Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes

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Havia um livro de poesias
que me acompanhou na adolescência.


Por algum motivo,
o nome se perdeu no tempo,
mas o sentir ficou.


Sempre gostei de poesia,
embora quase nunca dissesse isso a ninguém.
Talvez vergonha,
talvez medo de me mostrar demais,
ou talvez o silêncio fosse
a forma mais segura de sentir.


No fundo,
eu amava como aquelas palavras
estavam escritas
naquele livro antigo de poesia,
e o modo como elas me faziam
existir por dentro.


Há um verso que nunca me deixou —
um desejo dito em voz baixa:
"queria estar onde as águas não faltam,
onde o amor não se acaba,
onde os afetos não têm prazo,
onde os amores são eternos."


Não sei quem disse,
mas sei o que isso fez em mim.
E talvez isso baste.

Não é o mandato que deve ter limite.
O que precisa ter limite é a ignorância.

O que é a vida senão um jogo?
Um jogo que segue como trilha o tempo...
Um jogo que tem como regra as decisões binárias de “Sim ou Não”...
Posso estar parecendo utópico, mas veja bem...
O propósito de um jogo é nos divertir, nos fazer bem... nos reunir
com amigos, etc... mas esse mesmo jogo pode ser frustrante, estressante
e cansativo...
E convenhamos, a vida não é assim?
A vida é uma mistura de um jogo com dados, trilha e estratégia.
É um jogo que não dá para pausar, nem voltar atrás fazendo um “point save”

E as semelhanças neste caso só tem nomes diferentes, dados é o acaso, as coincidências; A trilha é o tempo;
E a estratégia são os planos.

Só lembre que em todos os jogos, a principal função é divertir...Se sua vida não está sendo agradável, é melhor mudar de “estratégia”.

Pense...

Sistema

Não pense!
Não sorria!
Não viva!

Apenas trabalhe!

Não sonhe!
Não tome iniciativa!
Não veja!
Apenas obedeça!

Não conquiste!
Não sinta orgulho!
Não pare!
Apenas coma da minha mão.
O meu nome é sistema, sobrenome sociedade e capitalismo.

Paradoxo

Não saber se morro por ter perdido minha primeira chance ou
vivo por ter esperança de ter uma segunda chance.

Não saber se me alegro em querer te ver mais uma vez ou
entristeço por saber que será a última vez.

Não saber se aproveito os sonhos bons que tenho contigo ou
se deixo passar esta realidade que fica cinza sem você.

Por fim, mais um texto inacabado por ter uma vida a se viver.

Socorro!
Sou o meu inimigo...
O que eu desprezei por tanto tempo
eu me tornei.
Ou sempre fui e nunca notei...

Como poderia eu imaginar?
Sou igual a ele.
Faço o mesmo que ele.
Eu sou ele!

Uma dualidade de personalidade, que
na verdade é uma unidade... É o EU!

Nunca imaginei fazer o mal, ou o bem,
tudo era justificado pelos interesses,
a estratégia da vida, do jogo sociedade.

Como poderia imaginar que isso me consumiria?
Como imaginar que o mal é o bem? Ou o bem seria o mal?

Como poderia eu imaginar?
Sou igual a ele.
Faço o mesmo que ele.
Eu sou ele!

Uma dualidade de pensamentos, que
na verdade é uma unidade... A mente!

Socorro!
O inimigo sou eu.
O que sempre julguei,
eu me tornei.
Ou sempre fui e nunca notei...

Socorro!
Será que sou ouvido?
Ou estes pensamentos são o outro "eu"?

Triste decadência...Simples tristeza...

Não existem minorias...
Não existem diferenças...
Somos todos UM...
Somos todos humanos...
Somos uma única consciência
dividida em bilhões de mentes
e infinitos pensamentos...

O tempo a ilusão do universo.

As vezes os segundos parecem séculos,
As vezes as horas parecem segundos.

As vezes nosso sofrimento parece eterno.
As vezes nossa vida parece curta.

Cada dia parece demorar, mas cada semana
parece correr...porque os momentos bons
passam tão rápido?

Qual meu limite?


