e o outro eu que joga limpo...a única competição digna de minha atenção.
"Se os homens corruptos entendessem que não poderão levar seu dinheiro sujo ao inferno para onde irão, caso não se arrependam, talvez mudassem de comportamento." — Anderson Silva
A INDIFERENÇA TAMBÉM DEIXA MARCAS
A chuva fazia aquele trabalho sujo de sempre: cair sobre todo mundo sem perguntar quem merecia.
Eu estava no bar, diante da vidraça embaçada, com um copo que já tinha perdido a graça fazia algum tempo.
O bar estava cheio.
Gente falando alto, rindo de coisas que provavelmente não teriam graça no dia seguinte. Gente reclamando do preço da cerveja, do governo, do chefe, da vida, do casamento, do trânsito.
A vida humana em seu estado mais sofisticado: reclamar de pequenas merdas enquanto outras pessoas desaparecem a poucos metros.
Foi então que eu o vi.
Caminhava devagar.
Muito devagar.
Como se cada passo precisasse ser negociado com o corpo.
Um bastão em uma das mãos.
Uma trouxa enorme pendurada nas costas.
Aquele tipo de bagagem que não parece carregar roupas.
Parece carregar anos.
Ele levou a mão ao rosto.
Não sei se chorava.
Talvez estivesse apenas cansado.
Talvez tivesse vergonha.
Talvez estivesse protegendo os olhos da chuva.
Ou talvez estivesse tentando esconder de si mesmo o espetáculo miserável de continuar vivo.
E ninguém parou.
Ninguém.
Alguns passaram por ele com aquela pressa característica de quem tem compromissos importantes.
Um homem esbarrou em seu ombro.
Nem olhou para trás.
Uma mulher desviou como se tivesse encontrado uma poça.
Outro simplesmente continuou andando.
A cidade possui uma técnica admirável para isso.
Ela transforma pessoas em obstáculos.
Depois transforma obstáculos em paisagem.
E, finalmente, transforma paisagem em nada.
Fiquei olhando.
E comecei a me perguntar quando foi que aprendemos a não nos importar.
Talvez tenha começado cedo.
Quando descobrimos que sentir demais dói.
Então construímos pequenas paredes.
Depois paredes maiores.
Depois uma casa inteira dentro da cabeça.
Chamamos aquilo de maturidade.
Chamamos de experiência.
Chamamos de inteligência emocional.
Na verdade, muitas vezes é apenas medo com uma boa roupa.
A gente aprende a olhar sem ver.
A ouvir sem escutar.
A passar por alguém sofrendo e dizer:
Não é problema meu.
É uma frase eficiente.
Curta.
Prática.
Quase elegante.
Serve para tudo.
Para o mendigo.
Para o velho.
Para o vizinho.
Para a criança.
Para o amigo.
Para o planeta.
Para a própria consciência.
Não é problema meu.
E assim vamos ficando especialistas em não pertencer a nada.
A tragédia é que ninguém nos avisou que, quando você se separa suficientemente dos outros, começa também a se separar de si mesmo.
Porque aquele homem ali não era somente aquele homem.
Era uma possibilidade.
Uma versão futura.
Uma lembrança de alguma coisa que poderíamos ter sido.
Ou simplesmente alguém que teve menos sorte.
E essa é a parte que incomoda.
Porque é fácil desprezar aquilo que acreditamos estar muito distante.
Mas e se não estiver?
E se a diferença entre aquele homem e o sujeito sentado aqui no bar for apenas uma sequência de acidentes?
Uma doença.
Um abandono.
Uma dívida.
Uma perda.
Uma velhice que chegou sem pedir licença.
Uma mão que ninguém segurou quando ainda havia tempo.
É aí que a coisa fica desagradável.
Porque começa a desaparecer a confortável fronteira entre eu e ele.
Nós gostamos de acreditar que somos indivíduos separados.
Eu tenho minha vida.
Ele tem a dele.
Eu tenho meus problemas.
Ele tem os dele.
Uma pequena matemática moral para justificar nossa covardia.
Mas existe uma coisa incômoda chamada humanidade.
E ela não respeita nossos muros.
Ela passa por dentro deles.
O homem continuava caminhando.
A chuva continuava caindo.
A motocicleta continuava estacionada.
As pessoas continuavam indo para algum lugar.
E eu continuava atrás do vidro.
Isso também me incomodava.
Porque observar o sofrimento não nos torna melhores.
Às vezes apenas nos torna espectadores mais sofisticados.
Você pode escrever sobre a fome e continuar jantando tranquilamente.
Pode falar sobre compaixão e não oferecer um minuto a ninguém.
Pode publicar frases bonitas sobre humanidade enquanto passa por uma pessoa caída na calçada olhando para o celular.
A consciência é uma coisa estranha.
Ela permite que você se sinta culpado sem precisar mudar absolutamente nada.
