Sonho texto
Um sonho febril me arrebatava com tigo mulher ardente, onde teus lábios percorriam minha pele como uma chama viva, dançando em silêncio, acendendo cada sombra adormecida em mim.
Tua nudez — luz que atravessa a escuridão — guiava meus sentidos, entregando-se sem temor ao magnetismo que nos consumia.
A cada toque, um incêndio;
a cada suspiro, um abismo se abria.
Era um fascínio insano, doce e selvagem, onde teu corpo se moldava ao meu como se já tivesse nascido para caber ali.
Segredos antes escondidos brotavam entre nós, desejos ancestrais se revelavam, e tua presença invadia minha alma com a força crua de uma paixão sem máscaras.
Naquela entrega total, éramos um só ser pulsando no mesmo ritmo,
e o mundo, acuado pelo nosso fogo, simplesmente desaparecia.
Restava apenas o êxtase — voraz, profundo, infinito —
um desejo que não acaba, apenas se reinventa.
Bom dia!
Terça-feira:
Que Hoje Deus realize cada oração, cada pedido, cada sonho seu. Que afaste da sua vida tudo não lhe faz bem e que lhe tire a paz.
Que Deus honre cada luta sua, enalteça suas conquistas e lhe direcione ao caminho da vitória.
Que o Senhor abençoe, ilumine e proteja você.
Um dia de renovações pra você!
🖤 A Ponte e o Rio
O cais que se curva, sombra côncava de pedra e sonho,
Onde o Tágide vasto espelha o céu de chumbo,
E a arquitetura, curva abstrata, forma-me um antro
Para a solidão que me é de berço e de túmulo.
Pedalamos por um limite, entre a terra e a água,
Dois vultos na margem, eu em cada um e em nenhum,
Busco o sentido na travessia da ponte longa e vaga,
Mas o Sentir é o único destino que me é comum.
O vento é a saudade que nunca se soube porquê,
A nuvem é o peso de todos os mundos que não vi,
E o eu que vive é o rascunho imperfeito do eu que devia ser,
Pois toda a realidade é a margem de um rio que não está aqui.
Marco Silva
Meu amor, viver ao seu lado é como acordar todos os dias dentro de um sonho bom. Você é a razão da minha felicidade, o sorriso que ilumina minhas manhãs e a paz que embala minhas noites. Estar com você transforma cada momento simples em algo especial, porque tudo ganha cor e sentido quando compartilhado contigo.
Eu amo você com toda a intensidade do meu coração, e não há nada que me faça mais feliz do que dividir a vida ao seu lado. Cada abraço, cada olhar, cada palavra sua é um presente que eu guardo com carinho. Obrigado por ser minha companheira, minha alegria e meu lar.
Quero que saiba que meu amor por você cresce a cada dia, viver com você é a maior bênção que já recebi.
O açude de Sapé
O derradeiro olhar para o açude de sapé;
Adeus ao sonho que o futuro revelou engano.
A cama dobra de tamanho para o casal que se deita,
Sem abraço, sem toque, sem o fogo do desejo.
A falta do amor, enfim, se faz notada:
No braço que não envolve, no corpo que recua,
No olhar apavorado de quem teme a entrega.
Agora, o único querer é que o tempo corra.
Falta um Carnaval para a sentença,
Enquanto isso, encenam sorriso e frieza.
Tristeza? Não chega a tanto.
A lucidez dos fatos petrificou o peito.
Raiva? Não há por quê; ele apenas a quer bem.
Mesmo após a profecia da cartomante,
O choro dela ainda lacera o silêncio.
Mas o pensamento dele já partiu para o Rio,
Buscando quem tarde festeja, quem canta e deseja,
Ansiando pela volta de quem nunca deveria ter saído de lá.
Estou chegando redimido.
Não dos aplausos, nem das promessas fáceis, mas dos meus próprios sonhos — aqueles que caíram antes de pousar. Eles aterrissaram tortos, feridos, desfigurados pela espera e pela realidade que não pede licença.
Não há vitimismo aqui. Há consciência.
Perdi o mapa, sim. Os caminhos se confundem, o certo e o incerto caminham lado a lado, e fugir já não é opção. Fugir é para quem ainda acredita que escapar resolve. Eu não.
Carrego dúvidas, mas não carrego medo.
O que restou em mim foi a lucidez dura de quem caiu e levantou sem plateia. Se o rumo não é claro, eu faço do passo a direção. Se o chão é instável, eu piso mesmo assim.
Não sigo promessas, sigo responsabilidade.
