Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
É tão triste precisar dar tchau para alguém que a gente ama.
Principalmente quando o coração ainda sente, quando a presença daquela pessoa ainda mora em algum lugar dentro da gente.
Mas existe uma coisa dolorosa que a gente precisa aceitar: não existe força no mundo capaz de segurar alguém que escolheu partir. E também não existe maneira de fazer alguém enxergar a gente com os mesmos olhos que enxergamos essa pessoa.
Cada um sente de uma forma. Cada um enxerga através da própria história.
Às vezes, a gente ama alguém simplesmente pelo fato daquela pessoa existir. E existem sentimentos tão grandes que as palavras ficam pequenas demais para explicar.
O mais difícil é entender que não podemos criar expectativas sobre o coração do outro. Não podemos exigir que alguém sinta aquilo que sentimos.
Às vezes eu queria apertar uma tecla e apagar tudo. Apagar a saudade, apagar o amor, apagar aquilo que insiste em permanecer.
Mas sentimento não é uma tecla de delete.
Algumas coisas precisam apenas ser sentidas até que, aos poucos, encontrem o seu lugar dentro da gente.
Eu queria que acabasse logo. Queria que fosse mais fácil. Mas eu também entendo que não posso acelerar o tempo do meu próprio coração.
Não vou fingir que não sinto. Não vou lutar contra algo que existe dentro de mim.
É como estar em um barco no meio do mar, deixando as águas conduzirem o caminho.
Mas estar à deriva não significa estar esperando alguém voltar.
Significa apenas que eu parei de lutar contra o movimento das ondas e comecei a confiar que, em algum momento, elas vão me levar para um lugar onde eu consiga respirar novamente. Ou deixar que alguém entre no meu barco e reme junto comigo pra um novo lugar. A vida me força sempre e tomar decisões, e lutar o tempo todo contra tudo aquilo que te põe pra baixo, lutar contra suas sombras, uma hora a luz chega.
Nunca irei dar meu leme para alguém dizer qual direção eu tenha que tomar, mas sim, posso deixar alguém me ajudar. Às vezes, amar alguém também é aprender a soltar. Não porque o amor acabou, mas porque entendemos que ninguém muda pela força do nosso sentimento. Eu posso amar.
As pessoas são muito mais felizes quando podem ser elas mesmas. No fim a vida não tem sentido quando não poder ser você mesma.
Quando estiveres doente e na pior, aqueles que sempre te amaram, vão pedir outra pessoa limpar seu ranho.
A verdadeira soberania começa quando você deixa de entregar a outras pessoas o poder de decidir como você deve se sentir.
"Quando você se retrai
Me fecho em mim e nem ligo
Faço poesia da ausência
E nas entrelinhas confesso
O amor que jamais te digo."
Lori Damm
(Contos, Crônicas & Poesias)
"Te desejo uma boa noite,
e paz no adormecer,
Lindos sonhos para lembrar
Quando o dia amanhecer...
Te desejo uma lua cheia
Em qualquer lua que for
E que te traga nos sonhos
Notícias de teu amor...
Te desejo um sono tranquilo
Ao cintilar das estrelas
Um colchão de nuvens macias
E uma janela para vê-las...
Que a aurora chegue de manso
Como névoa fugidia
Para que após a boa noite
Doce seja o teu dia!"
Lori Damm
A tirania prospera quando o pensamento se rende; a liberdade nasce quando a consciência se recusa a ajoelhar.
A humanidade começa quando a ilusão termina; é nesse instante que deixamos de buscar deuses e começamos a construir justiça.
O individualismo moderno é o medo de se perder no outro, disfarçado de autonomia, quando na verdade é apenas solidão com nome de grife.
Se a sua moralidade só se mantém quando há câmeras, registros ou risco de exposição, ela não é virtude, mas conformismo social bem disfarçado. A ética genuína não depende de vigilância total nem de anonimato: ela se sustenta porque pode ser racionalmente defendida em público, mesmo quando ninguém está olhando.
Quando olhar para o abismo tenta te paralisar, lembre-se: a ponte só existe porque alguém ousou construí-la.
O cristianismo é uma enorme piada, teoricamente quando o personagem Jesus morreu ele pagou por todos os pecados humanos, mas seguindo essa lógica quando Jesus ressucitou os pecados retornaram! Então ele morreu para que?
Quando a dívida de um pobre vale mais que sua moradia, a "propriedade privada" deixa de ser um direito e passa a ser um mito!
A consciência não contradiz a matéria; ela é o que a matéria faz quando aprende a se relacionar consigo mesma.
