Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve

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O sucesso floresce nas mãos das pessoas, quando cultivado por bons líderes.

O crescimento espiritual raramente acontece na comodidade. Quando Deus nos convida a expandir nossas fronteiras, Ele permite que nossas estruturas atuais sejam abaladas para que não fiquemos estagnados. Se hoje você sente o peso do desconforto, receba isso com paz — pode ser a graça divina sussurrando ao seu coração que é tempo de avançar para um novo propósito.

Quando Deus promove a maturidade espiritual, Ele não apenas preserva a nossa estrutura; Ele transforma o nosso status quo. O desconforto providencial não indica que a graça se encerrou, mas que ela está nos impulsionando para um novo tempo.

“a vontade do homem tem seu lugar próprio na questão da salvação [...]. Quando um homem recebe a Graça Divina de Cristo, ele não a recebe contra a sua vontade [...]. Nem mais uma vez, note bem, é a vontade tirada. Deus não vem e converte um agente livre inteligente em uma máquina”.


C. H. Spurgeon, "God's Will and Man’s Will", n. 442 (Newington: Metropolitan Tabernacle; 30 de março de 1862)

“A paz não acontece quando tudo se resolve,
mas quando nada mais precisa ser resolvido.”

Quando aceito o imprevisível,
a vida deixa de ser controle
e se torna presença.

Pensar que ainda nada penso é o que mais penso todos os dias, quando escrevo sobre o que penso.

Num país, a cultura multiplica-se ao somar-se. A cultura divide quando se impõe, mas multiplica-se quando se soma.

Diminuir-se diante do abismo é um erro. O tamanho de África só se descobre quando ela pensa a uma só voz.

Quando eu olho para a zungueira, vejo apenas a mercadoria que ela zunga ou a vida que ela sustenta?

O Tatu Comedor de Defuntos

Eu tinha uns doze anos quando fui morar com minha irmã e meu cunhado em uma fazenda no Mato Grosso do Sul.

Era uma fazenda enorme de criação de gado. Tinha uma sede bonita, daquelas que impressionam qualquer menino do interior, mas não havia energia elétrica. Quando a noite chegava, a escuridão tomava conta de tudo.

Meu cunhado vivia aprontando comigo. Como sabia que eu tinha medo de fantasmas, inventava uma história diferente a cada noite.

Na fazenda havia um cemitério muito antigo. Segundo ele, era da época da Guerra do Paraguai. Sempre que passávamos por perto, surgia uma nova história de assombração.

Apesar disso, eu preferia ficar perto dele do que da minha irmã. Onde ele estava, eu estava por perto.

Numa noite, resolveu sair para caçar nas proximidades do velho cemitério. Antes de sairmos, contou mais uma de suas histórias.

Disse que naquele cemitério vivia um tatu gigante que havia comido todos os defuntos enterrados ali. Depois de se acostumar com carne humana, passou a procurar gente viva.

— Deu moleza, o tatuzão traça mesmo! — garantiu ele.

Mesmo assustado, escolhi acompanhá-lo. Entre ficar sozinho na sede e sair para caçar, achei que a segunda opção era menos perigosa.

No caminho passamos perto do cemitério. Era possível ver os túmulos no escuro. Dali até o local da caça, rezei todas as orações que conhecia e inventei mais algumas. Proteção nunca é demais.

Chegamos a uma árvore onde ele havia construído um girau, uma espécie de plataforma entre os galhos. Subimos e ficamos esperando algum bicho aparecer.

As horas foram passando. Encostei-me num galho e acabei pegando no sono.

Foi então que aconteceu.

Comecei a ouvir uma voz estranha me chamando. Como ainda estava meio dormindo, parecia vir de muito longe.

Era uma voz chorosa, vindo da direção do cemitério.

Assustado e confuso, procurei meu cunhado ao meu lado.

Nada.

Ele havia desaparecido.

A voz chamou meu nome outra vez. Dessa vez veio acompanhada de grunhidos estranhos, parecidos com os de um animal.

Na mesma hora tive certeza:

Era o tatu comedor de gente.

Como desci daquela árvore eu não sei explicar. Só sei que, em questão de segundos, eu estava dentro do jipe. O veículo havia ficado estacionado bem distante por causa do cheiro da gasolina, que poderia espantar a caça.

Até hoje desconfio que naquela noite eu voei.

Mas o pior ainda estava por vir.

De repente ouvi novamente o grito.

Agora bem ao meu lado.

Quase morri de susto.

Era meu cunhado.

Ele ria tanto que mal conseguia falar.

Na volta para a sede da fazenda, ainda havia várias porteiras de arame pelo caminho. Em cada uma delas eu precisava descer para abrir e fechar a passagem.

E toda vez acontecia a mesma coisa.

Ele me deixava para trás no escuro e saía gritando:

— Corre, que o tatu está vindo!

Eu nunca vi o tal tatu.

Mas tenho certeza de que naquela noite ele correu atrás de mim mais do que qualquer bicho daquela fazenda.

Quando o cidadão engana o Estado, isso é considerado crime. Quando o Estado engana o cidadão, isso é chamado de política. Eis a curiosa moral dos poderes constituídos: o que é delito quando praticado pelo indivíduo torna-se virtude estratégica quando praticado por quem detém o poder.

Quando nasci, minha mãe disse que pensou que eu fosse um menino. Meu pai reclamava de ter fêmeas em casa. Passei a vida tentando provar que eu não fui um erro.

Quando não houver mais nada a dizer, eu ofereço o meu doce silêncio.

A religião é uma forma de procurar a Deus, quando ele nunca saiu daqui.

Eu sou vontade. A vontade é quando o que desejamos se junta com o que devemos.

Livre
Quando eu estou desgostoso do mundo dos mortais, me refugio no meu mundo de abstrações e formas puras. Aí fico flutuando entre as nuvens e os outros anjos, esquentando as asas na luz azul, voando com os pássaros. Eu, tão lacônico e sintético, também posso alongar o verbo e falar, falar. Posso satisfazer o desejo insaciável de novidade, de vida, daqueles que não a conhecem. A tentação é ter piedade pela ignorância do mundo, quando só cabe a compaixão de reconhecer que eu dou valor aos que não se valorizam. Assim, amargo, só posso rir das trapalhadas, do mau hálito, a barba por fazer. Sinto simpatia pelos bajuladores e os violentos. Vejo a graciosidade dos mentirosos e sem educação. Os meus irmãos são os fracos, como eu, os que a hipocrisia impede que falem, aqueles que adoram o dinheiro. Só não tenho piedade pelos loucos, porque eles estão além de todos nós, viventes de um lugar em que existe a liberdade.

Os bobos ficam furiosos quando os ingênuos lhes apontam o absurdo das suas crenças. A reação é proporcional ao esforço para acreditarem no que acreditam.

O problema é ficar repetindo as mesmas situações. Quando tudo começa a ficar fácil, é hora de mudar.

A melhor parte de mim nasceu do que eu observei quando era criança, depois me encheram de palavras e eu me transformei num robô.