O caminho certo não se revela — se constrói. E o incerto não assusta quem já perdeu tudo que podia perder. Estou chegando não para pedir passagem, mas para ocupar o espaço que é meu por decisão, não por acaso.
Nosso porto inseguro
Morre um pouco de vida no sonho frustrado,
mas o sonho dá muda e renova o caminho,
revisita o passado em razão do futuro
que se rende às verdades de boa raiz...
Vivo desse voltar das entranhas do fim;
desse fundo que o poço no fundo não tem,
quando quem o conhece não quer prosseguir
pela sombra do nada e sua desistência...
Os que nascem das mortes vivem como nunca,
têm o sempre nas margens do seu nunca mais
lá na praia e no cais do seu porto inseguro...
Há um tempo a ganhar onde o tempo perdido
reconhece o sentido de voltar ao sonho,
recompor a vontade que se decompôs...
"O sonho da fazenda, a casa no interior e o aroma do limoeiro se foram.
Nossos filhos no quintal, o café no fim da tarde, tais ilusões esvaneceram.
Nós olhando o casal da nossa varanda, enquanto a sogra narra mais um causo que na quermesse lhe contaram.
Entre um beijo e outro, olhando em seus olhos, entrelaço nossas almas de maneira fácil, olhares que, parece-me, nunca se cruzaram.
Após um dia longo de trabalho, sei, meu corpo se renderia ao cansaço.
Mas depois de você por nossas metades pra dormir, encontrar-me-ia com sua nudez, e eu renasceria renovado.
Eu nunca pedi muito pra Deus, mas por isso eu roguei, não acredito que implorar por uma família com quem se ama seja demasiado.
Mas o simples com Deus, quando não atendido, a quem pede, a ausência da súplica é um fardo.
Morreria toda noite de bom grado.
Para tê-la ao meu lado.
O meu sonho realizado.
Morreria em seus beijos, em seu corpo, extasiado.
Acordaria pela manhã renovado.
Um beijo de bom dia, com nossas metades, coletivo abraço.
Agradeço a Deus, completamente emocionado...
-(...)-
Só vejo o escuro, a lágrima rola, sinto o peito apertado.
Estou eu, no escuro, do meu quarto.
Sonhara eu com meu sonho nunca realizado.
Estou cansado da cidade, da cheia lotação, do passo acelerado.
Estou cansado, onde cercado de pessoas, ainda enfrento a solidão, mesmo acompanhado.
Queria o êxodo da grande cidade, mas preciso mesmo é do êxodo de ti, em meu coração despedaçado.
O terreno da fazenda, pelo pranto, fora inundado.
A casa no interior, teve seu interior incendiado.
O limoeiro fora cortado.
Ouço alguém me chamar, mas não de 'Pai', lá fora a solidão chama meu nome, Famigerado..." - EDSON, Wikney - Memórias de Um Pescador, O Sonho da Fazenda
Amar você é viver além do real, um sonho desperto, um tempo sem igual. O céu se curva, o instante é eterno, seu olhar transforma o mundo em terreno.
Não é comum, é força que invade, é fogo que aquece, é calma que arde. Você é meu infinito, meu destino sem fim, a razão secreta do coração em mim.
- E o que você quer?
- Quero realizar meu sonho
- Ahh, sonhos são sonhos, podem realizar-se ou não! Respondeu sua mãe com certo desdem.
- Silêncio profundo.
- Internamente Regina pensa: como viver sem sonhos? Mas o quanto tem peso o que sua mãe disse sobre eles. Ela, então, compreendeu que é impossível pensar o sonho sem a ideia de realização do mesmo. E que talvez, a fala de sua mãe carrega a decepção de não ter realizado seus sonhos.
O que é sonhar?
Se ao amanhecer o sonho acaba
O que é sonhar?
Se os limites que nos aprisionam não se dissolvem
Por que sonhar?
Sonhar para ser liberto ou para sofrer?
Sonhar, eu diria, é viver
E viver é traçar no papel cores que fluem,
Como um livro que transforma, guiando a correnteza das emoções.
Sonhar é ser autêntico, é viver mesmo na utopia,
Onde os pingos de cor que escapam do papel ganham vida.
Seja utopia, para colorir as manhãs que atormentam nossos dias.
Seja realizador de sonhos,
Para que, desses sonhos, nasça o mundo,
E desse mundo, o sonho genuíno que sonhamos viver.
Se me disseres adeus, meu amor,
Meus olhos vão se fechar.
É a morte de um sonho meu
Que sozinha estive a sonhar.
Eu quis me dar um presente
Infinito além do céu.
