Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
A estratégia do STF e amiguinhos é estrangular o povo até que ele não aguente mais e parta para a violência. Então as gloriosas Forças Armadas entrarão em cena para esmagar de vez a rebelião e criar, sobre o cadáver da vontade popular, o mais lindo Estado democrático de direito que já se viu desde os tempos de Mao Zedong.
Entre o erro e o acerto, construí meu ego. Ego de banana, foi bacana porque todos a minha volta sambavam alá brasileirinha. E eu inquieto, obsoleto, zombei da sorte, achei graça na trapaça, aliás, só pode ser trapaça se couber nos meus conceitos (quebrados e falidos). Bom, agora vou seguir minha vida, não pode descrever minha dor, exceto eu, consegui vislumbrar minha bela imagem no espelho e, cá entre nós, não gostei nada do que vi. Eu que sempre sonhava com moinhos de ventos e dragões, agora vejo a lua e a luz que ela reflete na rua. Fui deus, de mim mesmo, fui parasita de outrem, fui rebelde de hoje e espetáculo de ontem. Mas, e daí? A vida é minha, eu faço o que quero e não pago nada, se você tem um pedaço de mão eu lhe estendo a mão, se não fique a nau, uma hora, um dia, um mês, depois de 84 dias, talvez você encontre o peixe de ouro que tanto procura, afinal; o sol também se levanta no reino da Dinamarca.
Muitas vezes não conversar algum assunto não significa não querer resolver, mas buscar a melhor forma de comunicar no momento mais confortável.
Uma frase sem sentido utilizada para induzir alguém ao erro: “resultados diferentes exigem atitudes diferentes”.
Um soldado numa guerra sem munição no fuzil é equivalente uma mãe sem ter o que ensinar ao filho. Muitos denominam esta brilhante ideia de “educação domiciliar”.
