Sou Apaixonada pelo meu Namorado
Eu sou tipo. Tipo. Sou tipo uma granada, mãe. Eu sou uma granada e, em algum momento, vou explodir, e gostaria de diminuir a quantidade de vítimas, tá? Eu sou uma granada. Só quero ficar longe das pessoas, ler livros, pensar e ficar com vocês dois, porque não há nada que eu possa fazer para não ferir vocês; vocês estão envolvidos demais, por isso me deixem fazer isso, tá? Não estou deprimida. Não preciso sair mais. E não posso ser uma adolescente normal porque sou uma granada.
Nota: Frase do personagem do livro "A Culpa é das Estrelas" de John Green
...MaisEu sou o Doutor e eu salvo pessoas. E se alguém, por acaso estiver ouvindo, e se por acaso tiver algum problema com isso, que vá pro inferno!
Sou feita de acúmulos existenciais
de dores infernais
de desamores teatrais
e de vazios, vazios sem finais
Sou uma péssima versão de mim mesma
Eu sou assim, meio CERTA, meio ERRADA. Penso muito, falo muito. Talvez seja personalidade ou pirraça. Não adianta, eu sou assim. Muitos não me entendem, outros nem tentam. Faço graça, sou alegre. Tento disfarçar, sou triste. Falo o que penso, sou sincera. Eu sou assim, meio CERTA, meio ERRADA
A Menina virou Mulher
Dona, poesia, feminista
Hoje sou dona
Dona de mim
Das minhas vontades
E dos meus direitos
Sou feminista
Acredito na luta
E nas minhas irmãs eu me inspirei
Acredito na paz
Pra elas, eu sei
O machismo não tem vez
O feminismo:atenção!
É igualdade que necessita a nação
Sou poesia
Ato e verso
Sou intensa
Sou reverso
Sou dona de mim
Moro na poesia
Feminista,é meu nome
Defensoras daquelas que morrem todo dia, por qualquer homem
E ninguém sabe o nome
Quer saber? Não é porque eu sou uma “mulher madura” que preciso ser politicamente correta. Eu sou toda cheia de fases e adoro ser assim: meiga, carinhosa, radical, rebelde, intensa, intelectual, certinha, mulherão, menininha, esperta e burrinha. Minha idade é o que menos importa, minhas atitudes tem a ver com o meu estado de espírito, e meu espírito é uma criança tentando enganar o mundo! Se eu tenho juízo? Claro que tenho, pois aprendi que ter juízo é saber a hora certa de fazer a coisa errada!
Sou assombrada pelos meus fantasmas, pelo que é mítico e fantástico – a vida é sobrenatural. (...) Antes de me organizar tenho que me desorganizar internamente. Para experimentar o primeiro e passageiro estado primário de liberdade. Da liberdade de errar, cair e levantar-me.
EU SOU ASSIM:
Incoerente, inconstante, inconsequente... Eu sou assim: Imprevisível, tenho aversão a todo e qualquer tipo de jogo de cartas marcadas. Sensível a essa realidade morna.
Me defino como uma chuva de verão ou, até mesmo, um furacão: que chega sempre sem avisar. Intenso, avassalador, destrutivo. Mas, com a mesma intensidade que chego, tão logo parto. Sem deixar rastros ou pistas sobre de onde vim ou pra onde irei.
Sou introspectivo, tenho alergia a essa rotina descabida do dia-a-dia. Já me peguei com a necessidade mortal de sair andando, sem rumo, em uma madrugada de segunda feira. Da mesma maneira que me vi deitado, sem perspectiva, ás 9 da noite de uma sexta feira.
Sou um nômade, um pirata. Meu navio é guiado ao sabor das batidas pouco ritmadas do meu coração. A minha única lei é não respeitar lei alguma. A minha única regra é não seguir regra alguma. E o meu único amor é o amor próprio. Não exija de mim nada que seja considerado “normal”. Não me enquadro em nenhum padrão de comportamento aceitável.
Eu sou uma ovelha negra, não importa o quanto me adorne para disfarçar. Eu sempre irei afrontar aquilo que me incomoda, sobretudo se eu sei que o caminho está errado.
Tabacaria
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo.
que ninguém sabe quem é
( E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes
e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Oh sim, eu sou o grande fingidor
Fingindo que estou bem
Minha necessidade é tanta que eu finjo muito
Pois estou sozinho mas ninguém percebe.
O gótico
Eu sou o poeta da escuridão
que semeia em frios jardins
flores mortas
com as pálidas mãos
Sou o ser escuro
que vigia a noite
com o olhar de vampiro
buscando encontrar a beleza
que se esconde em cada sombra
Meus olhos pintados de preto
vêem o que não pode
ser visto
pelos olhos mortais
Eu sou a bruma noturna
o ouvido dos
Gárgulas
nas catedrais
Eu vagueio nos céus escuros
onde os olhos dos
corvos
brilham
no mágico crepúsculo
Nas trevas
vejo a luz
que poucos ainda
produz
e na terra onde os seres
do dia
rastejam
plano suavemente com
minhas asas de
anjo negro
Minha solidão
devora as horas
esperando o dia terminar
até cair sobre mim
o manto da noite
onde sonho acordado
sem despertar
Meus versos escritos
com sangue
deslizam como uma chuva tépida
nos prédios abandonados
onde deixo o lamento de um mundo
doente
gravado
Doenças deixadas pelos seres
do dia
que destroem o mundo
com sua ímpia enfurecida
Quem são os estranhos?
Ou seriam os loucos?
Deixe-me só com minha tristeza
pois o que resta é chorar
afinal, alguém precisa chorar
então
que seja eu
o ser da escuridão
o Nosferatu
Deixe-me acender minha fogueira
na terra das almas mortas
quero deitar-me sobre as lapides frias e tortas
deixadas pelos seres
de outrora
Deixe-me cantar
nas entranhas escuras
Close to me
o mundo está doente
talvez não há mais cura
alguém precisa chorar
então que seja eu
o ser da noite escura