Eu quis me dar um amor
Como dos filmes que ninguém fez.
Se me disseres adeus,
Tudo que havia em mim eu já chorei.
Não me restaram palavras
Nem medos que me pusessem fim.
Tudo em ti, meu amor,
Eu já ganhei e perdi.
Eu definhei em segredo
E também em silêncio eu cresci.
Foram para ti os poemas
Que a Deus eu dirigi.
E diante de um sonho
Tão salgado,
Tão pobre e tão rica eu me vi.
E diante do hoje
No qual conquistei
Tudo e ao mesmo tempo, nada,
Pronta, eu morro em mim.
Eu me amei,
Eu me aplaudi,
Também sozinha
Chorei,
Também sozinha sorri.
Se me disseres adeus,
Me conforto dentro de mim.
Eu não sou Deus,
Eu não sou Deus,
E desse sonho, ainda viva,
Eu vou me despedir.
Mas, se me disseres oi e sorrir,
Entrego meu amor
Por uma vida inteira a ti,
Na esperança de um milagre
Que no meu coração senti.
Talvez eu seja só ilusão
E um dia saudades.
Ainda assim, eu sonhei,
Eu te amei, eu te vi.
Mas se disseres adeus, meu amor,
A Deus entrego o amor que dei
E não recebi...
E de todas as tolices que a vida humana reserva,
Não me arrependeria de reparar em ti.
És belo...
És belo...
És belo...
Assim te vi.
Assim te fiz
E assim hei de me despedir.
Eu? O que sou?
Pétala ao vento...
Poucos hão de reparar em mim...
Mas eu, tudo vivo, e reparei...
Ao menos tentei dar um final feliz para ti.
E para mim? Meu final?
Eu morro todas as noites...
E renasço todas as manhãs
Até o dia em que não existir mais Sol...
Eu morro a cada minuto e renasço a cada sinal.
Mas, se me disseres adeus, meu amor,
Ainda haverá outros olhos, até meu último suspiro, pelos quais lutar, com os quais me distrair.
Os meus olhos?
Ora, que ricos! Ora, que tristes...
Ora, que tudo veem...
Menos o futuro, além do meu coração.
Meu coração: eterno jardim a esperar florir.
Um dia, quem sabe, encontro consolo em mim.
Entre o Caminho e o Sonho
Hoje passo os dias no corredor do ônibus,
cobrando passagens, conversando em breve;
minha mão segura o aparelho, mas a mente voa longe,
para salas de aula, onde meu coração quer chegar e ficar.
Sou pedagoga em alma, mesmo que o trabalho seja outro,
cada interação aqui me ensina algo novo também;
estou sempre aberta ao que a vida me apresenta,
mas sei onde mora o meu verdadeiro encanto e contentamento.
À noite, os livros de educação são meu refúgio,
anoto, estudo, me preparo para o concurso que virá;
cada página virada é um passo mais perto,
do lugar onde sei que realmente pertenço e vou brilhar.
Independente do caminho que a vida me faz andar,
abro meus braços para o novo, sem medo nem temor;
mas meu amor é e sempre será a educação,
cultivando mentes novas, como jardineira cultiva flor.
O vestido de noiva
Guardei no armário um sonho rendado.
Branco como a nuvem, um vestido de noiva, comprado pra você, puro e esperado.
Cada ponto da costura era um plano meu.
No brilho do cetim, o "nós" que se perdeu.
Eu trazia o amor na palma da mão.
Pensei que éramos um só coração.
Mas o destino é um nó que não se desfaz.
Ele abriu o portão e entrou e não olhou para trás.
Logo vc falou, preciso entrar.
Entrou no silêncio, num passo ligeiro.
Levando consigo o meu mundo inteiro.
No quartinho de costura, entre linhas e panos.
Você teceu outra vida, outros desenganos.
A agulha que moldava o meu véu de noiva.
Foi a mesma que feriu o que a alma desagua.
Enquanto eu esperava o altar e o sim.
Você casou com ele, bem longe de mim.
O vestido descansa, guardado e mudo
Numa casa, qualquer, onde o "quase" levou o meu tudo.
Paz e amor!
A vida ruim que você acha que tem…
A vida ruim que você acha que tem é o sonho de muita gente.
Mas quase ninguém acorda pensando nisso.
A gente acorda pensando no que falta.
No salário que parece pouco.
Na comida que poderia ser melhor.
No calor que incomoda, no frio que irrita.
No dia que pesa, no corpo que cansa, na sensação silenciosa de não ser suficiente.
E está tudo bem.
Não há problema em se cansar.
