Sou seu Quase Amor Odeio meio Termos
Fico de queijo caído se me derreto demais, sou facilmente impressionável quando a pressão é constante, na estante coleciono copos, cascas, taças, sementes, uvas-passas de parafina, soldadinhos de metal enferrujados; na clínica particular o terapeuta diria que é uma boa terapia colecionar, não tenho verba pra pagar terapeuta, sempre fui peralta, tratamento pra marotíce era cinta, jamais apanhei.
No fundo ainda sou aquele garoto,
Que sonhava em ser herói,
Salvar a ninfa, abater o nefasto,
Um garoto com um hobby que não dói.
O Mito que o Mundo não Conheceu
No fundo ainda sou aquele garoto,
Que sonhava em ser herói,
Salvar a ninfa, abater o nefasto,
Um garoto com um hobby que não dói.
Entretanto, a ninfa não me quis,
Mas ainda nos trombamos,
Nossos olhos se fitam, ela diz:
Como vão os seus planos ?
Respondo: vão bem e vós ?
Completa: eu também.
A isso se resume o veloz
Contato apaixonante que a gente tem.
Sou o sapo que não foi beijado,
Um sapo desencantado.
Já o nefasto, subestimei-o;
Se promoveu e saiu.
Quando foi transferido
Do departamento, gargalhou e riu.
Encerrou-se aí o grande confronto.
O heroísmo me levou a um cortiço,
Afastado, mal localizado, onde me entoco.
Pago aluguel do buraco,
Prestes a ser interditado,
Saio ou serei despejado.
Recebo um salário mirrado,
Similar a infiltração na parede de onde esquivo.
Deleito-me nos passeios de coletivo.
O contrário de deslumbrante,
Até que seria um título instigante:
“O mito que o mundo não conheceu”
Ele não viveu feliz para sempre, mas viveu.
Haja latrina para tantas fezes,
Toneladas de excrementos leves.
Sou fumaça em sua chaminé,
Mostre-me quão ignorante você é.
Sou sugado selvagemente por surtos incontidos de iluminação e um subseqüente mergulho no alcatrão do irresoluto.
Em minha opinião discrepante sou demasiadamente subestimado, alguns apelidam-me de nômade, outros de bárbaro, tem aqueles que definem minhas colocações como dignas de um aborígine.
Sou incitador, provocador, contestador, alimento-me de simpatia e antipatia, apatia comigo não funciona; sou vencedor e perdedor, jamais empatador.
Falo por experiência própria ou/e por observação, nunca fui apegado a coisas materiais, mas sou extremamente e de maneira avassaladora um formidável egoísta.
Mas ela não nasceu para alguém,
Que ame-a mais, do que a amo.
Pois neste quesito, sou bendito e soberano.
Contudo, se o ato de amar liberta,
Cumpro minha pena livre.
Sou um condenado,
Obrigado a responder em liberdade.
Autoproclamação da Independência Poética
Eu sou o maior poeta
Que tive a honra de conhecer.
Eu sei o maior poeta
Que tive a honra de conhecer.
Não sei se o maior poeta
Que tive a honra de conhecer,
Cessou no maior poeta
Que tive a honra de conhecer.
Ao mentir para si mesmo
Fala inverdades diante outros.
Agora o poeta está morto,
Vida longa à poesia.
Cumulus Omnium
(o acúmulo de todas
as coisas)
Eu sou Mais um Amanhecer,
o Elo Solene,
(Des) rimando.
Sou O último registro da raça humana,
a Áspera Seda.
Sou a Impressão Intensa,
Eu sou CONECTATUM.
A Linha (Tênue)
Rompida,
Piekarzewicz.
Eu sou as Crônicas de um Espelho Meu
E os Fabulosos Contos Perdidos
Do Vale Encontrado.
A Esplêndida Face Magnífica.
Sou o
Delírio Absoluto da Multidão Atônita,
o Pacífico em Brasas
e o
Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas.
Sou eu, o Mestre dos Pretextos.
Sou aversão e inversão,
Te decepciono, te desprezo,
Interdito teus caminhos
Interferindo no florescer.