Talvez essa seja uma das maiores fraudes que inventamos.
Sentir não basta.
Pensar não basta.
Indignar-se não basta.
A compaixão que não atravessa o corpo e chega às mãos é apenas uma emoção bem-comportada.
E talvez seja disso que este homem esteja nos lembrando.
Não com palavras.
Não com discursos.
Não com nenhuma bandeira.
Apenas com aquele corpo cansado.
Aquele bastão.
Aquela trouxa.
Aquela mão cobrindo o rosto.
Ele não precisa saber que está nos ensinando alguma coisa.
Talvez nem queira.
Talvez só queira chegar a algum lugar.
E existe uma brutalidade nisso.
Ele está tentando chegar.
Nós também.
A diferença é que alguns carregam uma mochila.
Outros carregam apartamentos, carros, diplomas, investimentos, fotografias de família, rancores, traumas, vaidades, fracassos e uma quantidade absurda de medo.
Todos carregamos alguma coisa.
A questão é o que fazemos quando percebemos que outra pessoa não consegue mais carregar a dela.
Viramos o rosto?
Aceleramos o passo?
Ou paramos?
Talvez seja esse o ensaio mais simples para recuperar alguma coisa que perdemos.
Parar.
Olhar.
Reconhecer.
Cuidar.
Não porque somos santos.
Não porque precisamos salvar o mundo.
Mas porque, antes de todas essas teorias sobre sucesso, liberdade, mérito e individualidade, existe uma coisa muito mais antiga dentro de nós.
A necessidade de cuidar.
Ela está lá.
Debaixo do cinismo.
Debaixo do orgulho.
Debaixo das cicatrizes.
Debaixo dessa couraça ridícula que construímos para não sofrer.
Você foi feito para cuidar.
E eu sei que isso soa ingênuo.
Num mundo que transforma gentileza em fraqueza, parece até uma piada.
Mas talvez a verdadeira fraqueza seja justamente o contrário.
Passar por alguém quebrado e precisar fingir que não viu.
Porque para não sentir a dor dos outros você precisa amputar alguma coisa dentro de si.
E amputações emocionais também deixam cicatrizes.
O homem desapareceu na chuva.
O bar continuou cheio.
Pedi outra cerveja.
Não porque tivesse esquecido o que vi.
Mas porque ainda não sabia o que fazer com aquilo.
Talvez começar seja exatamente isso:
não esquecer.
Não deixar que aquela imagem vire apenas mais uma fotografia entre milhares.
Não permitir que a dor de alguém se torne paisagem.
Talvez a mudança comece antes da ação.
Comece no instante em que você se recusa a olhar para o outro como um estranho.
Porque, no fim, somos todos passageiros da mesma coisa.
E a cidade continuará esbarrando em nós.
A chuva continuará caindo.
Os bares continuarão cheios.
As pessoas continuarão com pressa.
E algum homem continuará caminhando devagar, carregando nas costas tudo aquilo que ninguém quis carregar com ele.
A pergunta não é se podemos salvar aquele homem.
Talvez não possamos.
A pergunta é outra.
O que ainda existe dentro de nós quando vemos alguém sofrendo e escolhemos não nos importar?
Talvez seja aí que a humanidade comece.
Ou termine.
Depende do que você fizer depois de olhar.
No centro da Avenida Brasil, cruza um cão sujo e faminto! Seguir pela direita ou pela esquerda depende da ração e mimo oferecido!
Enquanto essa massa ignorante e invejosa espalha ofensas e joga sujo contra quem tem ideias mirabolantes, eles revelam o verdadeiro medo que têm de ver um sonhador corajoso quebrando as correntes da pobreza para se tornar trilionário e salvar o futuro de todos.
Às vezes, jogar sujo é um caminho sem volta, porcos não permitem organização e nem limpeza no chiqueiro
O que nos tornas livres hoje " NADA" somos escravos do sistema sujo , não pode negar de pagar os impostos ou você "NADA" será nessa vida, apenas um fantasma, melhor apelar aos anjos e deixar de respirar o ar e viver sobe as leis celestial onde "NADA" se impõe a escravidão.
Não existe segurança num planeta sujo e reciclável, vidas vem e vão e ninguém se importa com você, apenas você mesmo ao olhar para o espelho e ver somente seu reflexo, o dinheiro controla tudo, controla a mente das pessoas, muda caráter, muda sentimentos, muda sorriso, muda amor, muda amizades fictícias, muda pais e filhos, muda o destino, muda cor, muda julgamentos, muda a verdade, muda decisões, muda fé, muda humildade, muda o jogo, muda sabedoria, tudo está contaminado.
Jamais jogue sujo para obter vantagens, amanhã pode ser você no lugar daquela pessoa e mesmo que não seja da mesma forma mas a vida dará um jeito de cobrar de uma forma pior!
O mundo conspira contra nós!
