Sou Apaixonada pelo meu Namorado
Um na frente do outro
no Samba de Coco,
Eu sei que te deixo louco
de amor porque sou
eu a tua farra favorita,
o amor da sua vida
e dos teus olhos a menina
que você não resiste
nem por um segundo,
e sabe que não existe
outra igual no mundo.
Pelo quilombo eu sou
Caxambu espalhado,
bem tocado e dançado,
Poesia imparável que
nem mesmo o tempo
pode vir a capturar,
Estou presente aqui
e por todo o lugar,
Você pode ir por aí,
Mas sou eu o amor
que chegou para ficar.
Não me peça conselhos
de amor porque sou
poeta e conselhos
de amor não sei como dar,
Prefiro ao som do tambor
dançar e se quiser
você pode me acompanhar.
Vamos de Jiquiaia para
que a tristeza não nos distraia,
Vamos de Serrador para
que a dor seja encerrada,
Vamos de Negro Velho para
que a sabedoria nos guie,
e nos encontre alegres
na vida o amor sem limite.
Ao som do tambor do destino,
no centro desta roda matreira,
Comigo no bom gingado,
eu quero que o teu coração
pelo meu se entregue apaixonado
dia após dia fascinado e a vida inteira.
Na água joguei perfume,
você está vindo só pelo cheiro,
Você sabe que sou a Icamiaba
e você é meu guerreiro,
No final de tudo vou te dar
o Muiraquitã para não me
tirar do coração e do pensamento
nunca mais por nenhum momento.
Da sua imaginação
sou eu Teiniaguá
sedutora que você
anseia respirar
a mesma respiração,
Tenho certeza
que não é alucinação.
Sem explicação,
parece que prevejo
até a nossa trilha sonora.
Para quando juntos
fugirmos do mundo
para Salamanca do Jarau,
e seremos de tudo
finalmente o resumo:
Entrega, rito e pacto perpétuo.
Sou Tão Feliz Por Deus Não Permitir...O Que Vai Nos Fazer Sofrer...Não Devemos Insistir Quando Não Está Dando Certo...Pode Ser Livramento...
"Os Não-Vividos"
eu sou crença
eu retenho
para retornar
mas você permanece escondido
Você está aqui
e você não está aqui
apenas metade da maçã foi comida
Através de homens e donzelas,
você surfa sua água tão ardentemente
Ainda abaixo do fim
onde ardem a terra e o fogo,
você cansa
O vento piorou seu medo
Eu retenho e depois volto
para trazer ervas que colhi para nós
Mesmo eu, esqueci que há um feitiço dentro de nós
seu nome fugiu da minha respiração,
Sim,
depois voltou.
Você tem muitos nomes agora
medo é um deles,
a vida é outra.
E eu tenho muitas mãos para nos conceder
Venha deitar ao meu lado e vamos olhar
no não vivido
Você está morto, mas ainda não
Pois você é a história que os homens esqueceram de contar
você vê, seu alívio é talvez passageiro
não deixe isso te enganar
Nós sabemos o que o desejo faz com os dias
Não se pede crença
Como o vento sobre o fogo
Eu te explodo dos dois jeitos •
•
•
Posso parecer um humano,
mas no fundo sou apenas notas inexoráveis,
hinos desconcertantes ao nascer do sol e muito silêncio
uma noção boba
um suspiro
uma emoção arrogante
eternidade em cativeiro, perpetuação irrepreensível
curvas, não uma única linha reta
uma contradição
uma contração tola, mas necessária
uma abstração
uma piada interna
uma risadinha sóbria
um enigma
