Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
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São sempre desatinadas as vinganças por ciúmes.
Não podemos deixar de ser difusos com os ignorantes, mas devemos ser concisos com os inteligentes.
Saber viver com os homens é uma arte de tanta dificuldade que muita gente morre sem a ter compreendido.
Há dois poderosos destruidores: o tempo e a adversidade.
Há algo tocante na associação de dois seres para suportar a vida.
O orgulho pode parecer algumas vezes nobre e respeitável, a vaidade é sempre vulgar e desprezível.
A fortuna troca às vezes os cálculos da natureza.
O Homem não tem porto, o tempo não tem margem; / ele corre e nós passamos!
Há opiniões que nascem e morrem como as folhas das árvores, outras, porém, que têm a duração dos mármores e do mundo.
Não há paixão que abale tanto a sinceridade dos juízos como a cólera.
É preciso rirmos antes de sermos felizes, sob pena de morrermos antes de ter rido.
Todos os homens são bestas; os príncipes são bestas que não estão atreladas.
O insignificante presume dar-se importância maldizendo de tudo e de todos.
Quem ama o perigo, nele perece.
Arrependemo-nos raramente de falar pouco, e muito frequentemente de falar demais: máxima usada e trivial, que todo o mundo sabe e que ninguém pratica.
Os ignorantes exageram sempre mais que os inteligentes.
Os males que não são percebidos são os mais perigosos.
A preguiça dificulta, a atividade tudo facilita.
Muita luz deslumbra a vista, muita ciência confunde o entendimento.
A luxúria é como a avareza: aumenta a sua própria sede com a aquisição de tesouros.