Sou uma Filha da Natureza

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Não é a primeira vez que leio a sandice que a Amazônia não é o pulmão do Planeta Terra, já que uns e outros insistem em dizer isso, acho que brasileiros e povos de demais Nações deveriam entrar com ações populares exigindo indenização porque nos fizeram estudar errado. Afff!!!

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Uma trama muito
ruim que o fim
desconhecemos,
Vis nos ofendem
daquilo que
não merecemos.

Nos perturbam todo
o dia com o intento
de no futuro nunca
mais sermos:
estamos vivendo
um real pesadelo.

Nós percebemos
a insistência dos
que desejam ceifar
tudo o quê há
de mais precioso
em nosso caminho:

Das nossas próprias
origens alguns até
se esqueceram,
Caíram no plano
de nunca mais não
nos pertencermos,

Não escapam da visão
deles nem as árvores
que são os nossos
insignes signos:
as Araucárias do meu,
do teu e do nosso destino.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A macieira é a própria poesia erguida.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O mar é a casa dos poetas e da Humanidade.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Santarém, terra de encantos
Agora está em prantos
Aflita com essa ameaça
Lutando contra a fumaça

Inserida por TATISISA

⁠Livros podem ser escritos depois…
Até filhos podem ser feitos depois…
Mas se não plantarmos árvores Agora, não haverá mais Depois.

Inserida por ATeodoro72

Maravilha Divina

Ao observar a riqueza do amanhecer,
Ouvindo os pássaros em cantoria,
Festejando, tentando nos dizer,
O quão alegre seria o nosso dia.

Colorindo com suas plumagens,
Com as lindas cores da natureza,
Formando as mais lindas paisagens,
Onde o criador expõe a sua beleza.

Mesmo com acidente geográfico,
Sempre consegue nos encantar,
Por ser um lugar fantástico,
Onde muitos poderiam encontrar.

Muita paz, amor e felicidade,
E uma vida melhor contemplar,
Com muita sabedoria e sinceridade,
Os nossos dias poderão prolongar.


Buscando a Deus entender,
E a graça tentar alcançar,
Na certeza que irá acontecer,
E jamais deixar escapar.



Du’Art 28 / 03 / 2014

Inserida por DuPoeta

Amanhecer no Campo

Como é lindo no campo o amanhecer,
Contemplar o sol surgindo atrás do monte,
Observar a sombra das árvores esmaecer,
Vendo a água cristalina brotando na fonte.

Caminhar lentamente pelo descampado,
Ainda pelo orvalho a grama molhada,
Sendo consumida pelo rebanho de gado,
E apreciando os pássaros em revoada.

Exibindo as mais lindas plumagens,
Com seus gorjeares diversificados,
Emitindo sons como mensagens,
Para que não fossem dispersados.

O sol continuava pelo céu a desfilar,
Com um forte brilho e muita caloria,
Deslocando como um relógio a mostrar,
Que já se aproximava o meio do dia.

Aguardando pela a hora do almoço,
Sentei-me numa varanda imensa,
Com o suor descendo pelo pescoço,
Mas sentindo uma felicidade intensa.

Após tomar um banho e almoçar,
Tomei água fresca que na bica escorria,
Vendo as pessoas no mato a roçar,
E o cãozinho que pelo quintal corria.

Mas como sol permanecia muito forte,
Ainda sentindo no corpo muita moleza,
Permaneci na varanda e tive muita sorte,
De poder apreciar a mais rica beleza.

Flores, aves e animais diversos,
Convivendo na mais perfeita harmonia,
Inspirado no conjunto escrevi estes versos,
Observando várias espécies em sintonia.

Estou encantado com estes cenários,
Construídos com tanta riqueza,
Enfeitados pelos amarelos canários,
Que o Criador integrou com a natureza.


