Sou como você me vê
Eu sei que é amor. Só você não vê.
Mas eu posso te esperar, te dar tempo pra aprender
Que sou eu quem vai
Te fazer sorrir, te fazer chorar.
Te fazer perceber que um amor assim não pode se perder.
Na hora certa vai gritar, pra quem puder ouvir
Que encontrou no amor a sua flor de jasmim.
Só espero que o tempo nos dê um tempo a mais
E que quando você perceba, não seja tarde demais.
E o quase tudo que eu fui pra você
Hoje, mal se vê
Me desculpe eu não sou tão mal
Mas eu sei cortar os danos
Eu não sou a primeira pessoa que você amou,
Você não é a primeira pessoa que eu olhei
Ou que me veio com um bocado de "para sempre".
Diante disso, perdemos muito por temos agido como bordas afiadas de uma faca. Temos mais cicatrízes nos corações do que propriamente no corpo.
Mas nosso amor veio sem aviso prévio no meio da noite.
Nosso amor veio quando tinha desistido em pedir amor por vir.
Eu acho que tudo isso tem de ser parte de um milagre.
E é assim que tudo se cura mais uma vez.
Então, eu vou te beijar como o perdão.
E você vai me segurar como se eu fosse a esperança.
Nossos abraços serão curativos e as promessa entre nós serão como flores pressionadas em um livro.
Talvez escreva sonetos para o sal do suor em sua pele, novelas para a cicatriz
do tempo em sua alma e um dicionário de todas as palavras que eu usei tentando descrever o que se sente por ter finalmente te encontrado.
E eu não vou ter medo de suas cicatrizes, nem dos anos.
Sei que às vezes
ainda é difícil para mim deixar vê
em toda a minha suposta perfeição o rachado que carrego comigo,
mas por favor saiba: Se em dias queimo mais brilhante que o sol, as noites você cairá no meu colo e com o corpo quebrado em mil perguntas,
mas tudo o que sei é que você é a coisa mais linda que eu já vi.
E você vai me amar enquanto eu for dia.
E eu vou te amar quando você for furacão.
A pessoa que você vê, pode não ser do jeito que você imagina. A pessoa que eu sou tem muito mais a oferecer do que mostrar.
Eu sou o complexo da existência que seus olhos podem ver, e você só vê a poeira do meu rastro, precisamente porque eu sou o hidroavião, o raio e o trovão que nivelou exclusivamente sobre o rio primitivo onde você é meu suave espelho trêmulo.
Quem eu sou...
Através de mim você não vê. Pois se me calo, o silêncio lhe é incógnita. Se o gesto me escapa, de ti escapa o entendimento. Resta apenas que o tempo acabe por mostrar o
segredo que em minh’alma descansa e que não tem pressa de desvendar.
