Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
Meu ego não sou eu, é minha ideia de eu. Se tudo está em constante processo de transformação, a não existência é minha constatação.
Existe vida após a morte? Mesmo que dissermos que sim, acreditaremos somente quando nossos olhos verem. Como não podemos comprovar nesta existência, o melhor é se precaver: uma vida ética poderá fazer a diferença.
Qual a garantia que amanhã o sol ira nascer?
como garantir que no futuro o coração irá bater? O fim é nossa única certeza, mesmo assim, vivemos como se fôssemos eternos.
Filosofia moderna elitizada?
Em vez de transformar um pensamento simples em complicado pra ninguém entender, o lema da filosofia deveria ser transformar um pensamento complexo em simples para qualquer um adquirir sabedoria.
Amor Obscuro
Somos osso e carne,
Espinha e cartilagem,
Cobertos por desespero
Somos eu e você
Contra o mundo inteiro!
Fomos feito sem motivo próprio,
E separados por um imenso céu azul;
Eu fiz de tudo pra vencer a morte
Para está ao seu lado,
Até o fim de tudo.
Vinhemos do Sul, mas também do Norte,
Pertencemos as trevas, mas também a luz,
Somos anjos caídos sem muita sorte,
Vagando por essa terrível humanidade
Que nosso amor nos conduz!!
A ciência tem permissão para invadir túmulos e desrespeitar culturas, todo resto mortal estudado é um ataque as crenças populares de antigamente.
Mente livre que desbrava seus limites, comportamento que renova seus horizontes. Estado de espírito, contrato vitalício, sou mais do que o Vinicius. Me encontro no centro da cidade. O capital, o que nos move a vaidade; a alma clama por amor, carinho e atenção, mas nosso trabalho é na matéria, objetos são a nossa obrigação. Trabalho é tempo perdido quando investido no sonho alheio. Prometo que dessa vez serei mas preciso - o tempo é curto - direi tudo que preciso: saúde, liberdade, imaginação pra lidar com qualquer situação, um banho pro espírito;por meus atos me responsabilizo, fragmentos de ações que me cobram no caminho. Sensibilidade pra doutrinar cada ação, escrevo meus mandamentos, o meu próprio alcorão.
Vivência de uma vida, mera existência no tempo, entre a ida e vinda, só resta o momento.
Me lembro de quando a essência era a inocência, agora ambição. A reflexão é minha ciência, meu tesouro é meu coração.
Pra que teoria da conspiração, se já temos o capitalismo explícito?
Pra tentar entender quem criou e como funciona o esquema de alienação em massa?
Conservadorismo?
A única coisa que deveríamos conservar é o idealismo.
Como se já não bastasse o conformismo do existencialismo.
Tiro a carta da manga. Ferida que o sangue se estanca, alavanca meu ser; viver é querer. Só sei o que eu fiz, melhor viver que ser juíz. O que é viver? Fui aprender pra saber como se faz. O que te interessa? Qual o teor da suas conversas? Sentido na vida é o que a mente imagina; liberei meu subconsciente - sou vivente, divergente, convergente, gente… só se dá valor a saúde quando se fica doente. Do que destrói a vida livrei minha mente. O sábio é contente até na frustração, angústia também é emoção. O que é emoção? O que move seu coração?
Conhecer o que você não é, veja tudo que você não é.
O que restar é o que sempre foi?
De atenção ao que você é, não de atenção ao que você parece ser.
O que pode existir sem você? Responda isso, e todas as outras perguntas estarão concluídas.
Ignorante é aquele que ignora o essencial. Conhecer o céu à terra e as coisas, mas não conhecer a si mesmo é a mais alta ignorância.
Não é o extraordinário que precisa de atenção e sim o comum, você é a própria ilusão e descontentamento.
Desperte desse transe alheio ao seu eu, ou, permaneça enterrado vivo.
