Sou Besta com a Falsidade de uns
Ser humano…
é sentir a dor do outro como quem escuta a própria alma.
A empatia… é o idioma que une os mundos, a tradução silenciosa entre o que somos… e o que poderíamos ser.
Nenhuma palavra cura mais… do que a escuta.
Porque ouvir… é tocar o invisível com o coração desperto.
A verdadeira humanidade começa… quando o eu se curva diante do nós, reconhecendo… que não existe plenitude sem partilha.
A compaixão é o gesto que transforma o sofrimento em elo, o abismo em ponte, a dor… em comunhão.
Quem se comove diante do outro… já está em oração.
Porque, nesse instante, a alma recorda… que toda vida…
é uma só respiração.
Onde os Tempos se Tocam
Dizem — nas margens do que chamamos de realidade — que viver é mais do que mover-se entre dias.
É atravessar uma ponte invisível,
lançada entre o que já foi e o que ainda pulsa para nascer.
Cada passo que damos arrasta consigo vozes que não ouvimos mais,
mas que ainda nos atravessam como brisas ancestrais.
Não começamos onde pensamos.
E não caminhamos sozinhos.
Seguimos por trilhas abertas por mãos que hoje jazem na memória do mundo.
E mesmo sem perceber, somos continuidade:
pedaços de um legado que nos habita sem pedir licença,
que se acende nos nossos gestos mais íntimos,
e nos sonhos que julgamos originais.
Talvez o passado não esteja atrás de nós —
mas entrelaçado no agora, como uma raiz viva sob nossos pés.
Talvez sejamos o sonho deles.
O desejo sussurrado por alguém,
em uma noite de incerteza, sob outro céu,
pedindo que o mundo não esquecesse de existir com beleza.
Mudamos os cenários.
Mudamos as palavras.
Mas será que mudamos, de fato, os enredos?
A humanidade, em suas vestes rotativas,
parece buscar sempre o mesmo:
pertencer. durar. compreender.
E nesse movimento repetido, a cultura se faz semente.
Ela não é um museu de coisas mortas,
mas uma constelação de sentidos vivos —
uma tapeçaria tecida em conjunto,
em que cada história contada é um ponto que costura
feridas e esperanças, memórias e futuros.
Mas… e se tudo isso estiver se perdendo?
Não por maldade. Mas por distração.
Por esquecermos de escutar os mais velhos.
Por desligarmos os rituais do cotidiano.
Por tratarmos como ornamento aquilo que é fundamento.
Porque cultura não é espetáculo — é espelho.
Não é passatempo — é permanência.
Ela pulsa, sustenta, atravessa.
É a herança que escolhemos manter viva.
E mais do que isso: é o espelho onde o coletivo se reconhece.
Em cada tambor ressoado, em cada canto preservado,
em cada arte que resiste ao esquecimento,
há um sinal:
não estamos sozinhos.
Nem no tempo. Nem no destino.
Somos aqueles que recebem e entregam.
Que carregam e renovam.
Que repetem não por inércia,
mas por reverência.
E talvez — apenas talvez —
o mais sagrado de sermos humanos seja isso:
participar do fluxo que une o primeiro gesto ao último suspiro.
Do fogo primordial ao toque digital.
Agora, pare.
Respire.
Sinta o tempo tocando você por dentro.
E se tudo isso ainda estiver acontecendo —
porque você aceitou continuar o fio?
M. Arawak
PROVAVELMENTE NÓS
Talvez já tenhamos querido demais.
Talvez tenhamos acreditado que o mundo ia se curvar aos nossos planos, e que bastava querer para merecer.
Corremos, nos perdemos, acumulamos, e quando finalmente paramos, descobrimos que o que pesava não era o que faltava, era o que sobrou.
Nada brilha tanto quanto a paz de poder respirar sem culpa, o resto, com o tempo, enferruja.
A vida nunca pediu que fôssemos perfeitos, ela só queria que estivéssemos presentes.
Mas a gente inventa metas, disfarces, pressas.
