Sorriso
Nestes tempos de sombras, movimentar se com a cabeça erguida, um breve sorriso somando se a luz, já faz toda a diferença.
Enfim cremos em um novo amanhecer.
A felicidade do sorriso ingênuo de uma criança é toda esperança que esperamos acontecer, a cada novo amanhecer, para nos mover de volta a tudo de novo, outra vez.
Ainda somos diante da Amazônia brasileira, um bando de curumins abestalhados sorrindo a largo por sua inimaginável exuberante beleza.
Sorrio para mim mesmo todas as vezes que me atropelo pelo otimismo diante das palavras mudas egoístas que a vida por suas jornadas difíceis, não vai me dizer.
A fonte fidedigna de esperança está contida no sorriso espontâneo de uma criança. Ainda existem meios de tudo mudar.
Para quem lhe quer receber um olhar é uma das melhores frases a dizer e com um breve sorriso responder.
Só o sorriso, o carinho, a generosidade e a empatia merecem respostas. O resto o próprio vento se encarrega de levar para longe o que é perda de tempo.
A cada amigo irmão que parte para outra dimensão é um pouco de nossa alma, vida, risadas, sorrisos, encontros e sentimentos que vão juntos. As conversas boas, que nunca terminam, não, só se perdem as respostas por voz mas pelas eternas vibrações fraternais os diálogos permanecem e acontecem.
Todos nos merecemos o melhor, o mais suave e a troca de sorriso sublimes mas não é assim, com tanta convicção, paz e retidão que navegam as naus dos sentimentos na eterna busca pelos mares do amor.
Diante as tristezas inevitáveis da vida, uma palavra de abrigo e um breve sorriso, nos conforta a alma em saber que não estamos sozinhos.
E se no lugar de questões, sorrisos contidos, satisfações dadas em silêncio e declarações sufocadas em meias verdades a gente se permitir abrigar um no outro, no corpo e na alma?
Ah Clarice, se tu me deitas em pequenos brandos, soluços, encantos.
E me faz sorrir e repousar em imensos cantos, seus meus, nossos, teus.
Ah Clarice, quando te li me apaixonei, e sem perceber em pequenos traços me lancei, sabe se lá Deus em meu apertado peito me atirei, daqueles gatos pingados de amor que eu tinha, eu jamais voltei.
Ah Clarice,que amor belo, fato lindo que é teu e meu Otelo, que injusto seria a vida sem tal literatura, sem açuçar sem sal, e sem a mais pura cultura.
Ah Clarice me abduza, me torna trágico e martírio tal medusa, que vem e encanta, tira, branda, rasga e no final espanta.
[...] como se não bastasse naquela noite, todas as almas estavam viradas para mim, em com um sorriso no rosto, precisei disfarçadamente engolir todas as lagrimas que internamente ameaçavam cair, e talvez de uma forma afrontosa comigo mesmo, me afogar em meu histrião papel protagonista. Certamente a cortina se fecharia naquele momento.[...]
