Soneto da Saudade
O preconceito é uma corda que não serve, e, a saudade, foi gancho pra repressões de vontades, retirando do peito, o afeto, e, a lealdade, pra distribuir em outras faces, provocando antigas desigualdades.
Guardo em meu peito a saudade de um beijo que há muito se materializou, foram tantos dias sonhados, que nosso momento sozinho se petrificou, ainda assim, vejo no poder das lágrimas amorfas, uma vontade renascendo em teu solo de amor.
Se o tempo tem o poder de nos dizer quem são as pessoas, a saudade tem o poder de nos ensinar quem é importante para nós.
Loucura é ter saudade de uma coisa que não aconteceu e você ainda fica imaginando como poderia ter sido se tivesse acontecido.
A saudade tem duas faces, uma boa e outra ruim. A boa é conseguir nos remeter a um passado que marcou. A ruim é não trazê-lo ao presente.
E tudo era novo, tão novo que nenhuma saudade morava em mim.
O frescor de teu, carinho adoça. Meu eu, tirano! Então reivindico aqui! O poder de delicia-la feito um licor mentolado. Que vem de encontro a combustão insaciável de meu egoísmo! Em teu jeito meigo enxergo lágrimas cinzentas. Implorando por se incendiar! Na pele.
De fato acreditei que dessa vez tudo terminaria, mas agora percebo as coisas indo para outro patamar; a humanidade esta' a salvo!
Para não ser indelicado, verifique se o parlamentar não é poeta antes de dizer: sua emenda foi pior do que o soneto.
Remédio que cura, alivia a alma, traz paz... Nos leva a outro mundo, uma dimensão interna, melodia que toca o mais profundo do meu interior... Um tom, uma nota, uma canção, uma arma poderosa... Refúgio pra mente cansada. A música, que nos salva do mundo e de nós mesmo...
Escrever pra mim é um vício... um vício de transformar palavras em emoção, em elemento surpresa, em soneto de comparação, em reflexão... enfim.