Esconde o que sente, finge que entende, sorri quando a alma está cansada.
E mesmo assim, a vida insiste, puxa pela mão, devolve o olhar e diz: fica aqui, só por hoje, só por agora.
A gente erra, e como erra.
E dói, dói fundo, dói na carne, dói onde a gente achava que já tinha cicatrizado.
Mas é no erro que o orgulho quebra, e quando o orgulho quebra, entra luz.
O chão é um bom professor, a queda ensina o que o sucesso disfarça, a dor, por mais muda que pareça, ainda fala a língua de Deus.
Nem sempre dá pra achar beleza em tudo.
Tem dia que a vida parece um corredor estreito, sem janelas.
Mas às vezes basta um gesto pequeno, alguém que escuta, um sorriso que atravessa a distância, um copo d’água oferecido sem pressa, e pronto, a luz volta.
Não porque o mundo mudou, mas porque o coração amoleceu um pouco.
A beleza é teimosa, aparece mesmo nos lugares em que a esperança já desistiu.
A vida é um caderno meio amassado, cheio de páginas rasuradas, frases inacabadas e marcas de café.
A gente tenta escrever direito, mas o tempo tem o péssimo hábito de virar a página antes da hora.
Mesmo assim, escrevemos.
Erramos as palavras, corrigimos depois e seguimos.
Um dia, talvez, a gente entenda por que certas linhas só fizeram sentido lá no fim.
O que importa mesmo não é o que deixamos no mundo, mas o que deixamos nas pessoas.
Um olhar, um cuidado, um gesto qualquer que acendeu um dia bom na vida de alguém.
O resto se apaga.
A vida não guarda diplomas nem moedas, guarda afetos.
O que nasceu do amor não conhece esquecimento.
Ser simples é o que sobra quando o barulho acaba, quando as exigências diminuem e o peito aprende a respirar em paz.
Ser simples é andar leve, ouvir mais do que falar, parar de querer vencer o tempo.
Não é desistir, é finalmente entender.
Talvez seja isso que a vida esperava da gente desde o começo, que deixássemos de procurar grandeza e voltássemos a ser inteiros.
M.Arawak
Quando o Ser se Torna Silêncio
Chega um ponto em que o barulho do mundo já não faz sentido.
Tudo começa a soar igual, pesado, distante.
Então vem o cansaço, e junto dele a vontade de parar, respirar e simplesmente existir por um instante sem ter que provar nada.
É nessa pausa que algo em nós desperta.
Não é um pensamento novo, é uma lembrança antiga — a de que estar vivo é, antes de tudo, sentir.
Quando o som lá fora se apaga, a gente começa a ouvir o que sempre esteve dentro.
Sem pressa, sem pressão, as coisas se ajeitam.
A vida mostra que o que realmente importa nunca esteve perdido, só coberto pelo ruído das urgências que criamos.
O poder que ignora limites termina por destruir quem o usa.
O saber que se recusa a duvidar acaba se fechando em si mesmo.
E o amor que quer prender o outro se transforma em controle.
Nada que nasce do medo dura.
O que é leve atravessa o tempo, o que é sincero permanece.
A sabedoria não chega por esforço, ela aparece quando paramos de lutar contra a vida.
Ela vem no silêncio, quando o coração entende o que a razão não alcança.
Não é algo que se aprende, é algo que se reconhece — um saber que já estava ali, esperando calma para se revelar.
Às vezes, tudo desaba.
E a gente acha que acabou.
Mas não acabou.
Foi só o jeito da vida mostrar que há outro caminho.
O caos não vem punir, vem mudar o rumo.
A queda não é derrota, é movimento.
A gente vive entre o sentir e o compreender.
Entre o que o mundo mostra e o que o coração traduz.
Quando o olhar se acalma, o mundo muda de cor.
Quando o gesto é honesto, o tempo parece mais gentil.
Ser forte não é resistir a tudo, é saber entender quando é hora de soltar.
E quem continua bom mesmo depois de se ferir já entendeu o que é amar de verdade.
