Sorrisos e suas Risadas
Palavras balançam o coração
Que no peito badala emoção
No lá e cá de sorrisos
Na corda da compreensão
Acorda uma página
Do sono das palavras separadas...
Palavrinhas com gostinho de quero mais
soltam marotos sorrisos
colando sentidos contigo e comigo
por essas levados olhando o próprio umbigo
gente é peixe na correnteza das palavras
e essas deságuam na multidão
de assim e assado que frita opiniões
no calor dos corações
no tempero do achismo que anda colado
com algo notado que traz uma vírgula,
para o tempo promovido que o mais uma
coisa no assunto sempre leva
e uma bola de palavra rolando nesse sentido
nos pega ganhado mais esse sorriso
no gosto da palavra...
Você não foi meu herói, não me amou, não me protegeu, não foi meu amigo, não distribuiu sorrisos. Nunca me envolveu em seus braços, nunca me disse eu te amo... Perdi tanto... Sempre me senti órfã, abandonada, desolada, tudo que eu sempre quis foi ter um pai... Agora, você se foi... Que falta já me faz... Nunca foi o que sempre sonhei, você só era você... Você me fez nascer e só isso já te faz sublime, você se foi e nunca deixará de ser meu pai.
Prefiro sorrir com os amigos e chorar na solidão. Os amigos se divertem com os sorrisos, mas Deus sabe e compreende as nossa lágrimas.
Sorrisos memorados são gotas de felicidade em estiagem de solidão. Sorrisos espontâneos, sem pose, sem culpa. Sorrisos herdados, inesperados, humanos, de ternura, de amor, de amizade, de perdão, de surpresa, de alegria, de graça. Sorrisos de nada.(Walter Sasso)
🌫 A Ilusão dos Anônimos 🌫
Vivemos tempos em que sorrisos são filtros,
e verdades, legendas bem pensadas.
Por trás de fotos perfeitas,
há frustrações maquiadas.
Corremos atrás de likes,
mas esquecemos o cheiro do café fresco,
o calor de um abraço sincero,
o silêncio confortável de um momento real.
Trocamos olhos nos olhos por telas frias,
afagos por reações,
emoções por figurinhas.
Dizemos "bom dia" com imagens do Google,
mas não dizemos “eu te amo” olhando nos olhos.
Damos coração na foto,
mas esquecemos de dar carinho ao cachorro,
um beijo demorado,
ou a bênção aos pais.
Estamos cheios de presença online,
e vazios de presença de verdade.
Por quê?
Porque o “eu ideal” brilha mais na vitrine,
enquanto o “eu real” morre de saudade de viver.
✍ Texto: Fhayom
