Sou Igual a minha Irma
Olhei pela minha janela e vi,
Levava os cabelos compridos molhados.
Um andar compassado e rápido, ritmado ao som da música que trazia no walkman pelos seus fones.
Aquela música devia ser com um ritmo alucinante pela forma que os cabelos pendiam de um lado para o outro naquele andar acelerado.
Tem o ar de quem não saber, nos seus jeans rasgados, nas botas de salto.
Não lhe vi o rosto, mas parecia arrogante, no seu andar e jeito de ser.
Parecia que o seu olhar não cruzava com o de ninguém a subir a avenida.
Quase a virar, onde os meus olhos deixariam de a ver, parou. Debrucei-me mais um pouco para ver a que se devia aquela paragem súbita. Uma criança tivera caído.
Subitamente aquela adolescente que parecia desalmada estava de joelhos a passar o seu lenço numa ferida no joelho do asfalto.
Os fones pendiam no seu pescoço e falava a sorrir num tom tranquilizador, assim parecia.
A criança levantou-se e sorriu, ela fez-lhe uma festa pelos seus caracóis.
Seguiram ambos os seus caminhos, a criança continuou a correr com o seu lenço amarrado no joelho, enquanto a sua sombra desaparecia na curva no mesmo passo compassado e ar despreocupado, assim parecia, assim parece.
Abri a janela e vi a distância que trinta anos trouxeram.
Uma imensidade de lenços e de sorrisos no coração que nem todos vêm e que não se faz questão disso.
Num ar despreocupado, de coração cheio, onde ainda teima que o mundo tem espaço para ouvir sua voz.
Levava os cabelos compridos e molhados, ainda os levo até hoje.
O meu silêncio tem mais palavras do que quando eu as pronuncio
A minha voz se cala, o meu silêncio revela.
De ansiedade eu morro todos os dias. Meu pior inimigo é o pensamento. Minha pior renúncia é sentir medo de morrer. E por isso eu morro só. No silêncio de mim mesma. Tentando suportar.
A intuição é foda
Ela não sai da minha cabeça
Nunca sai
Ate eu fazer o que ela manda
E quando eu faço...
Fico bem
Enquanto Cecília procura pelo espelho em que perdeu a sua face, eu procuro pela minha alma “ninja” nos telhados.
Afinal, em que telhado perdi a minha alma de criança, onde ela está, em qual deles ficou?
Qual foi o último salto rumo ao desconhecido que dei sem medo de cair, de me machucar ou de morrer?
Sem o peso da gordura, sem os exageros e sem a lentidão promovida por isso e com tudo isso somado a atual idade, eu não perderia a minha alma, o meu coração, nem a minha força.
Mas Deus me fez reflexivo, e honestamente, decidi aceitar minha condição humana e absorver, ao mesmo tempo, uma alma menos ninja, mais espiritual talvez.
Se me tornei filósofo da minha vida, então não perdi a alma de criança, deixei o tempo tomar conta de mim. Me descuidei ao encarar o relógio como um brinquedo, quando ele é a única possibilidade de controle da minha própria existência.
Diminui meu tempo, esgotei minhas forças, desequilibrei minha alma. Mas não vai ficar assim, amanhã voltarei a praticar exercícios físicos...mas se não existir amanhã?
Eu escolho as pessoas e acontecimentos da minha vida, eu decido quem entra, quem vai e quem fica. A imposição não faz parte da minha artilharia, eu manifesto aquilo que eu quero através da alquimia.
A minha metodologia é a única que ao contrário das outras, busca facilitar o seu caminho até a socialização evidenciando as suas potencialidades de falante nativo de língua portuguesa e usando recursos comuns a sua realidade.