Não é preciso prometer nada nem planejar demais.
O agora basta.
Quem está inteiro no presente não teme o que vem.
Porque tudo o que muda, muda para ensinar.
O futuro não depende de crença, depende de consciência.
De gente que saiba ouvir antes de reagir, sentir antes de julgar, viver antes de explicar.
Quando o ser se torna simples, o mundo fica mais claro.
Nada precisa ser vencido quando é compreendido.
Tudo o que buscavas sempre esteve aí,
esperando o momento em que parasses de correr.
A sabedoria não é conquista, é retorno.
E o silêncio — esse mesmo que agora te abraça —
é o lugar de onde nunca saíste.
PRESENÇA ADVAITA
A travessia do ser que deixa de lutar contra si
A cidade ainda não dormiu.
O ar tem cheiro de chuva e café esquecido.
Há buzinas, passos apressados, vozes cansadas atravessando a noite.
Aqui dentro, a casa fecha as pálpebras e o corpo desaperta os ombros.
A respiração desacelera, como se o tempo, por um instante, perdesse a pressa.
Não é iluminação, é pausa.
Não é milagre, é o cansaço que aprende a sentar.
No intervalo entre o que se esgota e o que começa, algo desperta.
É mais sopro que ideia, mais pele que palavra.
Viver é sentir.
Sentir é o único gesto que não mente.
É quando você acontece.
Não chega, se revela.
Nada em você exige lugar, mas tudo muda à sua volta.
O ar fica mais leve, as sombras perdem pressa.
O silêncio ao seu lado tem temperatura.
Parece uma mesa posta no meio da alma.
Você toca o lugar em mim que sempre esperou,
e algo, enfim, consente.
Ainda com medo, eu consinto.
Não há urgência, há respeito.
A ternura não anuncia sua entrada,
ela simplesmente chega e fica.
O medo, visto de perto, se torna pequeno.
A dúvida, cansada, adormece na varanda do peito.
O que antes era abismo agora é chão molhado,
com marcas de quem passou e ficou.
O ser é o campo onde o medo e o amor se escutam.
Ali, o humano e o eterno se olham sem querer vencer.
Quando há escuta, o silêncio deixa de ser muro e vira ponte.
Antes da calma houve deserto.
Antes da ternura, ferida.
Já temi o que mais amava,
já fugi do que me curaria.
Até que o orgulho se desfez,
e a suavidade entrou pela fresta da noite.
Nem tudo em mim é paz.
Ainda há grito guardado,
e o eco às vezes volta sem aviso.
Mas ele já não fere, apenas me devolve à carne.
O amor que prende é medo disfarçado de zelo.
O amor que acolhe tem mãos abertas e chão firme.
Nele, dois seres se olham sem truques.
Ambos feridos, ambos atentos.
Sabem que o outro teme, e ainda assim permanecem.
Eu tropeço.
Duvido.
Às vezes quero trancar a porta e esquecer o mundo.
Mas é a dúvida que me devolve à fé,
essa fé pequena, feita de respiração e paciência.
Só quem sente profundamente aceita não entender tudo.
Com você, o tempo não desaparece, ele respira.
A casa continua casa, o mundo continua áspero.
Há contas, filas, injustiças e gente que carrega o dia nas costas.
Mesmo assim, algo em nós encontra um ritmo bom,
um espaço simples onde a ternura sobrevive.
Não busco eternidade, busco verdade.
Prefiro o instante vivido à promessa que não cumpre calor.
O que é real não morre, apenas muda de rosto.
A presença é o milagre discreto que sustenta o mundo enquanto ninguém vê.
Não há promessa, há encontro.
Não há destino, há travessia.
Você não chega, acontece,
como chuva breve em tarde quente,
lavando o pó do que restou.
A plenitude não está em domar os sentimentos,
mas em atravessá-los inteiros.
Quando compreendo o medo, o amor deixa de ser fuga
e vira casa com portas que abrem por dentro.
Nem tudo que acalma cura.
O silêncio também corta,
mas é corte que limpa,
como mar depois da tempestade.
