Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
As pessoas confundem a facilidade que eu tenho de não guardar raiva ou rancor quando me fazem mal, com falta de vergonha na cara ou safadeza. Minha mãe nos criou para sermos fortes e resistentes aos problemas, não as pessoas!
Eu só queria ser eu mesma quando não tenho mais nada para ser. E ainda que eu não seja, continuo sendo sem querer.
Meu pai cantava essa música quando eu era criança. Me sentia tão amada e orgulhosa de ouvir ele cantando para mim:
"Quero uma mulher
Que saiba lavar e cozinhar
Que de manhã cedo
Me acorde na hora de trabalhar
Só existe uma
E sem ela eu não vivo em paz
Emília, Emília, Emília
Não posso mais
Ninguém sabe igual a ela
Preparar o meu café
Não desfazendo das outras
Emília é mulher
Papai do Céu é quem sabe
A falta que ela me faz
Emília, Emília, Emília
Não posso mais." (canção de Vassourinha)
As pessoas erram o tempo todo. Mas quando eu erro, parece o fim do mundo. E não é para as pessoas, é para mim mesma. E os erros podem ser perdoados. As atitudes erradas podem ser corrigidas. Quase sempre podemos voltar atrás. Nem que seja só pelo arrependimento.
Nossos corações só encontram paz quando entendemos que somente o Senhor pode nos proteger, nos dar sabedoria e renovar em nós a alegria e a esperança. 🕊️
Deus te abençoe!
A solidão não é vazio quando o absoluto permanece. É ali, entre você e Deus, que a ideia de insuficiência deixa de existir.
Quando a saúde falha e a fragilidade se revela, toda disputa perde o sentido. A única urgência legítima é cuidar, sem holofotes, sem vaidade, sem proveito.
A força só se torna virtude quando é testada pela própria ruína. Enquanto a adversidade pertence ao outro, resistir é apenas um papel social. Quando ela nos escolhe, somos obrigados a encarar nossos limites, e é nesse confronto que entendemos que reconhecer a própria fragilidade é o primeiro ato de verdadeira coragem.
A dor nunca é universal, ela é sempre íntima.
Quando não habita em nós, torna-se invisível, e o invisível costuma ser julgado com leveza.
Por isso o ser humano erra quando mede a dor do outro com a própria régua: cada alma carrega um peso que só ela conhece.
A filosofia nos lembra que o outro não é extensão de mim, mas um mistério.
A psicanálise revela que muitas violências nascem da incapacidade de reconhecer a dor alheia — projetamos, negamos, minimizamos aquilo que não suportamos sentir em nós.
E a Bíblia nos adverte, com simplicidade e profundidade, que amar o próximo como a si mesmo não é sentimento, é responsabilidade.
Ferir o outro é, muitas vezes, ignorar que ele também sangra por dentro.
Quem carrega a dor sabe o seu tamanho; quem observa de fora só vê o silêncio.
Por isso, antes de agir, é preciso lembrar: o que faço ao outro pode se tornar a cruz que ele terá de carregar sozinho.
“A libertação começa no campo da decisão. A virada de chave acontece quando se deixa de buscar no outro aquilo que só pode ser encontrado em si mesmo. A partir daí, o vínculo deixa de ser dependência e passa a ser escolha.”
**Quando o fardo pesa para o pastor**
Há momentos em que o pastor sobe ao púlpito com a Bíblia nas mãos, mas com o coração cansado. Ele olha para o rebanho que ama e, em vez de enxergar crescimento, vê feridas que não cicatrizam, conflitos que se repetem e ovelhas que insistem em caminhar para longe do aprisco. Nesses dias, o peso da responsabilidade parece maior que as próprias forças.
O pastor é chamado para cuidar, orientar e proteger, mas também é humano. Há noites em que suas orações são acompanhadas por lágrimas silenciosas. Ele se pergunta se suas palavras ainda alcançam os corações, se seus esforços estão produzindo frutos ou se está falhando na missão que Deus lhe confiou.
Contudo, é justamente nesses momentos que ele precisa lembrar de uma verdade fundamental: as ovelhas pertencem ao Senhor. O pastor cuida, mas quem transforma é Deus. O pastor semeia, mas quem dá o crescimento é o Espírito Santo. Quando os olhos enxergam apenas limitações, a fé precisa enxergar a mão de Deus trabalhando onde ainda não é possível ver resultados.
Moisés se cansou, Elias desanimou, Jeremias chorou e até os apóstolos enfrentaram momentos de profunda aflição. Nenhum deles sustentou a obra pela própria força. Todos aprenderam que a suficiência vem de Deus.
Se hoje o fardo está pesado e as saídas parecem escondidas, talvez o Senhor esteja convidando o pastor a descansar mais na graça do que nos resultados. Nem toda semente brota no dia em que é plantada. Nem toda oração é respondida no tempo que desejamos. Mas Deus continua cuidando do Seu povo e sustentando aqueles que foram chamados para servi-Lo.
Quando o pastor não vê saída ao olhar para as ovelhas, deve erguer os olhos para o Supremo Pastor. É dEle que vem a direção, o consolo e a força para continuar. O mesmo Deus que chamou é o Deus que sustenta. E aquele que começou a boa obra jamais abandonará aquilo que está em Suas mãos.
**"O peso do ministério nunca foi colocado sobre os ombros do pastor para que ele o carregasse sozinho, mas para que aprendesse diariamente a colocá-lo aos pés de Cristo."**
Bispo Ederson Dantas
