Sou Pessoas de Riso Facil e Choro Tambem

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Anda em mim, soturnamente,
uma tristeza ociosa,
sem objetivo, latente,
vaga, indecisa, medrosa.

Como ave torva e sem rumo,
ondula, vagueia, oscila
e sobe em nuvens de fumo
e na minh’alma se asila.

Uma tristeza que eu, mudo,
fico nela meditando
e meditando, por tudo
e em toda a parte sonhando.

Tristeza de não sei donde,
de não sei quando nem como…
flor mortal, que dentro esconde
sementes de um mago pomo.

Dessas tristezas incertas,
esparsas, indefinidas…
como almas vagas, desertas
no rumo eterno das vidas.

Tristeza sem causa forte,
diversa de outras tristezas,
nem da vida nem da morte
gerada nas correntezas…

Tristeza de outros espaços,
de outros céus, de outras esferas,
de outros límpidos abraços,
de outras castas primaveras.

Dessas tristezas que vagam
com volúpias tão sombrias
que as nossas almas alagam
de estranhas melancolias.

Dessas tristezas sem fundo,
sem origens prolongadas,
sem saudades deste mundo,
sem noites, sem alvoradas.

Que principiam no sonho
e acabam na Realidade,
através do mar tristonho
desta absurda Imensidade.

Certa tristeza indizível,
abstrata, como se fosse
a grande alma do Sensível
magoada, mística, doce.

Ah! tristeza imponderável,
abismo, mistério, aflito,
torturante, formidável…
ah! tristeza do Infinito!

Pare de idealizar seu amor em vez de encontra-lo.
O amor não é sempre como um raio, as vezes é só uma escolha.
Talvez o amor verdadeiro seja uma decisão, decisão de correr um risco com alguém.
Dar-se, sem se preocupar se irão dar algo em troca ou magoar você ou se é a pessoa certa.
Talvez o amor não seja algo que aconteça, talvez seja uma escolha.

Pode até parecer óbvio, mas morar num cemitério me faz pensar na morte. Aqui há uma ordem que não existe na vida real, e acho isso estranhamente reconfortante. Talvez essa seja a beleza da morte. Nada mais é complicado. Tudo é fechado e definitivo.

Quem anda pelas lágrimas perdido,
Sonâmbulo dos trágicos flagelos,
é quem deixou para sempre esquecido
o mundo e os fúteis ouropéis mais belos!

É quem ficou do mundo redimido,
expurgado dos vícios mais singelos
e disse a tudo o adeus indefinido
e desprendeu-se daí carnais anelos!
É quem entrou por todas as batalhas
às mãos e os pés e o flanco ensanguentado,
amortalhado em todas as mortalhas,

Quem florestas e mares foi rasgando
e entre raios, pedradas e metralhas,
ficou gemendo, mas ficou sonhando!

Deixa, pelo menos falar de nós, por um minuto ouvir tua voz, nem precisa me perdoar.

Cada dia, cada hora e cada minuto merecem ser apreciados. (pp. 271)

A Morte

Oh! que doce tristeza e que ternura
No olhar ansioso, aflito dos que morrem…
De que âncoras profundas se socorrem
Os que penetram nessa noite escura!
Da vida aos frios véus da sepultura
Vagos momentos trêmulos decorrem…
E dos olhos as lágrimas escorrem
Como faróis da humana Desventura.

Descem então aos golfos congelados
Os que na terra vagam suspirando,
Com os velhos corações tantalizados.

Tudo negro e sinistro vai rolando
Báratro abaixo, aos ecos soluçados
Do vendaval da Morte ondeando, uivando…

O homem que bebe
Não guarda segredo
Dorme tarde, acorda cedo
Com a boca amargando
E cuspindo azedo...

Jacó e Jacozinho

Nota: Trecho da música "Cachaceiro".

Lisbela: Eu sabia que era você.
Leléu: A melhor parte foi sumir com todo mundo.
Lisbela: Como é que faz a transformação?
Leléu: Eu vou lhe mostrar. A gente monta essa caixa preta em forma de L com esse vidro aqui no meio. Agora a senhora fique bem paradinha aí do seu lado que eu vou pro meu aqui vestido de macaco. Se eu apago a luz da senhora, e deixo só a minha aqui acesa, o povo só vê o macaco refletido ali no vidro, mas quando é ao contrário, só se vê a senhora. Conforme eu vou apagando a luz do seu lado, e aumentando aqui o meu, a minha imagem vai refletindo por cima da sua, que agora já vai sumindo assim bem devagarzinho. É como se a senhora se transformasse em gorila.
Lisbela: Como uma máquina do tempo. Fazendo a gente virar o que foi a milhares de anos atrás.
Leléu: Mas pode funcionar também como uma máquina do amor.
Lisbela: E existe lá máquina pra isso?
Leléu: Quando a gente ama uma pessoa, o que a gente mais quer nesse mundo?
Lisbela: Ah, é ficar bem juntinho.
Leléu: Pronto. Tão juntinho, tão juntinho, que como diz o poeta: 'Transforma-se o amador na coisa amada, por virtude do muito imaginar, não tem o algo mais que desejar, pois já tenho em mim a parte desejada. '
Lisbela: Achei mais bonita ainda essa máquina do amor.
Leléu: Pois então fique bem quietinha, e feche os olhos, que vou lhe mostrar como funciona a máquina do desejo. Eita cadê?
Lisbela: É que eu liguei a máquina da ilusão.

