Sou Igual a minha Irma
Qual é tua idade?
Qual é a tua idade? Confesso que não sei a minha…Um dia destes estava comendo pitanga sentado em um galho a saborear os pequeninos e deliciosos frutos de uma majestosa e centenária pitangueira, a uns 5 ou 6 metros de altura quando num momento de discernimento olhei para baixo e me perguntei…- Que estou fazendo?? Em meio a solitárias risadas respondi: – Vivendo!
Minha modesta teoria é que nosso corpo não acompanha nossa mente. No esplendor da preguiçosa juventude, aproveitamos, descobrimos, fazemos ou tentamos fazer de tudo…e depois vamos deixando de fazer uma coisa, outra e derrepente estamos lendo romances, lendo aventuras e esquecemos de vive-las…Eu que devia estar no outono da vida, resolvi viver na constante primavera, vou correr nos campos floridos da vida, se não estiverem floridos, aprendi a fechar os olhos e imaginar, sonhar, depois plantar umas sementinhas e fazer meu próprio campo florido! Então, vamos comer pitangas, soltar pandorgas, pipas e jogar bolita?
Que tal dar uma mudadinha no rumo…
Minha vida toda caminhei pela beira da praia, bem próximo onde o mar insistente, vem afagar a areia e em seguida, sem compromisso, se retira, sente saudades, volta e retira-se novamente, nunca assumindo o relacionamento com a amada e dispersiva areia da praia. Fora a observação deste relacionamento milenar que de vez em quando podemos até vivenciar algo semelhante…volto a meus passos pela beira da praia, próximo a salgada e refrescante água. Meu caminho nesta jornada foi fácil, macio, descompromissado, pois a cada passo que dava, minhas pegadas, o mar ia apagando…e a esta altura da minha vida, olhando para meus pés, estão macios, sem calos…mas em contrapartida não deixei muito por onde andei…até alguns castelos que construi, o mar também, sem compromisso, destruiu…
Resolvi então mudar meu caminho, me afastando um pouquinho das ondas do mar, da areia macia e descobri que a poucos metros de onde caminhava, um chão mais duro, onde minhas pegadas ficam gravadas, machuca um pouco, mas a cada passo vou construindo um caminho que se alguém quiser, pode seguir. E neste novo caminho, de areia não tão macia, os castelos que estou construindo, o preguiçoso mar, não derruba facilmente. Mudar um pouquinho que seja a estrada que estamos acostumados a percorrer, não é simples, a rotina vicia, mas você não imagina quão bom é conquistar alguns calinhos que seja e poder deixar algumas pegadas gravadas nesta areia da curta vida que Deus nos presenciou.
Eu e essa minha mania de fantasiar de mais, de achar que pelo menos uma vez aquilo que eu “sonho” pode se tornar realidade.
Retirai-me tudo que tenho em abundancia
Sacrifico minha imagem
Somente para sentir a fragrância
Do verdadeiro bem
Permita-os terem prazer
Permita-os terem felicidade
Faça o que tiver que fazer
Mas mantenha-me ao lado da verdade
A verdade me tortura
Mas a mentira me destrói
Posso não ter ternura
Mas a maldade não me corrói
Retirai-me o que já não tenho
Mas permita que alguém seja feliz
Se necessário sacrifico meu sonho
Para não ver um amigo infeliz
Se meus amigos não necessitar
Não deixe o que tenho se perder no ar
Não precisa pedir, é só levar
Para quem esta a chorar
Nós sabemos o que eu sei
Nós entenderemos o que eu peço
Toda fé que ao mundo eu dei
Não tem como, em um papel ser impresso
Favor não deixar-me se cegar
Não quero esquecer que a dor
Tem sempre algo a ensinar
E que a maior dor... É não ter amor...
Ontem minha tristeza se fez evidente em meio aos seus olhos, tentei disfarçar, mas percebeste mesmo eu negando. Tento ajudar as pessoas que amo, mas acabo estragando tudo. Não quero ser uma influencia negativa nem tão pouco te prejudicar com minhas atitudes.
Mil novecentos e antigamente: Deixa eu ir embora para ver minha novela.
Dias atuais: Deixa eu ir embora para ver as atualizações do Facebook.
Mentes que se expiro são mentes grandes, para que a minha a iguale, para que um dia outros se expire em min.
- Cai aquela chuva lá fora, como sempre uma
chuva que desce pelo telhado da minha casa e
escorre pelas paredes do meu pensamento,
sei vou muito longe ao tentar escutar as
tempestades e que cada relâmpago que eu vi
foi como um flash nos meus olhares. Foi
quando encherguei a sua fisionomia o seu
hábito de sussurrar ao meu ouvido e bem
baixinho falar coisas mágnificas que eu
esquecia o medinho de ficar no escuro e
ouvindo aquele barulho tenebroso do trovão,
me senti maduro em vê seu olhar sobre o
meu, e quando tudo ficava em silêncio sua
voz de novo sussurando ao meu ouvido
pedindo pra que acalmasse o meu coração
que depois de um grande suspiro adormeci
pensando em você!
É tão difícil quando o pedaço da minha vida mais importante está longe de mim, mas tudo na vida a gente supera, os dias de sol vão chegar, como toda semana chega, eu confio no tempo e sei que ele não vai me deixar na mão e nos dias que te encontrar esse pedaço que me falta vai me completar como se minha vida dependesse disso. Ah, o amor, não sei nem o que dizer e muito menos como explicar.
Às vezes olho da minha janela e penso existir algo além daqui.
Vejo as estrelas e perco os olhos na imensidão... tem alguém aí?
Em algum lugar, qualquer lugar, qualquer planeta ou universo que eu possa encontrar para enfim dizer "está tudo certo ou será mesmo tudo deserto?"
Se o mundo acabasse hoje, não tenho certeza se cumpri com minha missão aqui na terra.não tenho certeza se fui bom, muito bom, fantástico, ou se não passei de alguém que se esforçou e não passou no teste. Não queria que ninguém deixasse de viver sem ter pelo menos experimentado ser meu amigo. Não gostaria que uma criança faminta passasse por mim sem que eu percebesse sua fome. Não me sentiria bem, se acumulasse bens enquanto tantos, sequer tivesse um teto para abrigar se da chuva. Se o mundo findasse hoje, gostaria de ter dado meu melhor para que houvesse mais igualdade entre as pessoas. Gostaria que as cores se misturassem e que não houvesse percepção entre raças. Tenho em mente que não me deram as oportunidades que poderia ter, mas, não culpo ninguém, entendo que fui culpado pelos fracassos que tive, e responsavel pelo sucesso que alcancei.
Divinal Humor:
Fui criança no circo da navalha
da minha infância foi a mortalha.
Risos cruéis, talhados no escárnio pelo aço,
mal sabia eu que desse circo quem ri também é seu palhaço.
Diante de tanto horror
descobri o divinal humor.
Por isso, exalto essa comédia de dor.
O sadismo em seu maior fulgor.
Minha sinceridade está tão grande que se uma pessoa não me agrada e me ofende com brincadeiras eu digo na cara dela "Não gostei de você"
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