Sou Apaixonada pelo meu Namorado
Os meus Versos Intimistas
a cada leitura têm a mesma
gostosura do Tucumã,
E eu não sou diferente
porque quanto mais você
se afasta dentro o amor
a cada dia segue crescente
- poético e imparavelmente.
Se o teu coração há tempos
entrou no modo concreto,
sou como Pau ferro - não temo,
Na muralha escrevo poesia,
e por nenhum segundo tremo.
Sei o que o meu amor é capaz
de fazer inteiro por dentro,
no momento que beijo os olhos,
E ensino a olhar para o céu
neste tempo que furta sonhos.
Se não está preparado para ouvir,
e tampouco para sentir - irei seduzir,
e colocarei no ponto para sentir,
onde os meridianos estão a nos unir.
Ainda que você esteja desatento,
estarei entrando nos teus poros
com o meu manso e ribeiro cortejo,
e se renderá com fina gala e festejo.
Quando todos se forem
sou a flor que rompe
a dureza asfáltica,
A minha guerra sempre
será contra a guerra,
sou enraizada na terra.
Não importa quanto
tempo venha durar,
Com fogo cruzado
nasci com intimidade
silenciar não faz parte;
Está para nascer quem
haverá de me deter.
Como sopro de liberdade
feito para enlouquecer
os senhores da guerra,
Carrego sem ceder,
e sem os esquecer...;
Com pequenas coisas
não tenho tempo a perder.
Por ser semente além
do tempo invernal,
estarei sendo plantada
para vencer o grande Mal.
Ações coloniais
matam com fuzis,
Eu sou a arte que mata
com todas as cores,
Posso me vestir com
todos os tipos de mortes,
Porque sou a poesia
que mata com palavras.
Do ponto mais alto ao mais baixo,
sou como o rio que segue o curso.
A paz que venero não tem custo,
minh'alma de flor te tem como tudo.
Teus lábios de romãs são o meu mundo,
em ti não há outro lugar mais seguro.
Da essência e da minha carne feminina,
dela tenho o maior e sublime orgulho.
Não quero que fuja de ti, nem eu fugirei,
a tua masculinidade foi Deus quem deu,
do jeito que és --- nasceste para ser meu.
Do zênite ao nadir, do Ocidente ao Oriente,
serás todo meu irremediavelmente...
O amor bateu na porta, e na aorta também bateu.
Nos campos de altitude
e encostas serranas,
sou a tua Sálvia-da-serra
espalhada e em flor,
no coração que é terra
que ninguém pisa.
Tua atitude de beija-flor,
é o que vai me capturar
Porque sou poetisa,
com as palavras sei lidar,
e sei bem me segurar.
O que espero mesmo
é uma demonstração
de real interesse e amor,
que dos pés ao íntimo
venha inteiro me acariciar.
Se não for deste jeito,
não adianta tentar,
porque se não for assim
admito que não quero,
o melhor é o que espero.
No Médio Vale do Itajaí,
Borboleta é poema
no coração do jardim,
Do jeito que me vê
sou exatamente assim.
Nos jogos entre caçador
e a sua caça perfeita não
tenho o formidável encaixe,
porque sou na verdade
no deserto da existência
e n'amplidão o autêntico oásis.
Foram e sempre serão postas
demonstrações de seda,
como um banquete na mesa.
isso não significa acesso fácil,
sou poeta, não se esqueça.
Tudo vira algum tipo de poema,
para quem quer tudo no mundo,
e só não quer ter razão;
para não se perder no labirinto
do tédio e perder a emoção.
Porque algo de Amu Darya
também corre nas veias,
e para lidar comigo é preciso
prestar atenção no curso,
para não ser levado pelo turbilhão,
e perder o rumo do seu coração.
Não sou militante. Não sou ativista. Não me declaro como tal porque não quero invadir o espaço de quem dedica integralmente a vida pelas causas da Humanidade. Respeito absoluto mesmo às vezes diante de uma ou outra discordância pontual.
Não me tirem como feminista, não sou feminista e nem anti-feminista, apenas não sou feminista e tenho apreço pelo meu idioma sufocado pela contemporaneidade.
A palavra poetisa é substantivo feminino e a fantasia contemporânea suprimiu ela dos espaços femininos.