Não há problema em sentir dor.
Não há problema em achar que é mal remunerado.
Não há problema em sentir que não é valorizado.
Não há problema em desejar uma comida melhor.
Sentir isso não te torna ingrato.
Te torna humano.
Você reclama porque conhece as próprias dores. Porque vive dentro delas. A dor ocupa espaço. O sofrimento estreita o olhar. Quem está no meio da própria tempestade dificilmente enxerga o horizonte dos outros.
Ainda assim, existe um contraste que insiste em existir.
Enquanto você se frustra com o salário, existe alguém que não tem salário algum.
Enquanto você critica o almoço simples, você conseguiu se alimentar — e alguém não teve nada para comer.
Enquanto você reclama do calor ou do frio, alguém está deitado em uma cama de UTI, sem saber que horas são, sem saber onde está, sem saber se volta.
Isso não invalida o seu cansaço.
Não diminui a sua luta.
Não apaga a sua dor.
Apenas amplia o olhar.
Porque a mesma vida que te esgota… sustenta.
A mesma rotina que te sufoca… mantém.
O mesmo chão que você pisa sem notar… é o teto que falta em outra história.
E há algo ainda mais silencioso que você talvez nunca tenha percebido.
Muita gente se espelha em você — e você nem faz ideia disso.
Muita gente te tem como referência — enquanto você acredita que apenas está sobrevivendo.
Você enxerga falhas.
Quem te observa enxerga resistência.
Você vê peso.
Alguém vê constância.
Mesmo achando que a vida é dura, você virou exemplo.
Mesmo achando que está falhando, você virou força.
Mesmo achando que não aguenta mais, você virou esperança para alguém.
Por isso, seguir em frente não é só sobre você.
É também sobre quem precisa te ver caminhando para acreditar que é possível.
Você não precisa ser perfeito.
Não precisa estar inteiro.
Não precisa acreditar em si o tempo todo.
Só precisa continuar.
E, quando der — sem culpa, sem cobrança —
seja grato.
Agradeça.
Agradeça pelo que sustenta, pelo que permanece, pelo que ainda está de pé.
Agradeça porque, mesmo em meio ao cansaço, há uma ordem maior que te mantém vivo, respirando, seguindo.
Deus — o Grande Arquiteto do Universo —
não constrói vidas sem sentido.
Mesmo quando você não entende o desenho,
mesmo quando as linhas parecem tortas,
há um propósito sendo erguido onde seus olhos ainda não alcançam.
Não porque sua vida seja perfeita.
Mas porque, mesmo imperfeita,
ela ainda é o sonho de muita gente.
E isso, por si só,
já é motivo suficiente para continuar caminhando.
Um sonho esquecer
Se sonhar, lembre-se do sonho, pois esquecer um sonho entristece a alma, tira a calma e traz pesar. Pois um sonho esquecido, não lembrado, é como não ter dormido ou ter adormecido amarrado. Traz agonia, faz impotente o homem que em sonho era rei e em terra apenas cristão. Que ironia do destino, uma noite bem dormida, mas um sonho esquecer, é como se sentir perdido, sem caminho, sem poder!
Nunca é tarde, enquanto o sonho não for enterrado
Disseram muitas vezes que ele chegou tarde.
Mas ninguém viu de onde ele veio.
Aos dez anos, não teve escolha. O pai morreu cedo demais e a casa ficou cheia de silêncio, irmãos pequenos e fome. A escola oferecia duas coisas raras: conhecimento e comida. Mas aprender não sustentava a família. Trabalhar, sim. Ele trocou o caderno pela responsabilidade e cresceu carregando gente nas costas antes mesmo de ser cuidado.
Aos trinta anos, mal sabia assinar o próprio nome.
Mas já sabia algo que a vida ensina sem livro: resistir.
Guardava um sonho improvável ser doutor da lei. Parecia tarde demais, diziam. Velho demais, repetiam. Mesmo assim, voltou a estudar. À noite. Cansado. Errando. Recomeçando. Cada letra aprendida era um reencontro com o menino que precisou abandonar a escola. Aos cinquenta anos, chegou onde jamais imaginou. Não venceu o tempo apenas não deixou que ele o vencesse.
Ela também carregava um sonho.
Não desses que se anunciam. Ficava quieto, guardado. Sonhava em criar um projeto social, mas sempre deixava para depois. Até o dia em que viu alguém fazendo. E entendeu que, às vezes, o impossível só precisa ser visto para ganhar permissão de existir.