No âmago da minha consciência habita a linha tênue que sobrepõem às verdades ocultas do livre arbítrio as predestinações, vivendo a sombra das incertezas entre o fazer ou deixar acontecer, todas as coisas acontecem por um só motivo e fazemos parte disso do judeu até mesmo o mais ateu, cada um de nós compõe a sua historia e por mais que tentamos desviar dos obstáculos sempre haverá pedras no caminho, alguns choram outros sofrem a realidade é totalmente injusta, mas a justiça sempre será correta a lei do homem que é falha, não quero ser descrente e tão cego demais, conscientemente sei o quanto sou limitado e por esse motivo busco nas preces forças pra seguir em frente, a única lei que permanece é a do amor, certa vez achei que poderia mudar tudo, queria sair pra ver o mundo e o destino caia feito chuva, entre me molhar ou não, entendi que o poder estava na escolha no livre arbítrio, imaginou se eu tivesse parado quando vi a lama pelo caminho, somos todos bebes erráticos e por mais que adquirimos conhecimento, sem amor nada somos é isso que nos aproxima de Deus, uns se agarram a física outros a crenças, e malandra é a solidão que nunca te deixa só, nunca haverá respostas e uma simples teoria que defina tudo, mistérios sempre existirão enquanto houver milagres, há livre arbítrio e predestinação o resto é merecimento.
Seleciono palavras pra desfilar
na minha poesia...
Até a paisagem pra minhas postagens,
e até a canção
pra chamar tua atenção,
espero que isto seja bastante.
***
💜🌷💜
Eu o amava
amava cada suspiro dele
cada olhar
cada canção
o amarei pelo resto da minha eternidade
mesmo sendo minha destruição
ele tinha que partir
antes da minha ruína
Nesse fatídico dia o mundo joga na minha cara aquilo que perdi.Perdi para insegurança que me consome diariamente e me leva a caminhos que odeio percorrer, nessa noite vejo a morena de primaveras passadas nas mãos de outro hoje não foi um dia legal a vida me cobra uma reação e a morte espera a minha derrota, mais um dia morto.
Melancolia
Aquele dia.
Aquela noite.
Arrepia.
Chibatada.
Açoite.
Meu pranto.
Minha dor.
Meu mundo.
Sem ar.
Sem cor.
Depressão.
Olhar contrito.
Sorriso oprimido.
Aliás !!!
Que brio.
Que sorriso.
Que nada.
Alegria atropelada.
Felicidade jamais.
Tristeza infinita.
Assim é.
Foi aquela vida.
Esquizofrênica.
Delirante.
Louca.
Bipolar.
Sei lá.
Talvez seja a sanidade do mundo.
Onde o poder confunde.
O orgulho e ambição.
Ganância e corrupção.
O sentimento.
O lamento do cidadão.
Não importa.
Deixa que o destino fecha a porta.
Choro.
Grito.
Morte.
São vidas.
Regadas a própria sorte.
E tal como dizia.
O que seria.
A opressão da vida.
Melancolia.
Giovane Silva Santos
Ta vou te contar
Não sei que horas eram
Acordei vi a lua
Achei que minha mãe tinha me deixado
Tinha 4 anos
Lembro dessa dor até hoje
Com 6 anos vi várias pessoas batendo na minha mãe
Saímos no meio do barro
Em frente à favela do jardim Elba
Ela me puxando pelo braço
Fui para casa de uma pessoa
Só lembro dos fios de alta tensão
Não fiquei lá, fui para outra
Lembro que eram ricos
Tinham um piano na sala
Do nada estou em um caminhão
Vindo para Garça
Lembro de chegar a noite
Me lembro da cor da parede
Parecia verde, mas a luz era fraca e amarela
Lembro que tinha um toco na frente de casa
Os dias passaram
Lembro de minha mãe me chamando
Ou você joga bola ou vai para céu
Os dois não da
Tinha acho que 8 anos meu paidastro era vivo
Lembro do pastor me chamar e dizer
Ou você usa bermuda ou vai para o céu
Os dois não da
Lembro da minha mãe dizer
Ou você assiste TV ou vai para o céu
Os dois não da
Lembro de passar nas mãos dos vizinhos
Lembro de mim sentado na calçada
E não tinha opção
Meu paidastro tinha morrido
Tinha 10 anos
Lembro que sempre tinha uma escolha
Mas a escolha nunca era real
Depois disso to aqui
Como fazer escolhas saudáveis
Se por 45 anos não fiz
Não sei o que é saudavel.
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