Somos Ligados pelas nossas Alma

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Agora somos um, por ter-mos tantas coisas em comum: Como a chuva e a vidraça, corda e nó que não desata, barco que segue a luz do farol. Como a lenha e a fogueira, a criança e a brincadeira, jogador e futebol. Sem você eu não sou nada. Sou a rua sem calçada, sou a lua, sem a luz do sol...!

O cérebro se prende ao que ameaça; o que acalma passa despercebido.


Somos moldados para notar o perigo antes da beleza.


Nossa espécie se adaptou para temer, não para admirar.

Como podemos pedir piedade a Deus, se somos tão impiedosos com nossos irmãos!

Nós somos casas muito grandes, muito compridas. É como se morássemos apenas num quarto ou dois. Às vezes, por medo ou cegueira, não abrimos as nossas portas.

A Ditadura do Vencimento


Não se engane, caro leitor. Não somos mais Homo sapiens. Somos, essencialmente, Homo Boléticus. Nossa vida não é medida em anos de felicidade ou de sabedoria adquirida; é contada na dolorosa sucessão de datas de vencimento.
O boleto não é apenas um pedaço de papel (ou, mais modernamente, um QR Code azul). Ele é o nosso antagonista existencial, a prova incontestável de que, no grande teatro da vida moderna, nosso papel é o de um mero alimentador de um dragão invisível chamado Sistema.
O ciclo começa sempre com a doce, breve ilusão. É o dia 5, ou 10, e a conta bancária está sorrindo para você. Por um breve, glorioso momento, você se sente um magnata, flertando com a ideia de comprar algo desnecessário. Mas o magnata dura pouco.
Mal o dinheiro assenta, e lá vem ele, o Mensageiro da Ruína, a notificação silenciosa no celular: Seu boleto da fatura X está disponível. É o chamado do dever. O dinheiro chegou com hora marcada e, antes que a endorfina do salário baixe, ele já tem donos mais urgentes que a sua alegria.
A pior parte é o Boleto Fantasma. Aquele que você não esperava, que se materializa na sua caixa de entrada, geralmente vindo de um serviço que você contratou em 2017 e jurava ter cancelado. Ele surge como um fantasma vingativo, exigindo não apenas dinheiro, mas também a humilhação de ter que ligar para o atendimento ao cliente.
E quando finalmente chega o Dia D (Dia de Desembolsar), a cena se repete: você entra no aplicativo do banco e executa o balé da quitação. É um ritual de sacrifício. A cada confirmação, um pedacinho da sua alma — ou, pelo menos, do seu churrasco de domingo — se esvai. Você paga o aluguel, o plano de saúde, o streaming que você não assiste e, finalmente, a conta de luz, que sempre parece estar cobrando o custo da sua culpa por ter deixado o carregador na tomada.
O ápice cômico-trágico é quando, após pagar rigorosamente todas as contas, você olha para o extrato e percebe: você trocou todo o seu trabalho mensal pela permissão de continuar trabalhando no próximo mês. A vida moderna não é sobre acumular riqueza; é sobre zerar dívidas para que novas dívidas possam surgir.
O boleto é a única prova de que você existe e consome, e isso, de alguma forma, nos conforta. É a nossa âncora na realidade.
No fim, a gente se deita, suspira aliviado por ter vencido o mês, e mal a cabeça toca o travesseiro, o cérebro sussurra: Só mais 30 dias... E o IPTU, você já viu?
A vida é isso: a arte de sobreviver entre um vencimento e outro. E a única certeza que temos é que, enquanto houver vida, haverá boletos. É a nossa maldição e nossa métrica.

Enquanto ignoramos quem somos, reinamos.
Quando descobrimos, caímos.
Mas só caindo… nos tornamos reais.

Somos feitos de tudo: do que quebra, do que sustenta, do que molha e do que escorre. Andamos no tempo. Quem envia e quem recebe. Tudo que soltamos ao vento retorna. Somos a imagem do espelho e o que existe depois dela. Chegada e partida. O inteiro e o vazio. Fazemos planos, sonhamos, plantamos ideias. Puros no começo, vivendo num mundo cheio de regras. Podemos ser doces ou amargos – no momento certo.


