Sou porque tu Es Pablo Neruda
Eu sou diferente, não sou aquela menina que vai assistir aos seus jogos, sou aquela menina que vai jogar com você.
Minha melhor amiga é a menina que mais sou apaixonada, é a garota que mais amo, é a mulher pela qual eu daria a vida, é a menina que sempre está do meu lado, estando eu certa ou errada, é a garota que sempre me compreende, é a mulher que sempre me ampara. EU TE AMO, AMIGA!
Eu sou uma mistura... Uma mistura de amor e ódio, de riso e de choro, de gentileza e ignorância, de sabedoria e idiotice.
Sou um homem de causas. Vivi sempre pregando, lutando, como um cruzado, pelas causas que comovem. Elas são muitas demais: a salvação dos índios, a escolarização das crianças, a reforma agrária, o socialismo em liberdade, a universidade necessária. Na verdade somei mais fracassos que vitórias em minhas lutas, mas isso não importa. Horrível seria ter ficado ao lado dos que nos venceram nessas batalhas.
Sou melancólico por natureza. Ver a manada sair da mesma sessão do mesmo filme para entrar no mesmo restaurante e pedir o mesmo prato que será saudado com os mesmos adjetivos depois de ser pago com um cartão de crédito da mesma marca me deixa ainda mais melancólico.
Eu sou uma pessoa excitável que só entende vida liricamente,
musicalmente, em quem sentimentos são muito mais fortes que a razão.
Eu estou tão sedenta para o maravilhoso que só o maravilhoso tem poder sobre mim.
Qualquer coisa que eu não possa transformar em algo maravilhoso, eu deixo ir.
Realidade não me impressiona. Eu só acredito em intoxicação, em êxtase,
e quando vida ordinária me algemar, eu escapo, de uma maneira ou de outra.
Nenhum muro mais.
Eu sou mais forte que a tempestade, destruo mais que um furacão. Sou o dia de Sol para alguns ou o apocalipse para outros. Não quero seu perdão, nem suas lágrimas. Já tenho as minhas.
" Eu sou eu;
Vc eh vc;
Eu faço as minhas coisas;
Vc faz as suas;
Não vim ao mundo p/ corresponder as suas expectativas;
E vc não veio p/ corresponder as minhas;
Se por acaso nos encontrarmos:
eh lindo;
Se não..
NADA HÁ A FAZER"
Sou um animal sentimental, me apego facilmente ao que desperta o meu desejo. Tente me obrigar a fazer o que não quero e você vai logo ver o que acontece...
Sou chata, cheia de manias, e nada fácil de lidar, mas sou sincera ao extremo, e sinceramente, prefiro pessoas exatamente como eu, absolutamente imperfeitas, mas que prezam a verdade, não suporto pessoas que misturam gentileza e falsidade, e contam mentiras como se fossem verdades…
Sou como uma alma que vaga no cansaço de conviver com criaturas de corpos construídos e cabeças destruídas.
Autorretrato em Palavras
Sou intensa, profunda e sensível. Carrego dentro de mim uma força que resiste, mesmo quando o peso das emoções tenta me soterrar. Vivo em uma busca constante por significado — questiono o mundo, a mim mesma, minhas escolhas, minhas dores, minha fé e as falhas humanas que me habitam.
Sinto tudo em excesso e, por isso, reflito sobre tudo. Tento compreender a vida além da superfície, mesmo sabendo que nem todos estão dispostos a mergulhar tão fundo. Busco conexões genuínas, verdadeiras, que muitas vezes parecem raras.
Carrego em mim uma mistura delicada de vulnerabilidade e resistência. Deixo pedaços de mim em palavras e imagens, porque desejo que algo de minha alma permaneça. Quero acertar, mesmo quando me perco nesse desejo.
Talvez seja essa busca incessante por sentido que me define: uma tentativa de compreender a mim mesma e ao mundo, sem jamais deixar de ser humana — profundamente humana.
O Lar que Carrego
Não sou ponte para todos atravessarem, nem porto seguro para cada vento.
Meu caminho se mede em detalhes, e é nos detalhes que alguém se aproxima ou se perde.
Há quem tente pousar sem perceber que não me posso dividir; sou inteira, como rio que não aceita leito pela metade.
Entrego-me aos que vêm com coragem de tocar a profundidade, de sentir o invisível no silêncio de um olhar.
Minha presença não é apenas companhia, é chão e abrigo, sombra e luz, algo que se reconhece e se respeita.
Não se prende quem me encontra, mas se escolhe quem se atreve a navegar meu território de leveza e paz.
Quem insiste sem ver, desvia; quem entende, permanece.
Não carrego culpa nem fardo, carrego lar—porque lar não é lugar, é essência, e minha essência é rara.
E aqueles que merecem meu tempo, meu riso e meu abraço, sabem: o paraíso não se dá, se descobre.
Eu sou uma construção de algo tão genuíno
que não sei onde me encaixar como peça.
Aonde abrirei espaço neste quebra-cabeça chamado vida?
Se faço parte dele, por que me deixas tão solta,
a ponto de sentir que não me encaixo?
Será que é porque ainda estou em construção
e minhas arestas não têm forma definitiva?
De fato, um dia estarei completa,
com estrutura firme e forte,
a ponto de me encaixar e encontrar a perfeita completude.
Mesmo genuína, buscando acertar,
ainda tropeço em meus próprios erros e medos.
Medos que me impedem de tentar,
até mesmo de errar ou de aceitar.
Eles me travam, me bloqueiam,
tomam minha mente e me conduzem
a lugar nenhum.
Será que, para me encaixar,
preciso me quebrar tantas vezes
até caber em formas
que talvez nunca foram feitas para mim?
Eu não sou como a maioria.
Eu penso demais.
E, às vezes, isso é bênção — me faz enxergar detalhes que quase ninguém vê, sentir o que os outros passam batido, perceber nuances que o mundo ignora.
Mas, em outros momentos, pensar assim parece uma maldição.
Porque minha mente não desliga.
Ela revisita tudo o que vivi, tudo o que falei, tudo o que ouvi.
Cria cenários que nunca aconteceram, ressuscita dores antigas e inventa novos motivos para eu me preocupar.
Eu analiso, questiono, reconstruo, desmonto…
e acabo me perdendo no labirinto dos meus próprios pensamentos.
É cansativo carregar uma cabeça que nunca descansa.
É exaustivo sentir tudo com essa intensidade que ultrapassa o limite do corpo.
É difícil ser alguém que sente antes de entender e que entende antes de conseguir explicar.
E sabe o que dói?
O mundo espera praticidade, pressa, respostas rápidas e emoções fáceis.
Mas eu sou feita de profundezas.
De camadas.
De silêncios que falam mais do que eu consigo colocar em palavras.
Eu não sou como a maioria.
E, em dias bons, isso me faz única.
Mas, nos dias ruins…
isso pesa, dói, sufoca — como se eu carregasse um universo inteiro dentro de mim, implodindo em silêncio.
E ainda assim, sigo aqui, tentando transformar essa intensidade em algo que não me destrua,
mas que me torne alguém capaz de sentir o mundo de um jeito que poucos conseguem.
3 de dezembro de 2025
"Oi, sou eu
Estou aqui para dizer que eu amo você
E que o único motivo para o meu coração continuar batendo
É você.
Você é o motivo pelo qual eu acordo todos os dias
Você é a razão de eu acreditar no amor
Por favor, não me deixe
Por favor, não me abandone
Você é a única pessoa que faz minha vida ter cores."
E essas foram minhas últimas palavras
Antes de você partir.
Você foi embora, e meu verão ficou em preto e branco.
