Soneto da Mulher Perfeita
Toda vez que uma pessoa brigava comigo, eu achava que estava certo na maioria das vezes.
Hoje sei que isso tem nome: Teimosia.
Toda vez que eu fazia uma boa ação e as pessoas não agradeciam, também descobri o nome disto: Se chama ingratidão.
Quando eu me levantava bem cedo da Cama e deixava desforrada e na maioria das vezes levava um recado da minha mãe, descobri que isso se chama: Preguiça.
Quando uma pessoa reconhece o que eu faço bom e me agradece, eu chamo isso de: Compaixão.
Quando deixo comida no prato as vezes que almoço, eu penso nas pessoas que poderiam lutar por aquele resto de comida, Hoje eu sei que isso tem nome: Desperdício.
Toda vez que eu viajava para um lugar estranho e conhecia novas pessoas e ficava meio tímido, reconheço que isso se chama: Timidez e aprendizagem.
Percebo também que existem pessoas que gostam de mim, mas não sabem expressar de maneira clara este sentimento, essas pessoas eu as chamo de: Amigos
Um dia eu mudo.
Paro de procurar solucionar
A dor do outro.
De procurar baleia onde
Não há mar.
Deixo de buscar discurso onde
Há esmola.
Finjo que não vejo
A casa destelhada.
Evito consertar o poema
Quando não existe rima.
Tento esquecer
Que não há mais ou menos.
Basta desprezar os números!
O jeito é evaporar-me em formas outras
Que me permitam
Vislumbrar cada manhã
Sonho de novo tempo.
Gotas de orvalho
Salpicam a terra
E conseguem adubá-la.
Gotas de paciência
São capazes de amaciar
Qualquer relação
Emperrada.
Gotas de sabedoria
Empurram aprendizagem.
Gotas de perdão
Ainda que difíceis
Desafogam o coração.
Gotas de solidariedade
São pequenas parcelas
Que juntas
Salvam muita gente.
Gotas choradas
São lágrimas
Que extravasam mágoas
E lavam o chão da
Alma.
Como dói
O silêncio de palavras
Não ditas.
Cada qual
Uma ilha perdida
No oceano.
Silêncio compartilhado
Este sim
Tem sabor de
Comunhão
E transcendência.
É silêncio construtivo.
Silêncio de porto seguro.
Sombras
Antiga brasa...
Socorro estou congelando!
Antes uma brasa incandescente,
Agora um cristal de gelo.
Estou indo para o outro lado,
E lá, já não há volta...
Temo ser frio, mas já não sou mais
como antes, quente.
Ontem eu disse que te amava,
Hoje já não sei mais,
Amanhã provavelmente te odiarei.
Não me conheço mais, ou talvez agora
eu esteja realmente me conhecendo.
Em todos os casos as sombras são tentadoras
e agradáveis, para quem realmente as conhece...
Jovem borboleta negra
Jovem borboleta negra,
Agradeça por poder voar,
Agradeça por ser simples,
Agradeça por não ser humana
Jovem borboleta negra,
Voe alto, faça o que eu
como homem não posso fazer
Sinta o que não posso sentir.
Tenha a liberdade de uma forma
que eu como homem não posso ter.
Jovem borboleta,
Viva pouco para não
chegar a ver o homem destruir
seus semelhantes e agradeça
por isso.
Agradeça sempre por ser o que é
e não precisar mudar para se salvar.
Jovem borboleta negra...
Estranha noite esta...
Não a sinto...
Não a vejo...
Onde tu estás, oh amada lua?
Onde te escondes?
Permita-me lhe contemplar
Não creio que abandonaste teu filho aqui,
em meio a tolos que pregam a luz
como se fosse algo bom...
Onde tu estás, oh amada lua?
Onde te escondes?
O vento frio já bate em minha pele,
e não é o vento da noite, mas sim o da morte
Se conseguisse lhe ver ao menos mais uma vez...
Simplicidade
Enquanto você tenta ser o que essa sociedade doente exige,
Eu apenas tento ser eu...
Enquanto você tenta ser o melhor naquilo que te disseram
para se fazer,
Eu apenas tento fazer o que gosto...
Enquanto você quer viver o máximo de tempo possível,
Eu apenas vivo o hoje por saber que a morte logo virá...
Enquanto tu sonhas com vários amores,
Eu vivo com o meu único amor...
Enquanto queres agradar todas as pessoas,
Eu apenas odeio todos os homens...
E ainda assim me atacas?
Não sou teu inimigo, não mais que seu próprio ser...
O peso das páginas
Navego em mares de letras dispersas,
onde tantos naufragam sem direção,
presos em ondas de páginas imersas,
afogados na ilusão da erudição.
Não é no volume que a luz se encerra,
nem na pressa de ler sem tocar,
mas no sulco que a mente descerra
quando ousa em um termo se demorar.
Informação — um relâmpago raso,
pisca e some na vastidão.
Mas conhecimento é um rio ruidoso,
esculpindo a pedra da compreensão.
Dados, sementes dispersas ao vento,
soltas ao léu sem raiz, sem chão.
Somente o tempo e o pensamento
podem fazer delas trigo ou grão.
Leio um só verso e vejo universos,
numa palavra um cosmos se cria.