Às vezes a luz arde antes de iluminar.
Às vezes o amor desmonta o que eu usava para me proteger.
Se o tempo nos afastar, a presença não parte.
O sentir muda de tom, como maré que recua
só para lembrar que voltará.
Você é travessia,
o agora entre duas incertezas,
a prova de que o amor pode existir sem fazer barulho.
Se o silêncio for tudo o que restar,
ainda assim haverá amor.
O que é verdadeiro não precisa ser dito.
O toque fica mesmo quando a mão já se foi.
A lembrança não pede voz,
a pele ainda sabe o caminho.
Ser forte não é erguer muralhas,
é continuar sensível quando o mundo pede dureza.
É olhar o outro e ver o mesmo espanto,
a mesma fome de não ferir.
Escolho te sentir.
Não para possuir, mas para reconhecer.
Não para vencer, mas para ser verdadeiro.
Se o sentir trouxer dúvida, que venha.
Que confunda e console.
Que assuste e cure.
Que desfaça o chão só para mostrar o céu que sempre esteve ali.
Entre nós talvez não haja nome,
e tudo bem.
O real prefere ser vivido a ser explicado.
O amor que nasce quieto é o que mais permanece.
Ele não disputa palco, respira.
É o som do ser se reconhecendo no outro.
Quando o ser se torna simples, o medo aprende a ouvir.
Nada precisa ser vencido quando é compreendido.
A sabedoria não nasce da força,
mas da entrega.
Do instante em que o ser para de fugir de si
e percebe que nunca houve vazio,
apenas verdade esperando espaço.
A cidade enfim silencia.
Uma janela apaga, outra acende.
O ar cheira a terra molhada.
E no reflexo do vidro, eu me reconheço.
O silêncio me olha,
e nele eu ainda vejo.
O silêncio mata
Não porque seja barulhento.
Não porque seja violento à primeira vista.
Mas porque é limpo demais para incomodar quem prefere se sentir correto.
O silêncio é o álibi dos que sabem.
É o abrigo moral de quem entende exatamente o que está acontecendo, mas escolhe não tocar no assunto.
Não por dúvida.
Por conveniência.
A sociedade não falha por falta de discurso.
Ela falha por excesso de encenação.
Defende valores em público e os abandona no primeiro instante em que eles exigem atitude.
Todo mundo reconhece a injustiça quando ela acontece com os outros.
O problema começa quando reconhecê-la exige posicionamento.
Quando exige perda.
Quando exige coragem.
É nesse momento que o silêncio aparece travestido de maturidade, de equilíbrio, de bom senso.
Mas não é nada disso.
É medo.
É cálculo.
É autopreservação.
O silêncio não é ausência de opinião.
É a decisão consciente de não agir.
É a escolha de proteger a própria imagem enquanto alguém suporta o peso inteiro da violência.
Quem se cala não está fora do problema.
Está dentro dele.
Sustentando.
Normalizando.
Permitindo.
Nenhuma estrutura injusta sobrevive apenas pela força de quem oprime.
Ela sobrevive porque encontra terreno fértil em quem observa e não interfere.
Em quem percebe, mas não confronta.
Em quem prefere não se comprometer.
A verdade desconfortável é esta:
muita gente não se cala porque não sabe o que fazer.
Cala porque sabe exatamente o que deveria fazer
e decide não fazer.
O silêncio é a forma mais educada de traição moral.
Não deixa marcas visíveis.
Não compromete discursos.
Mas cobra um preço alto de quem sofre e um preço invisível de quem se omite.
Uma sociedade que se orgulha do próprio silêncio não é pacífica.
É treinada para evitar responsabilidade.
E todo mundo que lê isso sabe, no fundo,
em que momento escolheu calar.
Em que situação desviou o olhar.
Em que instante preferiu não se envolver.
Não é acusação.
É espelho.
Porque quando o silêncio é confortável demais,
é sinal de que alguém está pagando o custo no lugar de quem se cala.
