Sou Apaixonada pelo meu Namorado
Por momentos desconheço quem sou... Talvez por não ser meu em mim.
Talvez por sentir o que eu não queria sentir...
Me criticam por não ser a mesma de sempre , como se fosse fácil ser igual em circunstâncias
diferentes.
A situação é perfeita quando no fim das contas você parece a sobra e fica com cara de resto mesmo.
Não era a mesma e não tem como ser...definitivamente não tem...
Não vou fingir ser quem eu não sou, apenas pra dizer que pareci ser o que não era e colou.
Que não vou me chatear depois, afinal, sendo quem eu fui já me chateei do mesmo jeito...
Meu Metapoema
Escrevo por que tenho que escrever, sou obrigado a isso.
Até que, como magnetismo, meu lápis grude no papel, as palavras me maltratam e me algemam com a angústia dos meus versos mal escritos, amaçados e entregues ao lixo.
É uma dívida a ser paga
É um dever a ser feito
Uma missão a ser cumprida
Passo noites a claro com meu sofrimento permanente, que a mim é inerente, é de minha natureza.
Não sou nada, não sou artista, não sou poeta, não nenhuma coisa concreta, apenas libero em uma folha meus problemas mal resolvidos, como se contasse com cuidado os fatos para um velho amigo.
Mas eu gosto dessa dor persistente que me deixa impaciente até estar livre deste fardo.
Sou um masoquista nato.
Sempre de coração partido, me sinto punido ao escrever em um pedaço de papel rasgado os meus versos baratos e sofridos.
Sou mentiroso por gosto e agora tenho você por inteira preenchendo meu interno na mente e corpo; No externo somente a vejo, é só um carnal desejo... Enfim, já disse: Sou mentiroso!
Tu és minha vida, sou Tua morte; Tu és minha justiça, sou Teu pecado; Tu és meu céu, sou Teu inferno; Tu és minhas riquezas, sou Tua pobreza.
Sinto-me uma boa pessoa simplesmente porque ouvi e doei um pouco do meu tempo ao próximo. Como sou medíocre.
Reputação é o que as pessoas pensam ao meu respeito. Caráter o que sou quando ninguém está me olhando.
Desculpem meu comportamento, sou apenas um palhaço neste circo de aberrações.Tire-me daqui! Ó senhor, não suporto mais este sol de vidro a cortar o vento.E esses corações naufragados, que oras surgem em meio aos ralos na madrugada.Destilem meu sangue, dei de beber aos miseráveis santos.Ao quais correm da verdade como o diabo da cruz.Sou apenas um tolo, e em meus bolsos carrego nada mais nada a menos, do que meros sonhos.Não sou rico em prata nem ouro.Nem possuo tantas mentiras quanto vós, mas sei mastigar o mundo lentamente.E em meus versos tortos, nada além da minha alma seca e fúnebre...
Oh, voçe é o meu mel e eu sou o teu beija-flor.
Oh, voçe é luz do dia e eu sou o teu mar.
Oh, voçe é a aguarela e eu sou a tua cor.
Oh, voce é a bela adormecida e eu sou o teu sonhar.
Eu sou como um baú de tesouro, que um dia foi encontrado, destruirão meu cadeado, corromperam minha estrutura e roubaram de mim toda riqueza que eu possuía.
Hoje sou apenas uma caixa de madeira quebrada, algo vazio que não mais tem utilidade para amar.
Minha única finalidade é estar oculto e agora sem valor, gostaria de continuar perdido, pois quem me busca pensando encontrar uma recompensa só encontrara a ilusão do que antes fui um dia.
Sou muito mais do que me ver: sou rosto, mente, corpo, alma, espirito e coração.
Além do meu rosto existe uma alma. Além do meu corpo o espirito, portanto, não olhe simplesmente, porque não é tão simples assim !
Homem do mato.