Às vezes assustamos, às vezes abraçamos. Nos encontrar por dentro é o segredo. Se olhar com calma é a estrada. Enxergar longe é o que falta. Cuidar do outro e saber que ele sente como a gente é o que importa. Ninguém está acima. No final, viramos pó. Nem sempre firmes. Nem sempre limpos.


O que vale é buscar, se olhar por dentro e sentir que a Vida é um presente.

⁠Se não somos íntimos das Escrituras, jamais seremos intensos com Deus.

⁠A Graça é como um oceano. Nós somos os peixes. O peixe não tem o oceano. O oceano, no entanto, tem o peixe. Portanto, minha segurança é porque creio que vivo num oceano onde tudo é Graça.

Somos o ventre do mundo

Hoje nos lembramos do quanto somos capazes. Hoje lembramos das vozes que foram silenciadas ao longo da história, muitas vezes de forma cruel. E, ainda assim, resistimos. Resistimos porque a força que habita em nós é natural, ancestral, intrínseca ao próprio ato de gerar. Somos o ventre do mundo.

Não aceitaremos mais que barreiras impostas pela desigualdade determinem nosso valor. Não aceitaremos que aqueles que, consumidos por seu complexo de inferioridade, tentam nos dominar ou nos diminuir, continuem impunemente.

A violência contra nós nasce do medo, da incapacidade de reconhecer nosso poder. Mas essa incapacidade não nos define.

Ninguém nos tira o direito de escolher nossos caminhos, de traçar nossas rotas e de chegar aonde decidirmos.

O nosso dia é todo dia. E que a força do nosso ventre continue a gerar coragem, determinação e resistência para conquistarmos aquilo que quisermos.

Nós ocupamos o mundo que é nosso por direito. E seguiremos ocupando, resistindo, criando e transformando.
08 de março, Dia da Mulher.

"Somos capazes de plantarmos a bondade ou a maldade ao longo da vida...Mas a vida nos ensina que, em algum momento, aquilo que é plantado é colhido, seja bom ou ruim."

O que somos vem da nossa natureza, e ela sempre fala mais alto. Para onde quer que vamos, sempre encontramos aquilo que de fato somos.

Voz de Mulher


Somos muitas.
E mesmo quando tentam nos calar,
nossa voz aprende a nascer de novo. Somos as que caíram e também as que levantam outras mulheres do chão.
Somos cicatriz, mas também cura.
Num mundo que ainda insiste em nos ferir com o machismo, com o racismo, com o silêncio que tenta nos apagar, nós respondemos com existência.
Porque cada mulher viva é um ato de resistência.
Somos corpo, memória e luta.


Somos grito contra o feminicídio, contra a violência, contra todo medo que quiser nos prender.
Mas somos também poesia, ternura, inteligência, ancestralidade e futuro.
Quando uma mulher levanta a voz, outras mil encontram coragem.
Esse assunto é longo e com camadas, só queria expressar um pouco meus pensamentos soltos.
E assim seguimos de mãos dadas, de pé e vivas.
Porque ser mulher não é apenas existir.
É resistir, florescer e transformar o mundo.

Somos todos iguais, somos todos vida;
Somos todos diferentes, diferentes vidas.

Somos sonhos inconstantes dentro de corpos constantes

A construção do "eu" é, portanto, uma eterna negociação entre o que somos e o que o inconsciente nos impulsiona a ser.

"Durante o tempo em que servimos, somos necessários.
Quando deixamos de servir, para alguns deixamos de existir"

⁠Somos no presente a construção do nosso passado.

Se não somos reconhecidos quando andamos pela rua, sorte a nossa.

Charles Bukowski
Sobre a escrita. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2023.

​O pertencimento não é o que o mapa delimita, mas o que a raiz alcança; somos feitos da poeira da estrada e do verde da erva-mate nativa.