Somos Passaros de uma Asamario Quintana
FELICIDADE GENUÍNA
Somos produtos de erros. Resultamo-nos de inúmeros fatores elaboradamente desconexos. A vida na Terra é uma grande tragédia. Nossa existência não tem sentido, temos de dar significado a ela; mas esse significado é subjetivo, cabe a cada um escolher o seu. Não devemos importar significações externas ao nosso ser. Plantar sentidos genuínos ao nosso diário existencial é fundamental para não sermos abraçados pelas mentiras que nos rodeiam.
Felicidade não se procura e não se almeja, se inventa. É na boa vontade que podemos criá-la.
A melhor proposta para inventarmos a felicidade é a autolimpeza, a admissão a nossa natureza, sem usarmos máscaras; ela consiste em botarmos um ponto final em nossos falsos medos. A proposta é a escolha, e não o caminho preestabelecido.
A raça humana é em suma a mais vazia. Pelo fato de não termos um ideal de vida biológico, de sobrevivência, como o dos demais seres. Nossa existência consiste, além da sobrevivência - obviamente -, na busca da felicidade. Não conseguimos ser felizes com tudo, precisamos sempre de mais e de mais coisas a nos preencher, para não cairmos no vazio oposto ao vazio de nossas vidas quando sadias.
Somos todos desgraçados, porque, por mais felizes que possamos estar, somos filhos e irmãos de grandes desgraças. Se não nos ajudarmos sempre criaremos frutos ainda mais podres ao nosso redor.
Fingir acreditar em pessoas e coisas é pior do que não crer em nada. Botemos um freio em nosso lado sentimental e guiemos o nosso lado racional. Temos de descobrir nas mais simples artes as verdades que sustentem-nos ante as árduas mentiras que nos cercam.
Ter felicidade no infortúnio é, de fato, fazer do limão uma limonada, com o açúcar e a água buscados nas raízes de nossa sabedoria.
Nosso interior não nos mente, ele é o subterfúgio de nossos fracassos. É preferível que o desespero nos dê grandes verdades, que nos purifiquem, a grandes mentiras, que nos desonrem.
Vivemos numa selva pedras,
Somos heróis a cada momento que chegamos vivos em casa,
Envolta de tiros perdidos, heróis,
Sobrevivemos dia apos a cada batalha de um dia de trabalho,
Balas determinam cada destino, como dia que vivemos
Diante da morte que nos espera, num caminho de gloria
A vida termina e ninguém se importa,
Mais machete para olhares atentos,ao tentar salvar alguém
Num jogo sem perdão, sorrir e fechar os olhos,
Mais um herói que morreu num país de leis brandas,
Os maiores culpados estão no poder,
Cretinos que vem as lagrimas nada fazem...
Somente os pesares do sangue derramado sobre a bandeira.
A morte nos abala porque somos emotivos... Mas a vida é efêmera... e há nela algo bem maior que nossos laços afetivos... Conceber isso é difícil, mas há que ser considerado com maturidade, e a profundidade necessária.
Bonito mesmo é...
...quando quem amamos além de nós mesmos
Nos permite ser quem somos
...quando a sintonia de um bom dialogo se encontra
chegando ao final com um abraço terno..
Sú Dutra
SOMOS A EXCEÇÃO (M)
Quanta inveja nos rodeia
Gente com dor de cotovelo
Que coisa feia!
Só a gente sabe o que passou
Procurando ser feliz
Procurando até encontrar amor
Nossas diferenças nada importa
Eu te vi pelo amor e pela alma
Estou feliz contigo. Já fechei a porta
Se os opostos se atrai
Somos a exceção
Somos iguais
Que sorte tenho eu contigo
Tudo valendo a pena
Ser seu melhor amigo
Só precisamos curar a dor
Só precisamos de nós mesmos
Só precisamos de amor
Um amor de poeta
Somos como poesia
palavras distintas
se encontrando num parágrafo qualquer
formando uma harmonia de sentidos
uma coesão de sentimentos
dando coerência ao amor
Alguns de nós somos uns saudosos incorrigíveis, mas fato é que, comparando as épocas, podemos constatar um desprogresso assustador que está desqualificando muita coisa de valor.
Nós somos um amontoado dos nossos danos. Nossos olhos cor de terra fazem fronteira. Meu outono não combina com a sua primavera. Um cai e o outro se regenera. Um chora e o outro ri.