Meu mundo. Explicar meu mundo não é fácil. Sou homem do interior e o que pra mim é certo não deixa de ser com o passar do tempo. Minha mulher é o certo para mim, hoje e sempre!
E hoje sou a rainha do meu rei.
Sou a asa do avião.
E hoje sou o futebol do meu amor.
O piupiu do frajola.
Sou a Julieta do do meu Romeu.
Eu hoje sou sinônimo de felicidade.
Sou o amor do meu amor.
Você pode ser feliz sem sentir tanto. Feliz sem arrombos.
Não sou dessa tribo, meu mundo transborda, vai até o limite do fim.
Mas, por outro lado, tenho um senso de autoproteção que me avisa quando está doendo demais, quando está exposto por demais.
Leveza? Ishi, tenho um longo caminho a percorrer.
Sou minha. Sou inteiramente minha. O meu lugar sou eu. Eu não pertenço. A minha pele é onde habito, as minhas veias são o que me percorrem, o meu batimento é o que sinto, a minha respiração é minha história, o que penso é o que sou.
MEU PERFIL
Sou uma vida posta na estrada do tempo, que tem trechos de todo tipo. Não sei bem o que virá depois do derradeiro pedágio e nem o que estará indicado na última placa. Tenho certeza de haver andado na mão, de que procurei seguir junto com outras vidas paralelas e de que não abalroei nenhuma que com a minha tenha cruzado. Como melhor esperança levo a de que, esteja onde estiver, a Eternidade
será o local definitivo da feliz convivência minha com todos aqueles que amo.
Pra mim, os que transitam pelo acostamento, nesta mesma estrada do tempo, são os que têm por combustível uma mistura que ali mesmo os fará enguiçar a qualquer momento; mistura explosiva, que parece conferir potência, mas que, na verdade, o que faz muito é poluir. Essa mistura é feita de egoísmo, crueldade e espiritualidade falsificada.
Sou um ser natural que não se dá bem com nenhum artificialismo. Não busco fora o que entendo que, por lógica, tem de estar dentro e tem de ser trabalhado por mim para florescer. Não persigo desvendamentos de mistérios transcendentais à capacidade humana e terrena de alcançar; deixo essas coisas para quando e onde devam acontecer, espontaneamente, numa idade espiritual superior. Acredito numa entidade criadora de tudo, que permite a cada uma de suas criaturas aquilo que chamamos de livre arbítrio. O livre arbítrio é exercido de modo compatível com o desenvolvimento já alcançado pela criatura, gerando resultados finais também compatíveis com as ações praticadas. Esses resultados farão parte do processo evolutivo, mesmo quando retrocessivos. Na fase terrena em que me encontro, o meu livre arbítrio deve ser exercido considerando onde estou e como devo aqui me comportar para preservar o que intuo ser da vontade do meu criador, que, em grafia cristã, se deve escrever dO meu Criador. Vivo num ambiente material, tenho por equipamento físico um corpo e por comandos a minha mente, a minha vontade e a inspiração da minha espiritualidade. Faço com freqüência uma avaliação do estado dos meus freios. Eles são do sistema reflexivo. Dependendo da qualidade do trecho ou da minha, os freios atuam mais prontamente ou menos. Agora mesmo esse sistema de frenagem foi insuficiente, pois uma criatura que vinha comigo e do meu lado esquerdo calculou mal os seus movimentos e, pretendendo seguir pelo acostamento, me levando também pra lá, deu-me um tremendo fecha e ralou bastante aquela lateral esquerda. Será necessário reparar logo, pois é natural que, neste estado em que ficou, até afugente quem se aproxime...
Como tem gente atabalhoada...
Há pouco, fui catalogado como poeta contemporâneo pela Câmara Brasileira dos Jovens Poetas Brasileiros e tive um poema - A CRIAÇÃO DA MULHER - classificado entre os cento e trinta mais bonitos de 2010. Isto é prova da minha respeitosa admiração por ELAS
