Sorriso
Me queira como
O oxigênio e o sorriso de um cachorro
Você os tem por inteiro
Mas eles também são de qualquer um
Sou aquele foco de luz que você tenta aprisionar entre as mãos
Um sorriso, um dia, encantou o coração. Noutro dia o abandonou.
Outro sorriso apareceu. Noutro dia, desapareceu. O jubiloso coração entristeceu
Um sorriso, um dia encantou meu coração
Tornou-se a fonte de minha inspiração
Noutro dia o abandonou
Levando o alento do meu coração
Deixando a dor de uma ida paixão
Outro sorriso apareceu
O coração em oração agradeceu
Noutro dia desapareceu
A alegre alegria esvaneceu
O Jubiloso coração entristeceu
Mas com o sopro da esperança sobreviveu
Quando começamos com delicadeza nosso dia...
O sol parece sorrir mais sereno,
e a alma se pinta em tom ameno.
O silêncio baila com a leveza,
e o coração não apressa, encontra a firmeza.
Pequenos gestos florescem em cor,
as falas surgem com mais ardor.
A vida se molda em doce canção,
quando há carinho na intenção.
E tudo se converte em poesia no compasso da emoção.
Subindo estreita pela viela,
Ela sorria e imaginava,
Os tempos fartos se anunciavam,
A esperança a acompanhava:
Samila
Silêncio, identificação,
Sorriso, aproximação.
Intermináveis emoções
Podem residir dentro
De um simples: Oi !
Bastam três vogais
E Três consoantes,
Para seu nome.
Comportadíssima
Ao se incorporar a fila,
Incorporei-me a ela.
Poesia Pandêmica
Teu sorriso esfacelou,
Tua esperança esfacelou,
Teu sonho esfacelou,
Ela não vai voltar.
Não foi o vírus que a matou,
Foi o desprezo pela vida,
De quem nem mesmo a conheceu.
Não conheceu os teus amores,
Não conheceu as tuas dores,
Os teus temperos e sabores,
A tua chama lutadora a flamejar.
Tua missão esfacelou,
Teu projeto esfacelou,
Tua presença esfacelou,
Ela não voltará.
Não foi o vírus que a matou,
Foi a tolice desmedida,
De quem negava o inegável.
Quem a matou não se deu conta,
Que a negligência contamina,
Não há vacina, pra estupidez.
Ele nem mesmo a conhecia
E suas inofensivas idas e vindas,
Ceifaram vidas, arruinaram vidas.
Não me recordo dos teus nomes,
Nomes demais pra recordar,
Nomes demais pra mencionar.
Mas conheci os teus amores,
Eu conheci as tuas dores,
Os teus temperos e sabores,
A tua chama, lutadora, a flamejar.
Raquel
(sorria exagerada)
Entre sem bater,
Sorria exagerada,
Curta mentalmente,
Partilhe.
Aprecie sem moderação,
Seja, quando e como quiser.
Você me indagou,
Se era amor.
Respondo
Com plena convicção,
Que não era.
O que sinto por você,
Ainda não foi nomeado.
É a verdade
Que você deseja ?
Meu bem,
O sentimento
Jamais precisou
De reciprocidade.
Se existe coisa mais bela no mundo,
Que um sorriso bobo,
Inda não encontrei.
Caso não queira-me como teu,
Deixe-me ficar com tua pena,
Já que não voo, nem me vou,
Poderei ao menos permanecer,
Respirando
Alto,
Floreando
Amores.
Principessa minha.
Ela ainda não sabia,
Mas era dona da matéria-prima,
Com que os encantamentos eram feitos.
Permita-me,
Converter-te no próprio amor
E o amor próprio,
Que se ame.
Tristeza Oculta num Sorriso Púrpura
Uma pose inovadora
A cada enquadro,
A insensatez projeta
Algo irrefreável.
Caretas reveladoras
Num autorretrato,
Somos o resultado
Deste incidente planejado.
Ardilosa, perspicaz,
Astuta, encantadora,
A Tristeza Oculta num Sorriso Púrpura.
Torrentes de acusações
Infundadas,
Cafunés em subsequentes
Saraivadas.
Nossas birrentas
Carícias dolorosas,
Atestam a teimosia
Da inconveniência reprimida.
Vem raivosa,
Destemida ruidosa,
A irromper,
Com a Tristeza Oculta num Sorriso Púrpura.
Na torrente esmagadora,
De saraivadas indefensáveis,
O dilúvio se apresenta desnutrido, Enquanto a arca é dedicada
Ao supérfluo imperial.
Esplendorosa,
A vertente talentosa,
A dissolver,
Com a Tristeza Oculta num Sorriso Púrpura.
[A lição de Biel: Sorrir ao partir]
Simplesmente um pássaro que não podia voar,
Raramente se queixava, se empenhava em insistir,
Particularmente nunca o vi reclamar,
Sua grande qualidade era sorrir ao partir.
Jamais partilharia a sensação de voar,
Estar no alto das nuvens e dali acenar,
Mas ele podia sem nenhum impedimento,
Sair da atmosfera só com seu pensamento.
Sabia que esta condição, Não o impediria
De buscar a mais longínqua sabedoria.
Simplesmente um pássaro que não podia voar,
Raramente se queixava se empenhava em insistir,
Particularmente nunca o vi reclamar,
Sua grande qualidade era sorrir ao partir.
Se um pássaro sem asas aprendeu a lutar,
Quem somos nós para duvidar,
Da vida só o máximo devemos extrair,
E se tivermos que ir, vamos sorrir ao partir.
Simplesmente um pássaro que não podia voar,
Raramente se queixava se empenhava em insistir,
Particularmente nunca o vi reclamar,
Sua grande qualidade era sorrir ao partir.
Da vida só o máximo devemos extrair,
Quando tivermos que ir, vamos sorrir ao partir.
Um olhar perdido.
Um olhar perdido
Uma mente insana
Um suspiro fundo
Um sorriso que engana
Muitos não percebem
Na verdade não vêem
Por fora tá lindo
Mas dentro explodindo
A destruição se fez
O semblante engana
O cabelo arrumado
A roupa deslumbrante
O perfume abstrato
O batom vermelho
Cabelo chapiado
Unhas feitas
No pé um salto
Mas por dentro um caos
Tudo acabado
Uma desolação
Um verdadeiro trapo.