Jose Romildo Duarte 21/ 05 / 2015

Inserida por DuPoeta

A MULHER DE UM HOMEM Só




Há muitas espécies em extinção na natureza. Desde os ursos Panda até a “mulher de um homem só”.
Se por acaso alguém encontrar alguma por aí encaminhe para o Fantástico, pois se trata de raridade.
A “mulher de um homem só” para quem não sabe, só teve na vida, um único namorado, ainda na adolescência. Muito jovem casou-se com ele. Sua “performance” sexual limitava-se a alguns tímidos beijinhos (os famosos selinhos de hoje) e uma ou outra mão-boba na perna da donzela que, de tão culpada, rezava a noite inteira rosários e rosários em penitência. E de joelhos, para que o pecado fosse mais facilmente perdoado.
O encontro amoroso só podia acontecer no sofá da sala, aos domingos à tarde, sob a vigilância da família inteira que se revezava na guarda do hímen da moça.
Depois de muitas e silenciosas tardes de namoro começava a ficar urgente passar à próxima fase, a do noivado, ante-sala para o casamento. “Os outros” já estão falando , dizia o pai, referindo-se a urgência em casar os pombinhos antes que acontecesse o pior.
E o noivado era festejado com muita comida e muitos doces, familiares presentes na festa e uma bela aliança de ouro na mão direita dos noivos. Tudo isso vinha acompanhado de autorização paterna para andarem de mãos dadas e “de braços”. Podiam passear, mas sem dispensar o “doce- de- pera “.
A núpcias da “mulher de um homem só” eram rigorosamente preparadas e implicava em muita festa , despesas enormes, quase sempre maiores que o poder econômico de muitas famílias.
A festa durava o dia inteiro, tudo isso depois de semanas de exaustos preparativos. O vestido da noiva, obrigatoriamente branco, acompanhado de véu e grinalda de flores de laranjeira, só podia ser usado pelas moças-donzelas, virgens, de comportamento comprovadamente casto, avalizadas pelo pároco da igreja local, inclusive.
A preparação da vida futura da “mulher de um homem só” parava por aí. Ela sabia através de conversinhas com casadas recentes que teria que passar por grandes apuros na noite de núpcias, mesmo assim, munida de muita coragem, encarava o fálico marido com toda coragem de que dispunha. Traumaticamente chegava até o matadouro, vestida em camisola de sedas e rendas, de preferência branca para combinar com sua pureza. Curiosidade havia, mas o medo era maior. A possibilidade da dor superava qualquer possibilidade de esperar por algo que pudesse ser bom.
Era um ritual de passagem doloroso, sofrido, onde dor e alegria se confundiam. Muitas se separavam das famílias e iam viver em lugares distantes e como aves migratórias chegavam tristes acompanhadas daquele quase desconhecido que iria fazer gato e sapato da pobrezinha.
Mas era assim que tinha de ser e todas as moças queriam casar. Ficar solteira era uma vergonha. Solteironas, nem pensar. Seria a condenação de “ficar para titia” ou cuidar dos irmãos mais novos e arcar com os pais quando envelhecessem. Melhor o matadouro, morder o travesseiro e tornar-se mulher (como se já não o fossem). Tornar-se, para sempre, “mulher de um homem só”.
Ensinadas na lei do sacrifício e da doação acolheriam os filhos que deus mandasse, uma dúzia deles e nunca esqueceria nem o nome nem o aniversário de nenhum, afinal seu título era de nobreza- rainha do lar – quase uma santa.Dava até a impressão que os filhos foram concebidos sem sexo, como Jesus. Essa mulher não podia ter a visão de seu marido despido. Sexo só santificado, diziam os padres. Tinha que passar pela água-benta, pelo confessionário e era preciso zelar a vida inteira pela reputação, abdicar de enfeites e perfumes.
Quem ouve uma história dessas nos dias de hoje pensa que é pura lenda. Mas ainda existem algumas dessas mulheres vagando por aí. Não conseguem entender muito bem quem são as extravagantes e voluptuosas” mulheres de muitos homens” que desfilam pelas ruas enfiadas em “jeans” apertados, barriguinhas à mostra, seios empinados, bundas arrebitadas, equilibrando-se em saltos muito altos e finos. Não se falando que exalam perfumes libidinosos que provocam paixões avassaladoras. Todas sem donos, livres pensam as “mulheres de um homem só” ou será que o mundo mudou tanto que agora são eles que têm de obedecer, comportar-se e se submeterem ao desejo delas?
Será que eles é que viraram “homens de uma mulher só?”