Sou Apaixonada pelo meu Namorado
Sou um pássaro em minha imaginação, tubarão com meu sentimento, mais o melhor mesmo é ser aprendiz de minhas poesias.
Quando eu remexo nesse baú de lembranças, eu sou feliz novamente. Meu coração se acende em arrepios de alegria e isso é a melhor constatação de que estar vivo vale a pena, de que poder reencontrar velhos amigos, surpreender-se com amores do acaso, aventurar-se como adolescente... tudo isso é o que dar cor ao mundo, é o que justifica nossa natureza pura.
Eu sou realmente um mistério, para aqueles que não me conhecem , e meu coração é como as estações, certa hora,floresce rosas,outras as folhas caem, e após vem tempestade, depois sol à seca.
A criatura
Sou ferida em meu desespero, doente das loucuras que assombram meu coração. Desejos e sensações, espalhando pólvora dentro de mim. E me pergunto, quem será o palito que acenderá a essa explosão? Deixando alguns rastros profundos e outros que se apagarão com o tempo. Nessa angustia, eu anseio a uma criatura, do outro lado do rio. Chego ás margens, sempre querendo atravessar, mas nunca consigo. O medo da água, ou talvez o não saber nadar, entram em choque com todo o meu desespero, por desejar aquela fera, ali, na minha frente. Eu a vejo e a admiro em cada detalhe, que faz único seu ser tão magnífico, que enlouquece e acalma meu coração, desde que a vi. A criatura, e quase tudo que vejo, porque tudo em volta, já não tem a importância, que ela tem pra mim. Tudo se desbota, diante do meu ser desejado. Em meus pensamentos, apenas uma pergunta. Manter-me na margem, sabendo que jamais terei a fera, ou mergulhar de cabeça na correnteza do rio, tendo o alivio de saber, que ao menos tentei? Olhos fixos aos meus, penetrantes, mas não sei dizer, se ela quer que eu atravesse o rio por ela. Irrelevante talvez! Apenas preciso dizê-la, o quão linda és e como me encanta com sua presença. Necessidade para que saiba, que mudou tudo em que eu acreditava, no instante em que a vi. A dor, já se alastra dentro de mim. Não adianta! Melhor morrer tentando, do que a desejando. Junto tudo que tenho, tudo que acho que tenho, tudo que penso em ter. Força? Talvez seja isso, que espero juntar, para tentar minha ultima chance de tê-la. Me afasto da margem, corro e mergulho de cabeça no rio. A correnteza, o frio, as pedras, tudo parece apunhalar-me, a dor chega a um estado, que ultrapassa meu limite. Não paro, já não sei se tento, para não perder a vida ou se para ter a minha criatura. Meus gritos, traduzem meu desespero de chegar a outra margem. Mas já não consigo mexer-me . Aos poucos, tudo fica lento, a respiração já não absorve o oxigênio que necessito, meu corpo trava, meu cérebro para. Meu ser então fica indolor, mudo e surdo. O que aconteceu? Devo ter morrido. Não tem importância, ao menos tentei tê-la. Depois de um tempo na escuridão, uma luz bem pequena no final do túnel, faz com que eu olhe fixamente. Deve ser o céu ou o inferno, seja lá pra onde eu tenha que ir. Finalmente consigo abrir os olhos, mas vejo arvores, deve ser o céu, penso. O inferno não teria arvores, teria? Tento me levantar, mas sinto que cada pedaço do meu corpo, foi esfaqueado por milhares de facas. E tão obvio, volto a sentir as dores, a angustia, a loucura e o desespero. De repente, sinto um carinho. De quem é a mão que me afaga? Me viro e lá está a minha criatura. Não é o céu, é a outra margens do rio. Com seus olhos penetrantes e doce, aquela imagem, já me faz esquecer de tudo. Onde estou e quem sou? Não sei dizer. Irrelevante talvez! A fera, ali, diante de mim, tão perto, tão magnífica, tão linda. Levanto e me aproximo, somos um só naquele momento, pois não há necessidade de palavras. Bastou um único gesto para que a criatura entendesse, que tudo que fiz, faria de novo, pois é melhor “morrer”, do que jamais ter, o meu ser desejado.
O excesso pra mim é fundamental. Sou da tribo dos intensos.
Esse talento pra loucura é meu. Ninguém tasca. Agora o que você pensa dele sim, é um problema putamente seu.
Sou alguém com muito pouco apreço a opinião alheia.
Fui contaminado pela loucura.
Livrai-me de gente normal. Amém!!!
Eu sou a noite,você o luar
Vivo nesse mundo sem poder te tocar,
Mais tu tocasse meu coração
E eu o teu tentei tocar.
Mais e fria feito a noite,
E linda como o luar,sonho
Com nossos corpos se tocando
A tí me entreguei de corpo e alma.
E esperei o mesmo de você
Pois te amo muito ...
E agora o que farei
Para te esquecer ?
A fraqueza já foi meu maior defeito,hoje o medo que é.
Afinal,eu só sou fraco porque não consigo tentar.
Eu é que sou a boa, meu bem,
Forte sou eu, que embora entre críticas,
inveja, acusações de gente pequena vulgar e baixa.
Continuo no meu caminho de salto alto,
caindo e levantando..
em busca do meu objetivo...
Quero me fixar em mim mesma, no meu EU mais profundo (nem tão profundo,sei, sei,... sou pequena), quero encontrar o centro do meu ser; e uma vez que esteja lá estarei conectada tanto as minhas raízes quanto as minhas asas.
Que fiquem as melhores coisas do meu eu em você, e se ainda não for suficiente, é porque eu não sou o senhor de sua vida vassala.
Eu sou a sua procura, mas você não é o meu encontro. Você procura um momento, mas não desejo nenhum instante!
Tenho meu jeito de ver e viver a vida. Não sou igual nem diferente de ninguém. Sou uma estranha no meu próprio corpo.
