Suas Maos em meu Corpo
Escutei o eco do meu
clamor por liberdade,
um canto suramericano,
muito além do oceano.
Canção do interior
que não passa
e jamais passará,
da dor do General
quer saber quando
alguém cuidará.
Epopéia é o nome que
deveria se dar
ao adjetivo de quem
suporta preso e quieto.
Inocência conhecida
vítima de uma dor
que também me dói,
a verdade ninguém corrói.
Resolvi escrever este verso
para dizer sem engano:
- Que o meu desejo é maior
do que todo o [oceano.
Acolhi a bailante rima
para remar na corrente,
Quero o teu beijo quente,
Que a vontade [atiça].
Percorri o dobrar das ondas
para dizer sem delongas:
- Que te quero além...,
E que você já é o meu [bem.
O paraíso é meu,
Nada [importa...,
Ele é sem trato,
Possui vegetação
- rasteira -
Abrigando flor rara
De pétalas brancas
E com [cor-de-rosa;
O paraíso é selvagem,
- surpreendente -
Por ser doce paragem,
Brilha como uma miragem,
Aroma que não se esquece,
Imagem que [enternece]...
O seu silêncio não me engana,
E tampouco a tua ausência.
O teu peito sempre reclama,
E quer o meu por excelência.
A sua emoção pela vida,
E repleta de malícia.
A sua forte experiência,
E que deseja-me rendida.
O seu silêncio não me engana,
E tampouco menos escraviza.
O meu peito é cheio de liberdade
E sou feita de inteira [poesia].
A tua convicção de que só se vive
- uma vez -
É distante da minha razão que segue
A luz do amor e a voz do coração,
A minha vida é vivida com paixão.
Nada neste mundo tirará
o meu direito de ser poeta,
Nenhum infortúnio roubará
o teu direito de ver inteira:
- A poesia inabalável.
Nada neste lugar julgará
o nosso direito e leveza de ser
- unidos -
Pela poesia [inabalável;
Porque nada nos desamparará
do nosso dever romântico,
Que mesmo sem escrever
a inspiração não deixa abandonar,
O amor valente e [imensurável].
Os nossos olhares não se perderão,
Os dois estão presos pelo coração.
As nossas bocas sempre irão arder:
Os beijos jamais irão [esquecer].
Os nossos corpos não se desgrudarão,
Os dois jamais apagarão.
Os carinhos que ninguém há de negar,
As vontades jamais hão de [passar].
No fundo, sei que não se sente seguro,
porque confiava estando ao meu lado
Um protegia o outro do desdouro:
de todos, de tudo e do mundo.
No profundo de ti não sossegas,
sente muito a minha falta...,
Porque não sente sequer o teu sonho
velado com amor e toda a calma,
Sei também que estás sofrido,
carente, desprotegido e sem afago.
- Não te enganes mais! -
Sou o teu doido amor,
A chaga aberta e em chamas:
- Não cicatrizarei jamais!-
Desejo o teu humano apego
- em segredo -
Dar-te-ei o meu aconchego.
Domino a tua sacrossanta
- chama -
Canção que me acalanta.
Danço no orvalho da manhã,
- em secreto -
Tomo o beijo sabor de maçã.
Determino a carícia sublime
- saboreio -
Do teu corpo não faço regime.
Direciono com altivez tremenda
- enleio -
Nas tuas partes a luxúria intensa.
Devoto à você sem reserva,
- em discreto -
Versejar como semente na terra.
Ditoso pensador tremendo,
- em sonho -
Faço-te o meu território ocupado
Porque a tua fragância veio no ar,
Ela me fez voltar a sonhar...,
Porque sempre apreciei tudo
E muito mais do que o olhar
É capaz de alcançar e aspirar...,
Eu hei de te escrever aos poucos
No formato de meus versos loucos,
Tudo, tudo, tudo, o quê aprecio,
Perfumando o ar de romantismo.
