Soneto da Mulher Perfeita
Às vezes é preciso ser "complexo" para poder conseguir enxergar e ser capaz de dar valor às coisas mais simples...
De que adianta não ter as mãos manchadas de sangue? De que adianta a consciência limpa? De nada adianta àqueles que terceirizam as mãos e a consciência!
Empoderamento é só uma palavra mal utilizada para justificar atitudes enervantes e, em muitos casos, pra lá de mal intencionadas.
Empoderamento [ou empoleiramento] é apenas uma palavra vazia, uma expressão não significativa que acaba sendo utilizada para justificar toda ordem de sandices impensadas, mas que, na aridez do mundo real, não preteje ninguém das investidas sombrias que espreitam a vida das almas desavisadas. Resumindo: palavras bonitas nada podem contra a maldade que está armada até os dentes e, no frigir dos ovos, apenas revelam a fragilidade presente nas ideias politicamente corretas e rudemente engajadas.
Se o sujeito se preocupa muito, muitíssimo, em ter “fortes” argumentos para defender suas crenças e convicções é porque elas são demasiadamente superficiais. Tudo que carece, que necessita da confirmação, da concordância advinda de terceiros para poder ter ares de verdade não passa duma ilusão que apenas conquista a adesão de almas sem consistência.
Perceber a realidade tal qual ela se apresenta aos nossos sentidos e procurar compreendê-la a partir de suas razões seria tão só e simplesmente o tal do realismo. Agora, quanto sentimos e reagimos a tudo a partir de imagens que nos são sugeridas por palavras extremamente carregadas de emoções epidérmicas estamos diante do dito cujo do histerismo que, no Brasil contemporâneo, é celebrado como consciência crítica. E põe crítica nisso.
O hedonismo reinante em nossa sociedade, que impregna em todas as esferas da vida contemporânea, sorrateiramente leva os indivíduos a reduzirem a sua percepção e compreensão de toda a realidade a pequenez de sua ânsia por prazeres que, inevitavelmente, acaba subvertendo toda a hierarquia dos valores e desfibrando toda a sociedade.
A discrição não apaga nossa individualidade diante da multidão. Pelo contrário. Ela nos destaca da turba e realça nossa personalidade frente a eternidade.
Poucas coisas são tão toscas quanto termos de testemunhar pessoas sem a menor experiência da vida sendo instigadas por criaturas maliciosas a julgarem as realidades que permeiam a vida da experiência e, consequentemente, serem levadas a crer [criticamente] que os “seus” juízos seriam mais sapientes do que tudo o que até então fora vivido por aqueles que tem alguma vivência dessas realidades.
Quando mais se apazígua um canalha, mais acanalhado ele fica e, de quebra, acaba acanalhando junto com ele aqueles que tolamente dedicam suas vidas na vã esperança de dignifica-los.
Outro grande legado da era do direito dos manos é a injuriante cultura da impunidade da canalhada que, cedo ou tarde, acabará culminando numa multidão de cidadãos comuns agindo como justiceiros num ato extremo para defender os seus. E é claro que quando isso ocorrer poderemos contar com a presença certa e indefectível das carpideiras dos manos, cheias de bom-mocismo, pra defender a integridade dos manos e, de quebra, pra taxar os cidadãos comuns de monstros desalmados, e doutras lindezas do gênero, por eles terem ousado defender o fruto do suor de seu trabalho e por tentar proteger aqueles que eles amam.
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