Sou seu Quase Amor Odeio meio Termos
A criatura
Sou ferida em meu desespero, doente das loucuras que assombram meu coração. Desejos e sensações, espalhando pólvora dentro de mim. E me pergunto, quem será o palito que acenderá a essa explosão? Deixando alguns rastros profundos e outros que se apagarão com o tempo. Nessa angustia, eu anseio a uma criatura, do outro lado do rio. Chego ás margens, sempre querendo atravessar, mas nunca consigo. O medo da água, ou talvez o não saber nadar, entram em choque com todo o meu desespero, por desejar aquela fera, ali, na minha frente. Eu a vejo e a admiro em cada detalhe, que faz único seu ser tão magnífico, que enlouquece e acalma meu coração, desde que a vi. A criatura, e quase tudo que vejo, porque tudo em volta, já não tem a importância, que ela tem pra mim. Tudo se desbota, diante do meu ser desejado. Em meus pensamentos, apenas uma pergunta. Manter-me na margem, sabendo que jamais terei a fera, ou mergulhar de cabeça na correnteza do rio, tendo o alivio de saber, que ao menos tentei? Olhos fixos aos meus, penetrantes, mas não sei dizer, se ela quer que eu atravesse o rio por ela. Irrelevante talvez! Apenas preciso dizê-la, o quão linda és e como me encanta com sua presença. Necessidade para que saiba, que mudou tudo em que eu acreditava, no instante em que a vi. A dor, já se alastra dentro de mim. Não adianta! Melhor morrer tentando, do que a desejando. Junto tudo que tenho, tudo que acho que tenho, tudo que penso em ter. Força? Talvez seja isso, que espero juntar, para tentar minha ultima chance de tê-la. Me afasto da margem, corro e mergulho de cabeça no rio. A correnteza, o frio, as pedras, tudo parece apunhalar-me, a dor chega a um estado, que ultrapassa meu limite. Não paro, já não sei se tento, para não perder a vida ou se para ter a minha criatura. Meus gritos, traduzem meu desespero de chegar a outra margem. Mas já não consigo mexer-me . Aos poucos, tudo fica lento, a respiração já não absorve o oxigênio que necessito, meu corpo trava, meu cérebro para. Meu ser então fica indolor, mudo e surdo. O que aconteceu? Devo ter morrido. Não tem importância, ao menos tentei tê-la. Depois de um tempo na escuridão, uma luz bem pequena no final do túnel, faz com que eu olhe fixamente. Deve ser o céu ou o inferno, seja lá pra onde eu tenha que ir. Finalmente consigo abrir os olhos, mas vejo arvores, deve ser o céu, penso. O inferno não teria arvores, teria? Tento me levantar, mas sinto que cada pedaço do meu corpo, foi esfaqueado por milhares de facas. E tão obvio, volto a sentir as dores, a angustia, a loucura e o desespero. De repente, sinto um carinho. De quem é a mão que me afaga? Me viro e lá está a minha criatura. Não é o céu, é a outra margens do rio. Com seus olhos penetrantes e doce, aquela imagem, já me faz esquecer de tudo. Onde estou e quem sou? Não sei dizer. Irrelevante talvez! A fera, ali, diante de mim, tão perto, tão magnífica, tão linda. Levanto e me aproximo, somos um só naquele momento, pois não há necessidade de palavras. Bastou um único gesto para que a criatura entendesse, que tudo que fiz, faria de novo, pois é melhor “morrer”, do que jamais ter, o meu ser desejado.
Há momentos.
Posso me sentir triste.
Posso me sentir feliz.
Sou livre para me sentir como quiser.
É uma questão de escolha.
Vim da estrada e pra ela quero voltar, não sirvo pra vida, sou vivente, sou andante, sou corrente, sem lugar sem hora sem limite, minha curva final um dia chega, nao a antecipo, contorno todas as que consigo mais sei que ela vai chegar!
Sempre embriagada SOU, Por amores, por cores, por dores, e sem maestria, na maresia, na poesia , que nunca findam ou começam antes do meio dia. E com louvor, me deixam atinar em ressaca, as decisões, emoções, as paixões. E sempre entre um sorver e outro que me embebeço, enlouqueço, amadureço
Falando em madrugada: não sou absolutamente ninguém pela manhã. Já na madrugada, sou todas, inclusive eu mesma.
Antes sentir a maior das dores do que não sentir nada. Sou intensa, portanto, o não sentir é mutilação para mim.
Eu era louca pra crescer , pra ser adulta , pra ser alguém , hoje sou adolescente passo por tantas angustias , tantas decepções , momentos de muita pressão , mais eu vou ter que aprender a aceitar , aprender que a vida não é assim e que vai ter muita pedreira pela frente e que vou te que me manter de pé e erguida pra provar , para todos aqueles que um dia, não acreditaram na minha capacidade .
Cheguei à conclusão de que eu jamais existi como personalidade própria. Na verdade, sou uma combinação de várias personalidades.
As pessoas se assustam porque mostro meus defeitos de cara mas sou muito menos perigosa do que os que deixam oculto
EU CONFESSO..
Sou brincalhona, gosto de zoar, sempre fui a palhaça da turma mesmo, falo idiotice só pra fazer graça - as vezes dá fail - e tentar fazer as pessoas sorrirem. Mas me magoa,me magoa muito quando alguém duvida de mim ou do que sou capaz.. Uma coisa eu aprendi, nesses meus poucos anos de idade (muito bem vividos por sinal) na vida nada vem com manual de instruções e muitas vezes nós vamos errar querendo acertar e vamos acertar sem querer. Muitas vezes você vai querer chorar, gritar, desabar e vai se sentir no fundo do poço, mas isso é preciso, faz parte do amadurecimento e te torna mais forte.Eu já errei tanto (pode até não parecer mas..) magoei tantas pessoas, fiz tanta tempestade em copo d’água e vocês pensam que eu acho isso ruim? Acho ótimo, pelo menos agora porque na época eu me decepcionava muito com certas pessoas e eu me sentia inferior, menor que todos. Hoje eu me sinto bem, me sinto feliz e é por isso que não fico me lamentando atoa, é por isso que hoje em dia vocês só me vê com um sorriso no rosto, porque eu realmente sou feliz. Uma hora você muda e aprende que pode ser feliz sozinha, se libertar do passado por conta própria e acertar seus erros. E ”AÍ” de quem duvidar de sua mudança.
Agora eu consigo entender perfeitamente aquela frase ”Depois da tempestade vem o arco íris”