DILACERAÇÕES

Ó carnes que eu amei sangrentamente,
ó volúpias letais e dolorosas,
essências de heliotropos e de rosas
de essência morna, tropical, dolente...
Carnes, virgens e tépidas do Oriente
do Sonho e das Estrelas fabulosas,
carnes acerbas e maravilhosas,
tentadoras do sol intensamente...

Passai, dilaceradas pelos zelos,
através dos profundos pesadelos
que me apunhalam de mortais horrores...

Passai, passai, desfeitas em tormentos,
em lágrimas, em prantos, em lamentos
em ais, em luto, em convulsões, em dores...

ACASO

Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,
e a prova de que duas almas
não se encontram ao acaso.

Desconhecido

Nota: A autoria do texto é muitas vezes atribuída a Charles Chaplin e a Antoine de Saint-Exupéry, sem que tal se confirme.

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Inserida por diogoribeiro

Distância não é nada fácil
Também não é para todos
Acho que é algo para os fiéis
Para os fortes, para quem ama de verdade,
Aquela pessoa que está no outro lado do mundo
Porém
É uma dor sem explicação
Uma dor, que só suporta ela, quem quer algo de verdade
Possa eu, você e outros... estar muito longe dos nossos amigos, namorado (a)
Mesmo sem ter visto ela ao menos 1 vez na vida
Temos a sensação de que aquilo foi um milagre na vida,
A melhor coisa que lhe aconteceu
Um amor que chegou para transformá-la
É estranho né?
Você nunca viu essa pessoa...
Mas acredita mais nela do que as que você vê todos os dias
Você tem a sensação de que ela está ali para ti mesmo a milhares de quilômetros
Mas, enquanto estamos longe, temos uma imensa vontade,
Sentimos a dor de querer e não poder
Sentimos sensações que só essa pessoa pode causar em nós
Algo surpreendente e sedentário
Uma vontade de construir uma vida com essa pessoa
Porém a distância parece que nunca vai acabar
Até choramos as vezes
Com vontade de tocar seu corpo, beijá-la, abraçar
E com a distância... nada disso podemos fazer.
O amor à distância nos proporciona algo grande
Muitas das vezes nos doem na alma...
Porquê queremos um futuro com a amada,
E a distância não nos poupa disso.
Mas é algo passageiro, que irá te fazer feliz
Logo após a distância passar.

Inserida por Harryson_Davies

Não sei como processar isso.

O ato de beijar usa 34 músculos faciais e 112 posteriores (ou posturais).

Só porque adotei uma abordagem pragmática da situação não quer dizer que eu não me preocupe.

"Tudo acontece por uma razão" é uma reação clara da mente fraca ante a esmagadora complexidade do Universo.

A mulher chora quando seu riso já não é o bastante para encantar.

Quando as lágrimas acabam o riso assume, hora por ser cômico, hora pelo desespero.

Inserida por LeticiaDelRio1987

Aonde estão os seus amigos agora nesse momento tão difícil? Onde está o riso e o desdém? Aquela gargalhada rasgada, cedeu lugar ao choro... As escolhas nós fazemos, mas as consequências, estas temos que suportar depois. Lei da semeadura.

Inserida por DirceuHorne

⁠A presença do palhaço na sociedade não é para garantir o riso, é para consolar a alma daquele que chora

Inserida por RandersonFigueiredo

Sou um sujeito de choro e sorriso fácil, mas de gênio e personalidade difícil.

Eu sou assim: preguiçosa, choro e rio demais nas horas mais erradas, me irrito muito fácil, tenho dificuldade de deixar as pessoas se aproximarem de mim, falo muitos palavrões, sou desesperada, gosto de comer no McDonald’s, não forço simpatia com ninguém, me apego fácil as pessoas, sofro muito com a saudade, sou chata, ciumenta, brincalhona, sensível ao extremo, me preocupo muito com os outros, julgo, sou julgada, erro, me arrependo, acerto. Quer gostar de mim? Goste pelo que eu sou. Não quer? Foda-se.

Apaixono-me com facilidade, porque sou louco e bobo. Choro fácil, não que eu seja fraco, mas porque eu sinto. Adoro olhar, observar, pegar, beijar, amar, cantar, dançar, falar, orar, clamar e outras coisas boas. Sempre estou em alerta para não ficar na corda bamba. Não quero fazer parte apenas dos seus sonhos, mas sim da sua realidade, porque na verdade sou o poeta que te ama, caramba! Elias Torres