E isso, cedo ou tarde, exige reflexão.
Amizades são como Estrelas: nascem e morrem de repente, e outras simplesmente param de brilhar por um tempo.
PRESENÇA
Estar perto nem sempre é estar presente.
Há quem esteja tão perto, mas, mesmo assim, continua ausente.
Estar perto nem sempre é estar presente.
A distância não se mede em quilômetros, para quem ama verdadeiramente.
É possível estar tão distante e, mesmo assim, tão presente.
Estar perto nem sempre é estar presente.
Presença... é um sentimento diferente, que não se mede em palavras.
Compreende quem vive o que sente.
Estar perto nem sempre é estar presente.
Há quem se diga tão próximo, mas se mostra tão indiferente.
Estar perto nem sempre é estar presente.
A presença ultrapassa a distância que se sente,
pois, mesmo distante, há um abraço quente.
Estar perto nem sempre é estar presente
EXISTÊNCIA
De quem somos?
Nos colocamos a perguntar.
Não somos do mundo, nem daqueles que nos rodeiam e nos amam.
Somos d’Aquele que, para o Seu propósito, nos fez; designou nosso trabalho e o tempo que teríamos para concluí-lo.
Ao concluirmos… precisamos nos despedir.
Mesmo que cause dor, não somos donos de nossa existência; somos servos cumprindo um propósito em uma curta vivência.
Mas… por que choras?
Minha obra apenas terminou…
Quando completares a tua, nos veremos novamente, junto ao Autor da vida, que um dia aqui nos enviou.
Fui… até breve. ❤️❤️❤️
Te esperarei lá, com um grande sorriso e com aquele abraço que, por “segundos”, foi interrompido aqui.
Cícero Marcos
Agora é Decisão
Não é sobre falta de tempo.
É sobre falta de decisão.
Nós sabemos quando algo está errado. Sabemos quando estamos nos afastando de quem amamos. Sabemos quando o orgulho começa a falar mais alto que o afeto. Sabemos quando estamos empurrando um sonho para “depois”. A consciência não é o problema. O problema é o que fazemos com ela.
Entre perceber e agir existe o medo. Medo de perder, de falhar, de não ser aceito, de começar de novo. E então justificamos.
Dizemos que precisamos pensar melhor.
Dizemos que não é o momento ideal. Dizemos que semana que vem será diferente.
Mas aqui está a verdade simples:
Se você sabe
e não faz,
você já escolheu.
Não escolher também é escolha. Não agir também é ação. O que você adia continua produzindo consequência.
A vida raramente destrói tudo de uma vez.
Ela desgasta.
Ela esfria o que era intenso.
Ela transforma presença em convivência automática.
Devagar o suficiente para que a gente se acostume. E o mais perigoso não é o erro. É a adaptação ao que nos diminui.
Será que sabemos mesmo?
Ou apenas evitamos encarar?
Porque consciência sem movimento vira peso. E o peso acumulado vira arrependimento.
O tempo não negocia com indecisão. Ele não pausa até que você se sinta pronto. Ele segue. E enquanto segue, revela uma lógica inevitável:
O que você não decide
também decide você.
Viver dói. Amar expõe. Mudar desestabiliza. Mas não viver endurece.
Não amar esvazia.
Não mudar corrói lentamente por dentro.
A dor da ação é aguda; a dor da omissão é crônica.
E aqui está o ponto central: não é ignorância. É postergação consciente. Nós sentimos quando estamos nos traindo um pouco. Sentimos quando estamos ficando menores para caber no confortável. Sentimos quando estamos escolhendo paz superficial em vez de verdade profunda.
A pergunta não é se você sabe.
A pergunta é: o que você fará com o que sabe?
Um dia haverá silêncio. Não o silêncio de uma sala. O silêncio em que as oportunidades já passaram. E nesse dia não serão os outros que perguntarão. Será a própria consciência.
Quando você soube,
por que não fez?
Quando você sentiu,
por que não falou?
Quando percebeu que precisava mudar,
por que esperou estar pronto?
