Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes

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Não há paixão que abale tanto a sinceridade dos juízos como a cólera.

Quem ama o perigo, nele perece.

O tempo, que fortalece as amizades, enfraquece o amor.

O nosso bom, ou mau procedimento, é o nosso melhor amigo, ou pior inimigo.

Onde intervêm o favor e as doações abatem-se os obstáculos e desfazem-se as dificuldades.

O aborrecimento entrou no mundo pela mão da preguiça.

É preciso que um autor receba com igual modéstia os elogios e as críticas que se fazem às suas obras.

Abandonando nobremente quem nos deixa, colocamo-nos acima de quem perdemos.

O silêncio, ainda que mudo, é frequentes vezes tão venal como a palavra.

A autoridade não se consegue sem prestígio, nem o prestígio sem distanciamento.

Hoje, setenta por cento da humanidade ainda morre de fome... e trinta por cento faz dieta.

É uma perfeição absoluta, dir-se-ia divina, sabermos desfrutar lealmente do nosso ser.

É tal a falibilidade dos juízos humanos, que muitas vezes os caminhos por onde esperamos chegar à felicidade conduzem-nos à miséria e à desgraça.

O escravo apenas tem um senhor, o ambicioso tem tantos quantos lhe puderem ser úteis para vencer.

Nós apenas trabalhamos para encher a memória e deixamos o entendimento e a consciência vazios.

Parece, Meu Caro ..., que as cabeças dos homens mais notáveis minguam quando se reúnem, e que onde há mais sábios, há também menos sabedoria. Os grandes grupos, prendem-se tanto aos momentos e aos vãos costumes, que o essencial não vem senão depois.

Deve-se usar da liberdade, como do vinho, com moderação e sobriedade.

É falso que a igualdade seja uma lei da natureza. A natureza não faz nada igual; a sua lei soberana é a subordinação e a dependência.

Desejamos fazer toda a felicidade, ou, não sendo isso possível, toda a infelicidade daqueles a quem amamos.

Viver é o meu trabalho e a minha arte.