Diante do descontentamento, qual meu limite? Talvez — meus problemas — as coisas inexplicáveis não ditam uma prioridade em si; difícil reconhecer que muitos têm azar, dificuldades e angústias, mas fácil um convencimento de que os problemas meus são mais importantes do restante do mundo.
Diante da vergonha, qual meu limite? Qual seria a vergonha? Saber que posso mais e sempre com um porém, de ser fraco; serei fraco ao depositar minhas esperanças em palavras e contudo ironicamente possível elas “realizarem” algo em meu favor.
Diante da verdade, qual SERIA meu limite? Diante de toda verdade que repito, meu limite nunca chega? Talvez... seria eu ilimitado, arrogante ou maluco? Sou o que sou, fraco, arrogante, soberbo, inteligente, modesto, corajoso e covarde? não parece, mas acho que sim, sou limitadamente covarde, é o meu limite.


Escrito por: Renato Minair Júnior – em grande angústia e desgaste mental ao som das músicas de Scott Stapp

"A vida é absoluta, ela tem começo, meio e fim"
Carmem Rita Soethe

MAMÃE!
Quando pessoas que tanto amamos vão se embora, a vida se torna menos. E para dar continuidade, seguimos sangrando e deixando rastros de esperança de um dia podermos reencontrar. CLARIANO DA SILVA (2018)

Lembro d'um som
Lembro d'um sol
E lembro de nós
em algum lugar.

Aquela noite foi tão boa.
Nosso encontro não foi a toa.
Me encantei com os olhos esverdeados.
Combina com seu rosto, fico alucinado.

Quero o som
Quero o sol
Te quero pra sempre
em nosso lar.

O que você vê?
Diante dos seus olhos,
há um destino mais forte
do que dá pra prevê.


Ciente da semente que foi lançada.
Às vezes em alguma atitude, em outros momentos com a fala.
Sente que há algo maior, e ,
normalmente, subindo de escala.


O que se escuta?
Pode até ensurdecer.
Em maior parte, a prevenção depende mais de você.


Os labirintos inflamam
com todas as mentiras.
Não há felidade na dor
E a cicatriz não ameniza
o que causa a ferida.


A verdade pode até ser dura,
Mas é um escudo e
luz para caminhos à escura.


Ainda bem que temos Deus
Ainda bem que ainda tememos a Deus.


Sua misericórdia nos faz filhos Seus.
O Seu Amor prevalece, perdoa...
e jamais nos diz adeus.

Paródia: Naquela Mesa - Nelson Gonçalves.


Mesa Declinada


Naquela mesa ele nunca foi presente,
E esse amor ausente me bate sem dó.
Naquela mesa não houve vitórias,
E nunca demos glória pelo amor ao redor.


Naquela mesa faltou amor presente
E essa dor persistente vem logo de manhã.
E na minha lembrança só vem gatilho,
Por causa desse empecilho durmo no divã.


Sem saber que doesse tanto,
Tento conter os prantos que matam a mim.
Se eu contivesse essa ferida,
Essa dor da minha vida não seria o fim.


Esse ardor que mais ninguém cala
Embaraça minha fala quase que no fim.
E as memórias que eu tenho dele
Me deixam daquele jeito bem assim.


Esse ardor que mais ninguém cala
Embaraça minha fala quase que no fim.
E as memórias que eu tenho dele
Me deixam daquele jeito bem assim!!


Tsharllez Foucallt

APÊLO
...Deixe-me ser
O sol da existencia
Teu ceu prateado
As luzes e sombras
Dos dias dourados!...

...Deixe-me ser
A brisa da tarde
Em teu corpo de anjo
Ser tua metade
Teu mar,oceano!...

...Deixe-me ser
O minuto que passa
E toca teus pulsos e corre em teu sangue
No fim do crepusculo!...

Inserida por rafaelapoetisa

Pensar em você é lembrar
Daquele gostoso abraço apertado,
E torcer, para que um dia ele se torne
Em um logo beijo apaixonado,
Daqueles que só de imaginar
Nos deixam alucinado.

Inserida por JoseElisio

Esse seu sorrisinho no canto da boca...
Me faz ir dormir sorrindo de uma orelha na outra.

Inserida por JoseElisio

Já é madrugada
A chuva cai la fora
Sentado na varanda,
Não vejo passar a hora,
Só penso em uma coisa:
Quero você, aqui e agora!

Inserida por JoseElisio

E numa tarde fria, debaixo do cobertor,
Com você no meu pensamento
Imaginando aquele momento,
Em que talvez conheceria o meu amor!

Inserida por JoseElisio

Eu sinto tanto esse perfume
Mas infelizmente
Ele não está no ar,
Está apenas na mente.

Inserida por JoseElisio