A vida nunca exigiu perfeição. Nunca exigiu ausência de medo. Exigiu presença.
Presença quando era desconfortável.
Presença quando era mais fácil fugir. Presença quando tudo dentro de você tremia.
Enquanto você respira, ainda é presença que está em jogo. Ainda é decisão. Ainda é movimento.
E movimento não começa com certeza absoluta.
Começa com coragem suficiente.
Agora não é teoria.
Não é filosofia.
Não é inspiração momentânea.
É escolha.
E escolha
é agora.
O Acúmulo do Instante
Autoria: Marco Arawak
Cada instante desperdiçado desgasta sua essência como areia escorrendo pelos dedos, você vive lampejos e chama isso de plenitude, finge estar presente, mas quem se entrega só ao “agora” se fragmenta e entrega ao vazio tudo o que poderia ser sólido.
O tempo não espera, o tempo corrói.
Nos jogamos em picos de emoção, confundindo a explosão do fósforo com a profundidade do sol, brilho não é substância, intensidade sem propósito é incêndio que consome a própria casa. Nem tudo que acelera é progresso, nem tudo que brilha é diamante, pode ser uma lembrança de uma longínqua estrela que deixou existiu, só resta o brilho.
Sentir intensamente não é viver, o que importa é o fio invisível que costura seus atos e transforma segundos em legado. Nossas faíscas queimam a pele, mas congelam a alma, morrem no frio da própria futilidade.
O tédio, a dúvida, o vazio, não são inimigos, são mestres. Ignorá-los é desperdiçar força, direção e percepção, quem vive só do efêmero tropeça no futuro antes mesmo de alcançá-lo.
Laços frágeis se desfazem como fumaça, planos evaporam, projetos desmoronam no silêncio quando não há disciplina. Como árvores que se enraízam no escuro para resistir às tempestades, a vida só ganha peso quando você aceita o desconforto e cultiva consciência.
O acúmulo do instante rasga identidade, destrói memória, assassina oportunidades, o que você chama de vida é resíduo de segundos jogados ao lixo.
Somos talvez ingênuos, incapazes de perceber que, enquanto o universo se constrói com calma de milênios, nós nos destruímos em faíscas de um segundo.
Cada ação deve construir algo, cada escolha deve deixar cicatriz na eternidade. Sem isso, você não vive, apenas se dissolve no nada que chamou de “agora”.
Viver exige coragem, sangue e atenção, é atravessar calmaria e tempestade com a mesma intenção, transformar impulso em destino, transformar o instante em você.
O instante só vale quando gera efeito, deixa rastro, produz história, como rios que cortam pedra silenciosa ao longo de eras, nossas escolhas só moldam o destino se tiverem profundidade e continuidade.
Observe, perceba, respire. Não se perca. Não se apague.
Cada segundo negligenciado é peso invisível que se acumula até quebrar suas costas, o preço é implacável, inexorável.
Como a gravidade mantém mundos em órbita, a consequência de cada ato se soma agora, o instante não é refúgio, é banco de réus, é julgamento, é teste final.
Você passa ou se perde. Nada volta. Nada espera.
Cada segundo entregue ao vazio é ferida que não cicatriza, cada escolha sem construção é buraco negro no futuro, e você terá que atravessá-lo sozinho. Como pedras rolando ladeira abaixo, suas decisões soltas ganham velocidade e impacto, levando tudo ao colapso.
Você quer o brilho que cega ou o legado que ilumina?
Quer ser o consumidor do tempo ou o ferreiro da eternidade?
Vai viver de faíscas ou forjar o fogo que queima para sempre?
A grandeza exige firmeza, exige ser temperado pelo fogo e pelo gelo, o instante só tem poder quando se conecta ao todo, deixa você inteiro, faz você presente.
Não há mais desculpas, não há atalhos, não existe botão de retorno.
Se você não constrói, se desintegra, se não sente com propósito, se apaga na escuridão.
Pois o instante cobra, e ele sempre recebe em dia, com a sua própria vida. Sempre. Implacavelmente.