Quem devora mil tomos dispersos
perde o ouro por fome vazia.
Pois mais vale um livro vivido,
um só conceito em carne gravado,
do que mil, num oceano perdido,
onde o saber se desfaz afogado.
Mas se já foram as esperanças...
O que fazer com todas as andanças
Que porventura fizemos juntos?
Ah, se os dias não mais risonhos
Cansados de chorar pelos cantos
Padecem a cada segundo
E agora, o que eu digo à saudade
Quando ela vier te procurar por maldade
Para me fazer chorar?
E das lembranças que invadem o dia-a-dia
Se eu pudesse, juro, esqueceria
Só para não sofrer demais
Diga que o tempo é o melhor amigo
Pois dele farei o meu abrigo
E não sairei de lá
Até tua presença eu sentir...sei
Que então certeza eu terei
Do que é o verdadeiro amar
Deixe um abraço, daqueles, bem apertado
Com um beijo, assim, tão delicado
Para me fazer sorrir
E as amarguras dessa ausência tua
Será passado quando eu vir a lua
Recordando dos teus olhos o luzir
De repente me bateu uma vontade do teu abraço...
aquele abraço em que o tempo pára..parece que o universo
todo cabe num só abraço...um abraço apertado, sincero,
amigo, que fala tantas coisas sem dizer uma só palavra..
não sei dizer quantas palavras cabem em um abraço..
até porque foi de repente que me bateu a saudade do teu abraço...dois sorrisos,
o aconchego, o carinho de um momento especial...
olha só...a lua brilha lá no céu..vejo o reflexo no mar...parece até
que o mar está agasalhando a lua...que estranho...de repente
bateu essa saudade...uma vontade do teu abraço...
Aprendi
Aprendi que na vida temos que amar
Amar muito mais do que o muito do amar
Estar ao lado da pessoa amada
Sorrindo, cantando e brincando
Muito mais do que o muito do sorrir, cantar e brincar
Aprendi que os laços da amizade permanecem
E que superam a distância e o tempo
Muito mais do que o muito da distância e do tempo
Aprendi que devemos celebrar nosso viver
A cada dia, a cada momento, a cada fração de segundo
Muito mais do que o muito dessa celebração
Pois ainda que lágrimas façam morada em nossos corações
Insuficiente essa tristeza torna-se
Quando próxima do muito mais do que o muito
Da alegria de viver!
Se você não existisse...
Se você não existisse
Nem posso imaginar
Ausente a cascata de amor
Reflexo sem luz da dor
Se você não existisse
Eu a teria inventado
Só para ficar todos os dias
Cada segundo ao seu lado
Se você não existisse
Não haveria paz, beleza
Alegria, carinho ou sorriso
Muito menos paraíso!
Se você não existisse
Qual razão de um desejo?
Bocas secas, anseio ardente
De um pecar tão quente
Se você não existisse
Para que poesia, estrela
Lua, sol, terra e mar
Sem a felicidade à visitar?
Se você não existisse
O mundo estaria vazio
Seria triste, apagado
Viveria sempre amargurado
Se você não existisse, quer saber?
Também queria não existir!
Pois só há vida enquanto se vive
Com alguém como você
Logo tu
Logo tu que eu nunca beijaste
Poderia fazer-me permutar
Qualquer instante mais íntimo
Por um só de seus abraços
Tormento que a cada minuto
Sufoca minh´alma ao visitar-me
Quando apenas estou latente
E desperto, fingindo-se ausente
Ao fazer-me sonhar acordado
Tu que assolas qualquer coração
Perturbando a paz de outrora
Sequer entende o nobre sentimento
Ultrajando quem tanto lhe adora
Pensando em você
É pensando em você
Que questiono as tristes horas
Transformando-se na alegria mais pura
Quando a saudade torna-se ínfima
É pensando em você
Que questiono porquê
Desesperar-se diante da profunda dor
Se a cada dia o sol surge com fervor
E nessas horas eu percebo
Que mais valioso que um abraço amigo
Ou, talvez, um sincero pesar
É saber a preciosidade
Das palavras que encontram-se
Nas respostas do teu olhar
Toda história que não é vivida em sua plenitude — seja interrompida por um acontecimento inesperado ou uma revelação marcante — carrega em si a essência de algo extraordinário. No íntimo de nossas emoções, temos a tendência de eternizar aquilo que, por não se concretizar, permanece envolto em mistério e beleza.
É como o exemplo atemporal de um amor não correspondido ou nunca vivido em toda a sua intensidade. O desconhecido, o inalcançável, ganha um brilho especial justamente por nunca ter sido desvendado. Há algo poeticamente sublime no que fica suspenso no tempo, naquilo que apenas o coração ousa imaginar e que jamais será ofuscado pela realidade.
Estou sentindo uma saudade tão intensa de você que chega a doer fisicamente. Aqueles amores que julgamos perfeitos, na verdade, são vestígios de experiências que não foram plenamente vividas, fragmentos de histórias que ficaram inacabadas.
São situações que experimentamos pela metade, deixando em nós um vazio que clama por completude.
Que a luta pela paz, pela verdade e pela justiça
nunca saia do horizonte do povo brasileiro.
Feliz Natal.
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