Da minha curvatura
No teu hemisfério,
De toda a loucura
No teu mistério,
És meu império...
Do meu ministério
No teu paraíso,
Do avanço firme
No teu saltério,
És meu desidério!
De todo o beatério:
Na verdade prefiro
De vagar em vagar,
No teu corpo chegar
És nascido para amar...
Do meu alucinante olhar
No teu brilho a desnudar,
Do teu invadir discreto
No meu corpo a revelar,
És meu caminho sem reverso.
Com a agudez de um punhal
Rasgando o quê há de ser...
Ela, [a voz do meu peito grita
Por um grande ideal:
De fazer valer a voz [individual].
Não há nada mais letal
Para a democracia,
Que sob a sua guarda
Feita de hipocrisia:
Muda, surda e cega
Feita de alienação de metal.
Com a mudez dos meus lábios,
Recorrendo aos alfarrábios,
Eles, [os meus olhos buscam
No auge da queda das estrelas
Dos hinos que se desencontram
Nos silêncios dos [profetas].
Dizendo olhos nos olhos:
- Eu estou em busca da revolução
Eu li o poeta da [rebelião;
Nem mil homens de chumbo
A minha voz jamais [calarão].
Com a altivez revolucionária,
Optei comer o pão da poesia.
Para a minha voz não se perder
No meio do barulho do oceano;
Acredite o meu coração nasceu
Tremendamente [republicano].
O teu sorriso aceso tem a luz
Das estrelas acesas do céu,
O meu destino escreveu
Nos canteiros mais coloridos,
O meu coração nunca esqueceu
Das luzes da ribalta avistadas da barca;
Ah, essa primavera que não passa!
O teu nome é sinal de pura censura
No mundo das pessoas perfeitas,
O meu peito arde de tanta loucura
No arder das plenas reminiscências.
O teu perfume ao vento paira
Com a força de um vero jasmineiro,
O verso que arranquei para ti
Foi do mais lírico [canteiro...,
O manancial deste substantivo
Tão abstrato e dolorido
Que bate no peito como concreto;
E para alguns é como canto secreto.
O teu nome é sinônimo de ausência de luz
No mundo ninguém sabe como surgiu,
O meu caminho para ti me conduz
No passo do tamanho do céu de anil.
Desta culpa sou ré confessa:
- Por ti morro de saudades
Sei que vou acabar enlouquecendo;
Com o peito que vive a bater forte,
Ele está sempre por ti doendo...
Deste Sol que não se apaga:
- Por ti escrevo versos de saudades
Sei que vou acabar sozinha,
Com o peito estrelado em versos,
Que para este mundo está se descrevendo.
No meu universo
em turbilhão
te protejo meu
amor de rendição.
Te querer por
perto pode
ser grande
tal ambição,
mas não vou
deixar perder.
No meu jardim
em silenciação
te faço meu
amor em flutuação.
Te querer por
cada segundo
e instante
por ser grande
tal adoração,
sou tua antes
de sequer
imaginado,
eu te sinto
todo o dia
mais apaixonado.
Não tenha receio
- do destino
E nem de escrevê-lo,
Observe o caminho,
Este é o meu pedido!
Celebram e revoam,
Sob o céu colorido,
E sobre o mar de chumbo,
Assim são os pássaros,
Livres como o teu amor,
Que é o maior do mundo.
Os teus dedos tocam
A Lua e a estrela;
Paciência de esteta,
Que ama com beleza,
E refinada cadência.
As areias seguem o curso,
Somos como elas,
Temos leveza, e pertença
O receio não nos pertence;
Só exclusivamente o perene.
Os teus lábios macios,
Intensos e atrevidos,
Doces e quentes,
Não meteóricos,
Etéreos e atraentes.
Esbanjando essa fascinação,
Airosa sideração,
Não menos dispersa,
Encantamento de quem guarda
Para dois amantes:
o cálice da paixão.
Tenho em ti o meu [atalho,
Tu és o meu orvalho,
Namoro o teu eu inteiro,
Cruzaste o meu [caminho.