Nossos defeitos superam as nossas qualidades. Nossos sonhos não estão mais guardados na mesma caixa. Há sempre um conflito, você é a razão. Eu sempre perco a guerra. A emoção é a minha trincheira.
Músicas declamam as histórias que jamais contaremos a alguém. Vamos odiar e, por fim, esquecer. Talvez sentir inveja por elas durarem mais do que o nosso encontro. Um abismo de palavras não ditas nos consome. Pois não há antídoto para o silêncio. Ele é a resposta para as perguntas cujo resultado já sabemos. É território neutro. O meio termo. E sempre odiamos meio termo.
Nós somos o que ninguém viu. Os cacos do que ninguém sentiu. Há história por trás do desvio do olhar. Há contratempo nos assuntos que morreram em alguma desistência nossa. Há estranheza nas letras de canções familiares.
Eu já usei aquela sua camisa azul e você já reclamou do meu vizinho que fala alto. Há vida por trás das situações que enterramos; das peles que assinamos. Pois o silêncio também narra romances ruins.
O clímax não interessa mais quando o fim chega. Os motivos para ir embora sobrepõem o oposto. O mundo ficou pequeno para as nossas birras. O nosso enredo não atrai. Nos entediamos na mesma frequência.
Nossos nomes não estão no título de uma música do Legião Urbana. Você não estava perdido e não se agarrou a mim. Não tivemos o nosso próprio tempo, pois todo o tempo do mundo já estava cronometrado. Palavras são erros e os erros, bem, são meus.
"Muitos dizem 'o inferno são os outros', mas está muito para o contrário, o inferno somos nós mesmos, pois o fazemos na nossa própria consciência, mentalizando positivamente ou negativamente as coisas, assim vendo só as coisas ruins ou somente as boas, sem um equilíbrio, pois não à paz sem equilíbrio..."
Essas Coisas só acontecem com a gente Quando já somos Adultos...
Voltando do Futsal parei pra comprar um Algodão Doce.
O homem me deu quinze de Brinde!
Sim, QUINZE!
-Já passa de meia-noite. Não os venderei mesmo e se guardar para amanhã, estraga. Leve. Faça a Festa!
Depois que levei os Quinze, ou melhor, os dezesseis algodões doce (contando com o que paguei de fato) tanta coisa passou pela minha cabeça:
"Por que essa felicidade açucarada não aconteceu naquela época em que eu juntava um monte de moedas de 5 e 1 centavo-Sim, nesse tempo ainda tinha) enchia a mão e dizia: 'me veja TUDO isso em algodão' ''?
Talvez naquela época eu precisasse apenas de um por vez. Ser feliz era tão simples!
À medida que o azul, o meu predileto, dissolvia na minha boca, tantas ideias fluíram:
Pendurar os 15 restantes no teto e fingir que era um céu nublado. Não aquele nublado castanho que anuncia chuva. Aquele Nublado de final de tarde, Coloré Lingüé
ou
Plantá-los pra que desse várias árvores de algodões e adoçasse a vida de mais gente;
O fato é, o mix de emoções foi tão grande ao receber aquele brinde que nem quero mais saber como é que aqueles são cheios de ar as embalagens dos coloridinhos, se é antes ou depois do homem do algodão doce ter escovado os dentes-aliás, que dentes? Percebi apenas um sorriso ali.
ou
Quanto calórico é aquilo.
Deixa pra lá!
Isso é coisa de adulto Amargo e que não come algodão Doce.
Somos apenas intermediário de Jesus aqui na terra. Quem faz a boa obra é o Senhor. Tem pessoas se intitulando Salvador e esquece que toda honra toda glória e todo poder é dado ao Senhor Jesus.
Muito das vezes o que mas vemos nos outros é o que mais somos, se olharmos o próximo com olhos bom a bíblia fala que todo corpo terá luz_ Matheus 6:22_. Amor gera compreensão, paciência, luz, tudo Crê tudo suporta não é invejoso enfim faz o bem sem olhar a quem! Que o senhor possa tocar com amor cada um de nós nas perseguições e lutas da vida.
Nós só somos o que somos hoje por consequências de atitudes do passado. E tudo sempre se resumirá a isto; somos uma roda gigante construída de falhas.
