Somos Ligados pelas nossas Alma
Em nossas vidas passam-se coisas muito boas e, passam-se coisas que não são tão boas, mas temos que admitir que ,tanto uma como a outra nos faz sentirmos vivos... E dão-nos a oportunidades de irmos à procura da felicidade, da nossa felicidade....
A Portugal devemos tudo: o nosso sangue, a nossa história, a origem das nossas instituições livres, o espaço amplo que habitamos.
Quando percebemos que a escuridão avança sobre nossas vidas, significa o abatimento de quem tem olhado muito para baixo buscando viver à sombra do desespero.
Nos falta a percepção de que devemos buscar olhar para o alto: É no alto que encontramos a luz que nos ilumina e o Deus que por tantas vezes clamamos.
Lembre-se: Um único gesto nosso pode mudar toda a nossa história.
Nada ensina melhor do que a própria vida e nada passa mais sabedoria do que nossas experiências vividas.
O custo é às vezes muito alto e doloroso, mas nos tornamos pessoas mais capacitadas a suportar dissabores e decepções.
Só não confunda maturidade emocional com frieza, pois enquanto uma te dá estabilidade para viver novas experiências e novos amores, a outra te faz morrer em vida.
Aprenda a diferenciar uma da outra e torne-se sua melhor versão.
O nosso coração é o motivo de sermos reféns do amor,
Ele modifica nossa forma de pensar, tira nossas certezas absolutas e enche de dúvidas aprimoradas por medos e aflições,
Se recebe amor, se torna um gerador potente, capaz de irradiar felicidade por quilômetros,
Se recebe desprezo, se torna uma bomba atômica aprimorada com todas as crises e guerras perdidas no decorrer da nossa vida que por algum motivo, são todas relembradas e adicionadas como um forma mórbida de aumentar o poder de destruição interna.
Uma vez ativada, esta bomba nos mata em vida.
O que um dia foi amor, se transforma em frieza e isso nos torna seres cruéis, odiosos e descrentes.
O amor salva.
A falta dele destrói.
Por experiência própria, posso afirmar: tudo nas nossas vidas para ter um grande significado na maioria das vezes deve ser um pouquinho estranho. Porque seguindo no caminho daquilo que se costuma chamar de — normalidade —, não se aprende nada intenso e interessante.
Emily e as Garatujas
Sucedeu quando sedemos,
Por sermos rejeitados,
Recusamos nossas dádivas,
Embarcamos nas tolices,
De sujeitos imbecis,
Rumo ao meio termo prosaico.
Emily, nunca fomos
Metades de algo menor.
Somos inteiros
Compondo um bem maior.
Abandone a segurança
Da margem medial,
Garatujas tortuosas
Percorrendo a transversal.
Abrace o que enriquece,
Traga glórias para si,
Exalte tuas conquistas,
Conquiste com benevolência,
Revigore tuas virtudes,
Praticando-as com fervor,
Recorde-se das máximas,
Dite a vida com primor.
As convicções existem
Para serem redefinidas,
Considerações consistem
Em serem desconstruídas.
Emily, nunca fomos
Metades de algo menor.
Somos inteiros
Compondo um bem maior.
Abandone a segurança
Da margem medial,
Garatujas tortuosas
Percorrendo a transversal.
Sucedeu quando sedemos,
Por sermos rejeitados,
Recusamos nossas dádivas,
Embarcamos nas tolices,
De sujeitos imbecis,
Rumo ao meio termo prosaico.
Pueril, tolo, estúpido. Nenhum evento está oculto. O que é, é. Enraizado em nossas características essenciais está o egoísmo.
Nossos beijos cênicos,
E dissimulados,
Imorais e éticos,
Beijos Roubados,
Multiplicam nossas divisões.
Arranjamos amplos limites,
Tumultuamos nossas autonomias,
Desperdiçamos assuntos pertinentes,
Insensíveis as anestesias.
Recordo-me com requintes,
De desprazeres absolutos,
Das ceias natalinas
Que não passamos juntos.
De: Mim / Para: Ti
Arranjamos amplos limites,
Tumultuamos nossas autonomias,
Desperdiçamos assuntos pertinentes,
Insensíveis as anestesias.
Recordo-me com requintes,
De desprazeres absolutos,
Das ceias natalinas
Que não passamos juntos.
Das franjas esvoaçantes,
Do ranger do bebedor,
Das transpirações dançantes,
Do calor do cobertor.
Dos poros que te aspiram,
Da mutação das enzimas,
Destes termos que desconheço,
Dos alucinógenos e das morfinas.
Não me interessam as pesquisas,
Nem os avanços da medicina,
Se os astronautas vão a Marte,
Ou se a Arte sincera ensina.
Me atenho ao rito da salvação,
Glória a ti, diva da devoção !
Das agitações desgastantes,
Do furor ao nosso redor,
Das pausas gritantes,
Do adocicado licor.
Do evangelho que lhe teci,
Do inesgotável, daqui e dali,
Das letras tolas que lhe ofereci,
De: Mim / Para: Ti