Tenho a sina de
[adorar-te,
Encontrando em cada sinal,
Só a tua amante presença,
E como poeta
[desbravar-te.
A poesia senda e claustro,
De talvez nunca ser
[reconhecida,
Poesia sem livro,
Poesia sem dono,
Que corre o risco de ser
[roubada.
Tenho o principal: a [fé.
Misturada as minhas letras,
Que segue erguida sempre;
- corajosa e a [pé.
Tenho o espaço [aberto,
Para esse futuro [incerto,
Esse talvez [concreto,
De um viver [repleto,
Amando [silenciosamente,
Um amor que não sai da [mente,
E do coração, mas que persiste
De sempre seguir em [frente...
O meu olhar errante te procura,
A minh'alma paira sobre a duna,
Sussurro ao vento:
- Sou tua, tua, tua...
Cada sílaba semitonada flutua,
- perfuma
Transformando-se em música,
Louva, comove e se curva,
- em reverência
Ao Sol que se retira ao leito,
E pela noite que vem chegando,
Tingindo o céu delicadamente,
Com a cor lilás das alfazemas,
Despertando triunfal contentamento,
De atinar-me desse teu amor sedento.
E agora? Eu te desafio...
Entre o espaço e o tempo,
Perco-me entre os dois,
O meu nome é pensamento,
Muito é o prazer!
De vencer cada um deles,
- um grande desafio -
Que julgam ser um desatino,
- Um brinde ao desafio! -
E agora? Eu me apoio...
A vida de pernas para o ar,
Imito-a, enfrento-a,
O meu nome é bravura,
Eu sou atleta!
Dessas letras, e das que virão,
Eu sou poeta!
Do olhar ao clique,
- uso a minha sensibilidade -
Enfrento o julgamento,
- Esforçando-me ao máximo!-
E agora? Eu reafirmo...
Tentando alcançar as estrelas,
Mergulhando na tua alma,
O meu nome é desafio,
Ouso, nada sublimo,
Guerreio, enfrento,
Carinhosamente alento,
Sou feita de audácia e arrepio,
Venço os obstáculos, eu os desafio...
O meu coração ao vento,
Segue o teu atento,
Buscando cada alento,
Ele é puro sentimento,
- é pressentimento
E anunciação ao mundo,
De todas as noites escuras
Que não pudemos desfrutar;
A liberdade é nossa...,
Ela está para chegar...
Entre
todas as esperas,
Da minha [vida,
Ninguém duvida,
Que nunca desisti,
De ser tua,
E em cada [linha,
Em cada pêlo,
Em verso,
Verdade,
Prosa,
Nostalgia,
- e inteira [poesia.
Em mim há uma fé,
Um querer que se expande,
Um coração pulsante,
Uma bondade que se intensa,
Em mim há todo o universo,
Embalado pela espera,
Pela sede e pela fome,
De te querer imensamente,
De estar contigo,
- Eternamente! -
Entre
escombros
o planeta,
Repleto
de corações
destruídos,
De homens armados
[fardados ou não,
Corações destroçados,
[atormentados,
Que preferiram
os caminhos
[complicados.
Ao invés de amar delicadamente,
Amparando-se com doçura,
Porque se sentem poderosos,
Destruindo corações,
E os chamando de fracos,
Assim se deleitam as raposas...,
Mas algo em nós carrega a luz,
Do amor e dos séculos,
Da eternidade e de toda a bondade,
Sofremos, experimentamos e choramos;
Desafiamos leões e generais,
- acreditamos
Sei que vamos vencer...,
Vamos nos pertencer...,
A nossa liberdade está chegando...
Escutei a tua voz saudosa
Tão modulada e clamorosa
O coração saltou pela boca
Apurou o meu paladar
Deu saudades das tuas prosas
E eu atenta a te escutar
Essa tua voz saída do fundo
Lá da garganta do coração
Colocou-me em flutuação
Se for pedir demais
Faça mesmo assim
Misture a tua pele morena
Com a minha cor de marfim
Já sabemos naquilo que resultará
No nosso amor gostoso, enfim.
