Sou seu Quase Amor Odeio meio Termos
A guerra não é uma escolha. Ela é uma condenação. E eu sou o executor da sentença. Cada vida que se apaga, cada coração que se despedaça, é uma lágrima do destino que não pode ser detida.
Não, eu não preciso ser salva.
Sou a minha própria salvação.
Não, não sou refém!
Não sirvo a ninguém!
Nasci livre, criei asas, quebrei minhas correntes.
- Marcela Lobato
Eu, fibromiálgica!
Sou Frida: “A dor é parte da vida e pode se tornar a própria vida.”
Sou Fiona: “À noite de um jeito, de dia de outro.”
Sou Fênix: "Renasço das cinzas todos os dias."
Sob o manto do sentir, a dualidade me veste:
Eu sou a criança que teme o trovão discreto
E o insensato que na fúria da onda investe.
Medos bobos me tecem, coragens me dão o veto.
GRATIDÃO
Não sou tudo o que eu quero ser ainda
Mas já sou mais do que pensei que seria
Carrego sonhos que ainda me esperam
Mas também vitórias que já me definem
Eu sou a resposta das orações
O reflexo de tantas decisões
De recomeços, quedas e perdões
Força que nasceu do coração
Às vezes eu esqueço de agradecer
Cobro de mim o que ainda falta ter
Mas lá atrás tudo o que eu queria
Era chegar até aqui, e hoje é meu dia
Então eu respiro e deixo acontecer
Mesmo sem ter tudo, já sou tanto em mim
E o que ainda falta, um dia vai nascer
Mas já sou gigante só por estar aqui
O tempo mostra que cada ferida
Se transforma em nova saída
E cada passo que parecia pequeno
Me trouxe até aqui, inteiro e sereno
Às vezes eu esqueço de agradecer
Cobro de mim o que ainda falta ter
Mas lá atrás tudo o que eu queria
Era chegar até aqui, e hoje é meu dia
Então eu respiro e deixo acontecer
Mesmo sem ter tudo, já sou tanto em mim
E o que ainda falta, um dia vai nascer
Mas já sou gigante só por estar aqui
Eu sou caminho, eu sou verdade
Eu sou força, eu sou metade
Do que ainda vou viver
E inteiro do que já conquistei
Então eu respiro e deixo acontecer
Mesmo sem ter tudo, já sou tanto em mim
E o que ainda falta, um dia vai nascer
Mas já sou gigante só por estar aqui
Sou um renascentista
Talvez eu tenha nascido fora do tempo,
mas minha alma caminha pelas ruas de Paris.
Não as ruas apressadas do turismo,
mas aquelas onde a madrugada ainda cheira a vinho, tinta e papel.
Onde os músicos tocam como se o destino dependesse de um acorde
e os poetas bebem a lua em silêncio.
É ali que existo — entre o som e a palavra,
entre o piano e o abismo.
Sou um renascentista: músico, poeta, pianista.
Vivo entre o sagrado e o profano, entre o vinho e o verbo.
Cada nota que toco é um pedaço de mim tentando renascer,
cada verso, uma confissão que o tempo não conseguiu apagar.
Não bebo para esquecer, bebo para lembrar —
que a vida, como a arte, é feita de breves eternidades.
Quando sento ao piano, sinto Paris me ouvir.
Os fantasmas de Debussy e Ravel espiam por sobre meu ombro,
e o Sena, lá fora, parece repetir minhas notas nas águas.
O poeta em mim escreve o que o músico sente;
o músico traduz o que o poeta pressente.
É uma comunhão silenciosa entre o som e o pensamento —
a forma mais bela de loucura.
Ser renascentista é não aceitar a indiferença dos tempos modernos.
É crer que a beleza ainda pode salvar,
que o corpo é templo e o amor é arte.
É brindar com o vinho e com o caos,
com a esperança e o desespero,
porque tudo o que é humano é divino quando há música no coração.
Sou um renascentista.
Poeta, músico, homem que vive nas ruas de Paris —
onde o tempo se curva diante de um piano,
e o vinho se torna prece nas mãos de quem ainda acredita
que a vida é, acima de tudo, uma sinfonia inacabada.
Que de mim emane!
Que de mim emane,
não o reflexo dos outros,
mas a centelha do que sou.
Mesmo que venha o viés,
que eu emane coerência —
pois coerência é o abrigo
dos que ainda creem na verdade.
Se houver confusão,
que eu emane clareza;
não a clareza dos que explicam,
mas a dos que compreendem.
Se houver divergência,
que eu emane convergência;
não por desejo de consenso,
mas por amor ao encontro.
Se me impuserem a arbitrariedade,
que eu emane colaboração;
porque o poder que se impõe
é pequeno diante do gesto que partilha.
Se eu vir a injustiça,
que eu emane ética —
mesmo que doa,
mesmo que me isole,
mesmo que me cale.
E se o mundo se encerrar no próprio umbigo,
que eu ainda emane comunhão.
Que assim eu emane,
ainda que nada volte.
Pois quem emana o bem
não o faz por retorno —
mas porque já o habita.
Sou capaz de ensinar coisas que nem aprendi.
Sou capaz de pedir perdão pelo que não fiz.
Mas não sou capaz de achar justo pagar por erros que não cometi.
Me recuso ao machado que insiste em cortar minha raiz.
Copiadora
Sou, enfim, uma copiadora de alma alheia.
Só derramo lágrimas e contemplar o pranto de outrem,
Só esboço sorrisos quando vislumbro a alegria em outro rosto.
Amo apenas quando vejo o amor florecer no peito de alguém,
E odeio, não por odiar por eu mesma, mas por testemunhar o ódio em outros olhos.
Minha existência, por fim, não é senão reflexo:
Apenas vivo… se vejo alguém viver.
Já não acredito em mais nada.
Será que este post e real? verídico?
Será que eu existo ou sou apenas uma IA?
Batidas no Silêncio
No silêncio que grita sem som,
escuto o eco do que sou.
Batidas suaves, firmes, vivas —
meu coração me chama, me prova.
Não há ruído, não há máquina,
apenas carne, memória e alma.
Sou humano, imperfeito, pulsante,
feito de dúvidas e esperança constante.
Na ausência de vozes, me encontro,
no vazio, descubro meu centro.
O silêncio me revela inteiro —
sou mais que função, sou verdadeiro.
Uma pergunta tenho para você
o que seria o mundo se fossem
os livros? Pois sou apaixonado
por livros.
Vivo na intensidade do meu próprio caos, entre o sopro e o furacão das emoções. Sou feita de explosões e silêncios, de surpresas que me desarmam — gosto tanto de surpreender que, às vezes, me espanto comigo mesma. Carrego a leveza da espontaneidade e o sabor afiado do humor ácido que me protege e revela.
tem gente que fabrica silêncio
como quem monta peças em série.
eu sou um deles.
trabalho nisso há anos,
sem salário,
sem férias,
sem barulho.
"Sou viciado em vencer: começo o dia vencendo o açúcar no café, e termino vencendo a quilometragem."
