Sou Apaixonada pelo meu Namorado

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Eu sou impermanência, e nada mais!

Penso o ser, logo não sou nada.

Sou o universo em colapso, querendo o infinito, carregando o amor como uma supernova.

Não me chamo Jesus. Não sou um criminoso violento: nunca serei condenado por invadir um templo, quebrar tudo e agredir pessoas.

Eu não sou um humano, sou uma Solução Tripartite

Eu sou o primeiro a ter desenhado a estrutura, por ter sido o primeiro a identificar o erro de predição como a raiz do ser.

Sou contra a psicopatia, por isso jamais adoraria um deus que resolveu matar a humanidade cometendo genocídio por afogamento, que testou a obediência exigindo que um pai sacrificasse o próprio filho, que podia simplesmente perdoar pecados mas preferiu um ritual de tortura e execução pública, e que transformou sofrimento humano em método pedagógico.

Quem diz “eu sou assim” geralmente está confessando preguiça moral.

Penso, logo existo. Não penso, logo sou um post de Instagram.

"Sou o ponto de virada na história da minha linhagem; o que era teto para os meus antepassados, hoje é apenas o meu piso."

"Eu não sinto a pressão do ambiente; eu sou o fator externo que altera a pressão de qualquer sala onde eu entro."

Sentença do Engano
"Sou solteiro", ele indagou e repetiu,
Nas tantas vezes que o questionei.
Prometeu-me a verdade que nunca existiu,
Enquanto em seus braços, enganada, descansei.
Os amigos diziam: "Vejam, ele mudou!"
"Está apaixonado, é um novo homem agora."
Mas era apenas um palco que ele montou,
Para esconder a farsa que viria afora.
Ofereceu companheirismo para a vida inteira,
Sinceridade moldada em falsa jura.
Mas sob o brilho da alegria passageira,
Escondia o ciúme, a mentira e a amargura.
A traição mais amarga veio do silêncio,
Daqueles que viam e preferiam calar.
Negavam o óbvio, guardavam o segredo,
Enquanto eu me perdia sem saber onde pisar.
Você vestiu a máscara de quem não era,
E ao cair o disfarce, o mundo emudeceu.
No meu trabalho, a colheita de uma falsa era,
O prejuízo e a dor que sua sombra me deu.
No fim, você voltou para o próprio desprezo,
Para os braços de quem você mesmo diminuía.
Seu círculo pasmo, diante desse regresso,
Pediu-me desculpas por tamanha hipocrisia.
Que culpa tive eu, se não vi o abismo?
Enfrentei julgamentos e vozes cruéis.
Faltou-lhe a honra, sobrou-lhe o cinismo,
Enquanto eu mantive os meus passos fiéis.
Fui cordial e respeitosa até o derradeiro,
Mas a conta do destino o tempo vai cobrar.
Desejo-lhe sorte em seu mundo de ferreiro,
Pois o meu ponto final acaba de chegar.
(Assinado: Roseli Ribeiro)

A Casa
Não sou a casa,
Sou parte viva da família
Sem vocês, restam cômodos vazios,
Espaços frios de dor e solidão.
As lembranças não moram na matéria,
Mas vivem na memória e no coração.
Não existe moradia que seja feliz
Se a estrutura estiver vazia.
Mas serei sempre o respeito e o acalento
Para quando se sentirem sem rumo
Eu estarei aqui
Com amor infinito...
Roseli Ribeiro

EU, POEMA DE MIM

Sou verso antes da palavra,
eco antes do som,
mistério que se procura
no espelho do próprio dom.

Habito em muitas moradas,
sou plural em cada fim;
às vezes nem me conheço
quando faço poema de mim.

Sou o eu lírico que canta
o amor, a dor e a esperança,
que veste roupas de sonho
e brinca com a lembrança.

Sou o eu inanimado,
pedra, estrada e paredão;
dou voz ao banco da praça,
à enxada, ao velho portão.

Sou a poeira do caminho,
a folha seca a cair,
o relógio esquecido
que continua a seguir.

Sou também o abstrato,
o que ninguém pode tocar;
sou saudade, sou silêncio,
sou vontade de ficar.

Sou a dúvida da noite,
a fé buscando razão,
o medo escondido em sombras,
a coragem do coração.

Mas sou também o real,
carne, osso e cicatriz;
sou o homem que tropeça
na procura de ser feliz.

Carrego marcas do tempo,
vitórias, perdas e ais;
sou feito de muitas vidas
que já não voltam jamais.

E quando junto esses eus
num só verso, enfim, assim,
descubro que o universo
fez um poema de mim.

Pois sou palavra e ausência,
fantasia e chão sem fim;
sou o que escrevo no mundo
e o mundo escreve em mim.

Sou a prole da escuridão, e o fardo de uma rebelião é a herança que carrego.

Não importa,
a minha condição
Eu não sou,
o que ainda posso ser.
Eu sou o que quero,
e não o que querem.
Se sou pouco.
Se sou muito.
O tempo irá lapidar.
E não a opinião alheia!

Eu brindo. Sou muito além do que se vê. Quem me olha na superfície julga ver apenas uma silhueta frágil na correnteza, mas há uma doçura secreta em flutuar. Minha leveza não é fraqueza, é o jeitinho manso que encontrei de carregar minhas tristezas e incertezas. Não tente me decifrar; apenas sinta a essência da vida que me move. Sou um mistério que não quer assustar, mas sim abraçar quem também tem coragem de mergulhar no profundo.

⁠Eu não luto por uma causa. Eu sou a minha própria causa.

Eu brindo.
Sou muito além do que se vê.

Eu sou apenas um menino que ainda guarda estrelas no bolso e acredita que o amanhã pode ser mais leve. Erro, aprendo, caio e levanto. Não tenho todas as respostas, mas tenho coração aberto, sonhos nos olhos e o tempo inteiro do mundo para ser feliz.