Lírios amarelos enfeitavam
O jardim ao redor da guarda
O Lusitano exibindo o trote
O amor voltando a galope.
Vejo os rochedos
O pico iluminado
Tudo voltando a brilhar
Você voltando de vez para ficar.
A meu ver não é apenas um sino,
Espia! Existe outro ao lado,
É verdade, que são dois sinos,
Sinos são vozes feitas para escutar,
São vozes anunciadoras do tempo,
Sabem ao seu jeito dar o recado,
- e a escuta despertar
Assim anunciam os sinos,
Que daqui para frente vou contigo.
Seguirei para Isla Negra,
Para qualquer lugar,
Desde que eu volte
- sempre -
para a casa do poeta.
Haja visto, de que a moça
- admirável -
e que ele gosta,
- sou eu
Por uns passou desapercebido,
Que o nosso amor chegou
é despercebido,
Faz parte, foi por obra do destino,
- destarte
O amor hoje é fruto ainda proibido.
A meu ver o tempo sempre inflige,
A pena dessa espera,
A espera sempre vale a pena.
Os sinos sinalizam, abrem a alma
Para aprender a ter calma,
- e se concentrar
No tempo que tem o seu próprio tempo,
Espera com paciência,
Que a oportunidade irá chegar.
Dulcíssimo sonho de amor,
Sigo contigo com louvor,
O meu coração ainda estremece,
- Por ti, só por ti!-
Fui que eu te escolhi,
Entreguei o melhor de mim,
Para você eu só digo sim,
Meu doce serafim,
Quero você inteiro para mim.
Ainda há de pousares como
ave gentil em minha mão,
Quero o teu coração!...
Ainda hei de ser tua
com sutil destreza,
E com toda a grandeza...
Temos todas as potências,
Recebemos todas as clemências,
Deus sempre perdoa um amor,
Trago em mim a tua cor morena,
Divina miragem que não dissipa
- e ninguém apaga
Loucura serena que me excita,
- e me deixa suplicante
Vou fugir contigo para uma terra distante...
Aceita, meu amor, meu anjo, minha vida;
Cada letra de paixão para ti despida.
Parece que até que foi ontem,
Ao paladar da nossa boa prosa,
Que perfumados por nossos sorrisos,
- juntos fazíamos planos
Parece até que foi ontem,
- que perdi as rédeas
Mas continuei o amor semeando,
- o amor em todas a cores e tons
Ainda lembro dos nossos bons momentos,
- apreciando juntos os mesmos sons
Semeando o amor em canteiros de flores,
E vendo o luar à beira do chafariz acontecendo,
Vivendo o nosso amor cor-de-rosa,
parece que foi ontem...
Ainda creio que retornarás por onde
- paramos;
Chegarás em pleno verão para esquentar
os nossos planos.
Porque juntos somos a fome com a vontade
de comer,
Temos o sabor, o aroma e o sangue tinto
repletos de revolução,
Tanto um para o outro não consegue dizer
não.
Sempre soubemos de nós dois,
nunca deixamos nada para depois...
Parece que foi ontem,
Esse momento que ficou longe,
Você me chamando ao pé da escada:
- Não te atrase, venha logo minha amada!
Aqui quem te espera é a
tua alma apaixonada e um ramalhete de
rosas brancas com a tua pureza de eterna namorada.
- Relacionados
- 73 frases de tristeza para expressar suas emoções
- Feliz aniversário, meu amor: frases para uma surpresa inesquecível
- Pôr do sol: frases curtas com ideias perfeitas para suas fotos
- Depoimentos Amo Meu Amor
- Estou cansada: frases para tirar o peso das suas costas
- Versos para meu Irmão de Sangue te Amo
- 47 frases de sucesso profissional para alcançar suas metas