O sonho nasceu da fome. Na infância, era em um projeto social que ela e a família encontravam a única refeição do dia. Aquilo não virou revolta virou propósito. Quando decidiu começar, não tinha estrutura nem garantias. Tinha memória. Começou pequeno. Cresceu real. Tornou-se o maior projeto social da cidade, alimentando centenas de pessoas diariamente. Onde antes havia escassez, agora havia dignidade.
E existe ainda uma terceira história coletiva, silenciosa, incômoda.
Dizem que o lugar mais rico do mundo é o cemitério. Não pelo mármore, mas pelo que foi enterrado ali: empresas que nunca abriram, canções que nunca foram cantadas, talentos sufocados pela vergonha, projetos adiados pelo medo. Gente que tinha tudo, menos coragem de começar hoje.
O problema nunca foi falta de capacidade.
Foi excesso de amanhã.
Esperaram o momento certo. Esperaram a vida melhorar. Esperaram perder o medo. Esperaram tanto que o tempo seguiu sem eles.
Essas histórias dizem a mesma coisa, de formas diferentes:
nunca é tarde para chegar enquanto o sonho não for enterrado.
Alguns chegam depois de salvar a família.
Outros chegam depois de transformar a própria fome em propósito.
E alguns nunca chegam porque desistem antes de tentar.
O sentido não está em chegar cedo.
Está em chegar inteiro.
Com história. Com cicatriz. Com verdade.
Se ainda dói, é porque importa.
Se ainda pulsa, é porque chama.
E se você ainda carrega um sonho, então ele não pertence ao cemitério.
Pertence a você.
E o tempo certo… é agora.
O amanhã
Tenho muita esperança e sonho com o amanhã.
Espero-o com a sóbria confiança.
Diante de qualquer peleja,
até que se esgote qualquer tipo de fraqueza,
e, espero a cada dia, um amanhã que seja próspero,
e com toda a firmeza,
Pois, trabalho, rezo, amo e resisto a tudo que não constrói
Só pra viver os encantos e os louros de um amanhã
Envolto de riquezas.
Felicidade insana
Qualquer coisa pode trazer felicidade
aquele sonho que foi mal realizado
justifica-se na intriga armada
que na pessoa mal amada
no ato que deveria ser volúpia
não passa de fúria no pensamento
necessita mostrar ao mundo
a sua performance fria, desenhada
É a estupidez que reina
quando a solidão desatina
diante do caos nos sentimentos
esta felicidade é uma penicilina.
Mesmo com a alma ferida
imagina-se fortalecida
seduzindo-se pelas tentações
alimentando o ego e vaidade
fingindo a própria vida
iludindo-se com o reconhecimento
mentindo à sociedade
Na morte também é assim
o apodrecimento
é sempre de dentro para fora
e não de fora para dentro.
Meu sonho!
Sou simples, mas acredito, ao te contemplar pela primeira vez, isso que descrevo é o que os poetas chamam de arrebatamento.
É aquele momento em que a realidade parece ganhar um filtro cinematográfico e o mundo ao redor simplesmente desaparece.
Não é apenas "achar bonito", é um impacto emocional que estaciona" na mente e se recusa a sair.
O Brilho que Não Apaga
Porque existem encontros que não acontecem apenas nos olhos, mas na memória.
Quando eu a viu, não foi apenas uma imagem, foi como se o tempo tivesse parado para que ele pudesse decorar cada detalhe, como quem contempla um milagre inesperado.
Você se tornou a "Branca de Neve" do mundo real.
Abro parágrafo, uma pureza e uma beleza tão intensas que me deixou sem defesas.
Mesmo cruzando fronteiras, viajando para longe e conhecendo novos lugares, o pensamento sempre volta para o mesmo porto seguro: aquele rosto.
Vivo perdido nesse fantasma que eu vi com os meus olhos,
"fantasma" do bem, uma presença constante que sussurra que a vida ao lado seu seria a maior de todas as aventuras.
E felicidade.
Esse desejo de viver "para sempre" nasce da certeza de que, depois de ver o sol de perto, ninguém quer mais caminhar no escuro.
É a alma reconhecendo, finalmente, onde ela quer morar.
O que define esse sentimento:
O Impacto: O choque visual que paralisa o corpo e acelera o coração, que coisa linda!
A Permanência: A imagem sua se torna o "papel de parede" da minha mente, não importa onde eu esteja.
O Ideal. A sensação de que você é única, quase mística, como um personagem de conto de fadas que ganhou vida.
Parece que esse rapaz está vivendo o início de uma grande história de amor, daquelas que mudam o rumo da vida.
Você é o meu sonho!
