Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Quando chove e a chuva transforma em lama a poeira das ruas, o cheiro da terra molhada me traz a impressão de que estou revisitando lugares onde já estive em outros tempos e em outras ocasiões. A chuva que borrifa o chão e que tem o poder de revelar as lembranças de ontem me provoca uma sensação real de que eu já vivi dias melhores.
E por assim amar tanto a chuva que, quando chega, chega como um presente, nestes dias de sequidão e fumaça me recinto do som da garoa batendo no telhado e embaçando a vidraça da janela por onde eu vejo e espero esse tempo seco passar. Quando chover de novo eu quero estar desvestido a caráter e me envolver neste espetáculo como um personagem atuante da cena e não como mero espectador.
É tempo de estiagem no cerrado. É tempo de fogo, frio e calor ao mesmo tempo no planalto central. É tempo de nariz sangrando, de ar rarefeito, de casa empoeirada, de tosse, pigarro e de garganta seca ao Deus dará. É tempo de fuligens de queimada flutuando na brisa fraca como se fossem bruxinhas negras a pousar quase que propositalmente nas poucas superfícies brancas que ainda temos para olhar.
Chove chuva! Chove sem parar. Chove e lava a minha alma repleta de tanta vontade de ver este céu desabando. Caia como gotas prata e faça brilhar a pouca folhagem que ainda vigora. Chove, porque de tanta secura o cerrado padece e por sua falta chora.
Sendo assim, só me resta esperar que em breve o céu se feche, escureça e a chuva se derrame em minhas mãos como uma bênção. Quero provar o sabor das nuvens novamente. Desde agora já estou pronto para ser engolido por qualquer temporal que venha sem aviso. Se a vida é como uma chuva que cai intensamente e logo passa, viver é quando a gente se lança no meio da tempestade e se deixa molhar sem medo.
Quando se tem princípios não importa a situação você sempre será o mesmo. Mas, na ausência deles o que predomina é a inconstância.
Quando pequena sonhava ser princesa e viver em um mundo cor-de-rosa, hoje em dia sou uma mulher que sonha sobreviver em um mundo caótico.
Quando estou dormindo , eu sonho !
quando estou acordado , eu vivo !
pena que não dá pra dormir e acordar ao mesmo tempo ...
assim eu poderia sonhar e viver !
Sinto
Sou sincera com o que sinto,
e não digo o que sinto à todo momento,
Mas quando sinto, sinto.
E não escondo o que sinto.
Quando uma pessoa que está amando alguém encontra-se sozinha, é inevitável que ela pense na pessoa amada, vendo isso a Saudade vem com tamanha força que não tem explicação. Porém, quando as duas pessoas se encontram, o Amor vem e triunfa como nenhum outro sentimento. O Amor é soberano!
Dois sentimentos não podem ocupar o mesmo Coração. Quando o Amor esta por perto as Saudades se esconde, quando o Amor se vai, ela entra em ação.
Quando você começa a sentir uma saudade infinita e que só se acaba quando certa pessoa esta ao seu lado, pode ter certeza isso é Amor.
E amanhã, quando já não estiver
para ser
para ver
para crescer...
eu queria que ficasse meu sorriso,
o perfume do meu riso,
a lembrança de um olhar...
Eu queria ser desenho...
um rabisco colorido
num cantinho não esquecido
aquecido
protegido
revivido
cada vez que me pensar...
Eu não quero ser tristeza...
eu não gosto de saudade...
eu não quero mais sofrer...
Eu não quero sua tristeza...
eu não quero sua saudade...
eu não quero seu sofrer...
Eu só quero que a alegria
reconstrua minha forma
quando eu já não estiver...
Para então permanecer
me esconder
renascer
reverdecer
numa sombra iluminada
numa luz mal-desenhada
dentro de seu coração
O que a gente devia fazer com a dor?
Quando o coração vira areia,
Quando o coração vira pó,
De tanto ser machucado,
De tantas vezes que se quebrou...
Quando a alma está cheia de espinhos
E não há espaço pra nenhuma flor...
Quando a alma tem tantas feridas
Que nada consegue refrear a dor...
Para onde a gente devia lançar a dor?
Quando o medo endurece o gesto
Quando o gelo paralisa o coração
Quando as palavras apodrecem
E não há espaço para o perdão...
Quando o corpo se desfaz no tempo
E o sofrimento clama dentro de nós
Quando a impotência nos lança
No abismo do que já não foi...
O que a gente devia fazer com a dor?
O que a dor devia fazer com nós?
O que a dor?