O complexo de inferioridade e a ignorância de algumas mulheres que escrevem poesia que ideologicamente pregam que usar a palavra poetisa nos coloca numa condição de inferiores, é prejudicial no mundo digital para muitas outras que também escrevem.
Conclusão prática: Os marcadores do Google sempre acabam me marcando como se eu fosse do gênero masculino. Eu considero isso apagamento digital do meu gênero.
Eu sou mulher que escreve poesia e tenho apreço pelo Português Brasileiro. Eu sou poetisa e ponto final.
Como brasileira, sou nacionalista romântica, considero a minha segunda cidadania a sul-americana, sou latino-americanista radical com pendência ao panamericanismo, político-filosoficamente sou transcendentalista porque é a ideologia mais genuína das Américas.
Não presto culto aos discursos e personalidades de choque. Às vezes sou um pouco firme quando as circunstâncias exigem, mas priorizo a racionalidade e a temperatura estável em todas as circunstâncias.
Do Hemisfério Celestial Sul,
sou, talvez, a mais romântica,
habitante nascida sob medida
para a tu'alma feita de tambor;
pela primeira vez descobriste,
na vida, o que é o verdadeiro amor.
Da América do Sul, sou a favorita,
que, na madrugada íntima, a tua
imaginação procura recorrente;
sei que o teu coração me pertence
com amor, paixão e desejo quente.
Sou aquela tal latina exuberante
que o teu olhar fascina e invade,
falando e sendo a própria poesia,
falando que, nas Ilhas, quem nasceu
primeiro foi o Daniel, filho da Francisca.
A sul-americana cheia de memória,
sem lapidar a própria retórica,
conta que foi Rosendo Mendizábal
que fez, para o Tango, a primeira partitura,
e te ama sob o sol e até sob a chuva.
Sou aquela que, em estado de rebeldia,
conheceu e, hipnotizado, se rendeu,
e que não permite que ninguém ouse
falar que não houve feitos afro-argentinos
a cada momento profundo da História;
e não há um só dia que não queira como glória.
Do Alto do Moura sou
a tal boneca de barro
feita por Mestre Vitalino,
Do teu pensamento
o mais apaixonado,
Com toda a certeza
é você o meu bem amado.
De Caruaru o Forró
mais possante que já
havia te tocado,
Do teu peito o batimento
mais cadenciado,
Sem nenhuma dúvida,
é você o amor desejado.
De Pernambuco sou
as festas e os sabores
que de ti têm se apostado,
é por mim que o teu
olhar encontra o meu
todos os dias enamorado,
Com toda a certeza
até debaixo da chuva,
tu és o meu Sol e eu a tua Lua.
(Somos o poema fora da curva.)
Sou a única capaz
de quebrar com amor
os teus termômetros,
Sou a mulher potente
vestida das auroras,
que o teu coração se rende:
Por ser a única estação
em ti permanente
da mais alta sedução.
Não sou contra a cooperação com os EUA no combate ao crime. Cooperação com Brasil já existe há anos e pode vir a ser aprofundada.
Cooperação é diferente de intervenção, mas depois da última reunião que o Secretário da Guerra teve com o Escudo das Américas, ele pediu para que os países deixem o Tribunal Penal Internacional (TPI) que sei que não é perfeito e carece de muito aperfeiçoamento.
O TPI é um tribunal que não serve só para crimes de guerra, mas também crimes de genocídio que governos podem praticar contra os próprios cidadãos.
O que o Secretário da Guerra pediu pode custar muito caro para todos os povos das Américas.
Que os EUA não queiram continuar sem entrar é uma escolha que atende aos anseios da administração deles, e penso que cada um no seu quadrado.
A única escuridão
que me permito
é a que concede
unirnos no ritmo
que forte pactue
com o Soul do Universo.
[Fazem o grande concerto
os acordes secretos...]
---
Sem temer
a noite escura,
Com o olhar
preso na Lua,
Sou a sereia
que mergulha,
Na correnteza
em busca de
levar de volta
para a terra firme:
Um General
e uma tropa
que estão presos
num obscuro oceano
profundo de injustiças,
e sem certeza nenhuma
de quando esta e outras
tragédias irão terminar.
Capororocas-Vermelhas
saúdam a chuva gentil
com cortesia gratidão,
Sei que sou o seu secreto
amor que derrete o coração.