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" É preciso perder para aprender a ganhar. Aqueles que somente ganham - ou somente ganhando querem viver - não sabertrão como portar-se nem como suportar-se, tempouco como encontrar suporte para os cortes que as perdas fazem acontecer".
" Quando buscamos adaptar o mundo e as pessoas aos nossos padrões pessoais de realidade e verdade, sem estarmos alinhados com uma postura humilde, corremos o risco de cometer grandes equívocos. (...) As diferenças são um recurso divino, capazes de enriquecer a experiência do ser espiritual em direção à plenitude."
O Extraordinário
Jota A e Danillo Souza Santos
Ele foi onde ninguém pisou
Curou quem o mundo esqueceu
Chorou lágrimas de um fiel
Moveu terra e céu
Entrou na história da humanidade
E foi um capítulo a parte
Antes e depois, princípio e fim
Pedra de esquina angular
O único e verdadeiro, último e primeiro
Pra pagar o preço pelos meus pecados
Foi traído, transpassado, crucificado
O rei despiu-se da glória
No corpo mortal, pra me fazer imortal
Sua glória transcende o que é natural
Seus olhos tem fogo, consomem o mal
E em sua coxa está escrito que ele é
Rei dos reis e Senhor dos senhores
Adorai o cordeiro de Deus, exaltai o cordeiro de Deus
Digno de abrir o livro e desatar os selos, só ele é, só ele é
Espírito Santo faz arder em mim a presença de Jesus,
Raiz de Davi, santo e tremendo, justo e fiel
Absoluto, exaltado, ele é Senhor
Leão imbatível, campeão de Judá
Revelação perfeita, santo de Israel
Em seu DNA tem os mistérios de Deus
Extraordinário, nele não há defeitos
Onipotente, indescritível, incomparável
Desejado das nações, príncipe do céu
Estrela da manhã, Emanuel
Adorai o cordeiro de Deus, exaltai o cordeiro de Deus
Digno de abrir o livro e desatar os selos, só Ele é, só Ele é
Espírito Santo faz arder em mim a presença de Jesus,
Raiz de Davi, santo e tremendo, justo e fiel (2x)
Armadura De Deus
"Todos os dias nós somos tentados,
pois o inimigo de nossas almas
está ao redor para nos destruir.
portanto, levante e reviste-se!"
Se revista da armadura do Deus Emanuel
Se revista da armadura do Deus que fez terra e céu
Se revista da armadura do Deus Emanuel
Se revista da armadura do Deus que fez terra e céu (BIS)
Ele vem... Jesus! Ele vem... (BIS)
Se revista da armadura do Deus Emanuel
Se revista da armadura do Deus que fez terra e céu
Se revista da armadura do Deus Emanuel
Se revista da armadura do Deus que fez terra e céu
Oh-oh-oh...
"1ª pedro 4:7 diz: Pois o tempo está próximo de tudo terminar;
Por isso, sabendo disso vigiai e orai, vigiai e orai"
Guerreiro, marche! (4x)
Esquerda, direita, jab, direto
Em cima, em baixo, empurre (2X)
Marche! (4x)
vai vai vai soldado,
Avante,avante
Primeiro round
é hora de vencer,
é hora de vencer.
Esquerda, direita, jab, direto
Em cima, em baixo, empurre (4x)
Segundo round
É hora de vencer
Esquerda, direita, jab, direto
Em cima, em baixo, empurre (3x)
Esquerda, direita, jab, direto
marche!
Nocaute!Nocaute!Nocaute!
Nada a fez desistir de uma atividade que, se de inicio foi um meio de vingar-se da vida, logo virou sua razão de ser.
Aprendi na Vila Militar, no 1o.GCan90AAé, unidade do Exército Brasileiro - Primeira Região Militar, que "Ordem dada, ordem cumprida" - duro de absorver, pois nem sempre pode ser assim. Os tempos mudaram. Novos tempos chegaram e missão dada, depois de bem emanada e pensada, deve ser cumprida, dentro do possível!
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