Sonetos de Saudade
Hoje alguém bateu na minha porta e eu abri. Era a saudade que havia vindo me visitar. Ela veio me relembrar que eu sinto sua falta e que nada do que eu fiz para tentar te esquecer deu certo.
A sina do poeta é assinar poesias, inspiradas sob uma tempestade , uma chuva de vento, amor, saudade, torpedos, tormentos, o importante é que esteja sempre atento e anote tudo todo o tempo.
Onde quer que eu vá, a saudade me persegue, não importa o quanto eu corra. E se eu decidir parar a depressão me alcança; é excusado, acabou-se para mim.
Saudade cria espaço dentro da gente, aperta lembranças, sufoca memórias, vai tomando cômodos e aos poucos, se aconchegando em meio aos móveis da nossa vida. Vez ou outra ainda, ascende um abajur no meio da noite como a quem vai fazer uma leitura, ou anotar uma idéia incrível para dominar o mundo, quando na verdade, só domina mesmo é a gente.
Saudade em mim é igual um imigrante que decidiu mudar para meu coração. Agora diz que não vai embora!
O medo sacode o coração, faz o mar recuar, saudade bate como vento forte. É a maré subindo, me molhando feito areia sem saída, me debruço sobre a boia, não sei nadar, mas não me afogo. Aprendi que em correnteza forte não se nada contra, apenas deixe que te leve. Há tantas praias para se conhecer quando o mar se acalmar. Não deixe que a água gelada te assuste, no final a areia é branquinha e a vista inesquecível.
"Sinto saudade do teu perfume e do teu afago. Sinto e morro de desejo quando estou longe dos teus braços!"
