Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes

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O meu feitiço virou contra o feiticeiro, quis torná-la escrava do meu amor, mas o seu amor me escravizou primeiro.

Precisamos nos esforçar para entender o que vemos porque é muito difícil gostar daquilo que não entendemos.

Quando o vento apaga a chama da vela, a culpa não é do vento, mas de quem não fechou a janela.

Pobre do homem que só consegue ser bom quando acredita que tal postura lhe trará benefícios noutra vida. Tal homem não é bom, mas apenas um negociante.

A pior pobreza é a espiritual, pois não existe esmola para os pobres de espírito.

A fé move montanhas quando estamos dispostos a carregar muitos carrinhos de terra.

Os livros são antídotos para a ignorância, mas nem sempre o são para a estupidez.

O autoamor tem o poder de transformar o amor alheio em complemento da felicidade ao invés de condição para alguém ser feliz.

‘Nascer é esquecer, viver é absorver e morrer é lembrar’.

Lembre-se que Jesus perdoou o ladrão, mas não o removeu da cruz porque a justiça precede o perdão.

Não procuro comprovações para as minhas crenças; procuro-as para ter em que acreditar.

Melhor arrepender-se pela incredulidade do que pela crença em falsidades.

Ás vezes o coração congela por conta de tanto frío na barriga, tanto vento provoca tempestades na mente e no meio dessas nuvens não é possível enxergar, mas não permita chover em seus olhos se não for para que os raios de luz possam entrar.

Na nossa história, algumas páginas são pesadas como concreto. Algumas são escritas com sangue em vez de tinta; às vezes, enquanto estamos escrevendo alguém bate na nossa mão, pois escrevemos essa história com outras pessoas. A nossa história é longa, certamente não está no começo e não sabemos como nem quando ela acaba; não sabemos o que é vírgula e o que é ponto final. Continuamos um caminho que já nos precede, já que não começamos nossa história pelo primeiro capítulo. Nesse trajeto — muitas vezes caótico e sem direção — temos algumas pistas que nos fazem repensar. Nessa história, há muitos apócrifos, fragmentos e rascunhos aos quais provavelmente nunca teremos acesso.

Algumas pessoas sobrevivem mesmo que mortas; embora nem as tenhamos visto, e às vezes sequer tenham existido, algo resta: ideias, histórias, imaginários. Outras pessoas, mesmo que vivas, são para nós como se estivessem mortas, também há diversos contemporâneos aos quais são inexistentes para nós.

A morte não é o afogamento no rio da vida, mas é o mergulho que nos conduz à outra margem.

Escrever é pensar gritando sem fazer barulho.

As mulheres quando nos fazem sofrer por amor, ou nos tornam bêbados ou poetas, o que dá no mesmo.

Como escapar da Roda de Samsara? Faça uma bicicleta com a Roda e siga com ela para o Nirvana.

O sono é um modo indolor de treinar para morrer.