Soneto Amor Perdido
O amor finito cobra reciprocidade mas o amor infinito não cobra nada e vive forte generosamente entre o perdão.
Apesar dos pesares só temos uma boa chance de chegar mais perto da tão sonhada felicidade. Perdoar se, voltar a caminhar com amor mais atento e re começar tudo de novo mas conjugando todos os verbos da vida, na primeira pessoa.
A verdadeira felicidade exige a tríplice aliança do amor. Amar a vida, amar o próximo e amar a nos mesmos.
O ser humano embrutecido e sem fé desapercebe do poder do amor, da oração e da transformação. Igual a como a pálida lagarta presa em seu triste casulo desapercebesse, quem em pouco tempo, crescerá as asas multicoloridas lindas e ganhará os céus em vôo livre na mais pura liberdade.
Em um tempo de tantas perdas, tantos famintos de comida, carinhos e de justiça, outros abandonados e desviados a própria sorte, tantos órfãos de espirito e atenção, a Maçonaria festiva de novos poderosos dentro dela mesma com sorrisos largos não faz parte de minha realidade. Resisto e me rejubilo diante as poucas ações de beneficência e benemerência do amor fraterno mais puro a cada irmão iniciado ou profano. No perpetuo sonho na construção de um mundo melhor.
Semeio amigos verdadeiros pela vida todos os dias e os inimigos, perdôo e rogo a Deus que sejam muito felizes mas bem distantes de mim.
O principio do perdão inicia em si mesmo. Ninguém perdoa o outro, perdoa se a si próprio e todo o mal e as conseqüências que deixamos macular com dor e sofrimento nossa breve existência.
A maior gloria dos vencedores é sempre respeitar e não retaliar o oponente perdedor. Distante disto não há vencedor e todos os lados, muito perdem.
Tenho tanto medo de perder o tanto que já perdi nesta dimensão, que a solidão, as orações suprimidas secretas e o amor pleno pela imensidão e a multidão, me fortalecem.
A falta do sincero perdão a toda injustiça no espirito, cativa a vida plena em liberdade, atormenta e gera pouco a pouco dores, sofrimentos, imperfeições e disfunções crônicas, incuráveis no corpo físico, onde habita a imperfeita alma.
Perdoar sempre é tornar se melhor, aperfeiçoar se e aparar as arestas dos desgastes da pedra bruta, todos os dias.
O espirito de um colorista segue com amor o bailar de um pequeno beija-flor, indo de lugar a lugar, em todos os momentos da vida, levando cores. Por mais que em nossa inquieta trajetória, muitas vezes entre medos, dores e perdas, acinzentem nossa estada, é com as cores vivas e fortes, que reinventamos nosso paraíso de ir além, bem. Coloridamente bem. A arte de colorir está impregnada, naturalmente na alma da gente.
Sabe quando você tem tudo e pode ter tudo, mas tem pouco tempo de vida? Perder-se o sentir, ganha-se a cobiça e a constante insatisfação.
Caloroso romantismo de uma noite de verão, que faz a tristeza perder o seu brilho com o fulgor da paixão existente no teu íntimo, no calor do teu coração amável, o encanto da tua airosidade farta, um esplendor genuíno de sentimentos avivados, rica como as páginas de um bom livro, fascinante que nem os traços de um lindo quadro, a complexidade de um poder divino, amor de uma viva arte.
Ame o próximo, demonstre empatia, ajude se for possível, peça desculpas, até mesmo perdão, ajuda, agradeça quando necessário, porém, não permaneça onde não se sente bem vindo, não consegue ficar à vontade, já que ser apenas suportado não é suficiente, logo, não espere tanto dos outros, não se prenda a uma obrigação falsa, pare esta busca inalcançável, abandone a angústia do querer agradar a todos por ser este uma triste ilusão inevitável, capaz de trazer um grande desconforto, o dissabor da decepção, danos à mente, frieza ao coração, a razão não será sempre desfrutada, seja para não se perder a paz ou por não merecê-la, considerando que o tempo não se refaz, a vida é passageira entre forças e acertos, erros e fraquezas.
Os versos jamais se perderão, Eles ficarão para sempre no seu coração, Além do porvir da divina flutuação,Versos acesos por uma grande paixão.
