Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
Os prazeres de se depender de alguém empalidecem perto dos medos paralisantes que essa dependência envolve.
Tenho medo de respostas apressadas. Elas dizem sem dizer. É sábio experimentar o silêncio do ainda não dito antes de revesti-lo de palavras.
O Brasil inventou a categoria do OBVIOSCENO: aquilo que, justamente por ser óbvio, é proibido como obsceno.
O diabo complica esta vida para que você não tenha tempo de pensar na próxima. O remédio para isso é sempre resolver tudo da maneira mais rápida e cirúrgica, SEM MUITAS PALAVRAS. Se você pode dar um jeito num problema sem dizer nada, faça isso. Se puder usar uma só palavra, não diga duas. Guarde as palavras para a prece, o estudo e o amor.
Sabem o que também dá medo? Andar sozinha de noite na rua. Mas nós, mulheres, seguimos em frente. Peguem o medo pela mão e continuem vivendo.
Minha mãe dizia que eu era como a água. A água abre caminho mesmo através da rocha. E diante de algum obstáculo, ela encontra outro rumo.
“O homem que não domina as palavras é dominado por elas: vive num mundo de ilusões verbais, que toma por realidades. Quando consegue montar uma frase, imagina que provou um fato. A fala, em vez de ser uma janela para o mundo, substitui o mundo”.
Tanto no socialismo/comunismo/bolivarianismo, como no fascismo ou nazismo, a história nos mostra que sempre vai dar merda no final, ou você perde seus bens ou perde sua liberdade ou perde sua vida.
O traço mais inconfundível do idiota perfeito é que ele não quer saber se o que você diz é verdadeiro ou falso. Só quer saber a que partido você pertence. E se você não pertence a nenhum, ele inventa um.
Prefiro fugir. De corpo e alma. E se não puder levar meu corpo, pelo menos deixo minha alma escapar.
