Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Sobre o Peso Invisível Que Habita os Ombros Mesmo Quando o Mundo Sorri
Há um lugar dentro de mim
onde os passos não se repetem,
mas continuam a ecoar,
como se cada som fosse a lembrança
de algo que nunca aconteceu.
A solidão não chegou como tempestade,
nem como rajada de vento
foi se infiltrando
nas frestas mais estreitas
da minha rotina,
ocupando o ar sem pedir licença,
até que respirar e tê-la perto
se tornaram a mesma coisa.
No princípio, imaginei que fosse ausência,
um buraco a ser tapado
com conversas, música,
ou o simples ruído de outros corpos passando.
Mas havia nela
uma densidade particular,
uma matéria invisível
que parecia moldar o contorno
de tudo o que me cercava.
Aprendi que a solidão não é
o silêncio ao redor,
mas o peso dentro,
uma pedra colocada onde antes
morava o impulso de chamar alguém pelo nome.
Ela é paciente,
ensina que o mundo se move
sem precisar de testemunhas,
que a respiração pode ser
a única prova
de que ainda se existe.
Falar comigo mesmo
deixou de ser confissão
e se tornou um rito
um pacto que mantém
o frágil edifício da mente
de pé no meio da madrugada.
Alguns dias ela me prende,
como corda atada à cintura,
puxando para um fundo que não se vê.
Outros, se espalha
como luz pálida sobre campos vazios,
onde cada passo que já dei
parece ter sido apagado pelo vento.
E sem despedidas,
permanece:
invisível,
inseparável,
uma presença imóvel
que me habita
com a mesma intensidade
com que o sangue habita as veias.
Outro dia eu entendi que não dá pra abrir o coração com qualquer pessoa quando se trata dos nossos sonhos. E não é por orgulho, é por cuidado mesmo. Tem gente que ouve sua vontade de crescer e enxerga isso como uma ameaça. Confunde desejo com arrogância. Você fala com brilho nos olhos e recebe ironia. Compartilha um plano e recebe crítica disfarçada de conselho. Às vezes, o que você fala acende no outro a frustração do que ele deixou de tentar. O incômodo não é você mirar alto, é ele ter parado no meio do caminho. Por isso, aprenda a proteger o que você constrói. Nem todo mundo deseja o seu mal, mas também nem todo mundo vai se alegrar com o seu bem. ..
"Quando duas almas encontram a inocência uma na outra, o mundo exterior se dissolve, e o momento presente se transforma em um portal de luz, onde o amor pode fluir livremente."
Às vezes a vida nos dá
pessoas boas
quando a alma está destruída.
Karma, talvez.
Quando sorrimos,
chega aquele que nos ferem.
Quando tentamos reconstruir
as cicatrizes antigas,
aparece quem acha poder consertar
algo que nunca quebrou.
E sabemos que:
quem tenta arrumar algo que não é seu
sai mais quebrado do que quem estava
com a vida em pedaços.
Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.
Quando a gente cresce rodeado de pessoas incríveis, nos tornamos ingênuos, ao ponto de pensarmos que não existem pessoas ruins no mundo e que a vida é perfeita!
A gente se abre pra o mundo, sem medo!
A gente se entrega e o coração perverso é coisa de ficção científica! Não existe!
E aí, passa um tempo e no nosso caminho, somos descobertos pelos seres de alma sem luz, eles tragam as luzes das pessoas, seres trevosos, que querem apenas ofuscar brilhos.
Eles estão sempre a procura dos ingênuos e iluminados.
Sempre passarão pelas nossas vidas, pessoas do bem e pessoas malignas, e tudo não vai passar de aprendizado, pois os bons nos ensinam e os maus também!
Não precisa fazer mal a ninguém pra ser perseguido, basta apenas ser do bem e ser iluminado.
Se você tem paz, eles a roubam, se você tem bens materiais eles querem tirar proveitos, se você preza pela sua imagem e dos seus, eles tentam destruir e ainda que você não tenha nada, eles querem simplesmente ser você!
O nosso consolo, de que não somos uma criação autodestrutiva, é ver aquelas pessoas incríveis que passaram pelas nossas vidas e vemos que nem tudo está perdido.
Afinal, ainda existem pessoas boas, mesmo que poucas!
Pessoas que fazem o bem e são desinteressadas, que não destroem famílias pra ter o gostinho de se sentir melhor, superior a ninguém, que não tem uma competição autodestrutiva.
Apenas vivem para florescer caminhos e a vida de outras pessoas.
A batalha é espiritual,
Minha arma é oração.
E quando dobro o joelho,
Já começa a solução.
Não ando por impulso,
Sigo a voz que me guia.
Quando tá escuro,
Ele traz a luz bendita.
O inimigo trama queda,
Mas meu Deus desfaz o laço.
Transforma dor em poesia,
E a porrada em abraço.
Portas que fecharam,
Deus me fez passar
Caminhos desertos,
Deus fez flores brotar
Quando eu pensei que ia desmoronar
Sua mão firme veio me segurar
Quando tudo parece impossível e o mundo insiste em dizer que você não vai conseguir, eu profetizo que a força que vem do alto me levanta e me faz romper limites, porque tudo posso naquele que me fortalece.
Quando o mundo julga, eu confio em Deus,
minha mente não se curva à maldade.
Meu espírito é livre, minha alma é segura,
pois quem me sustenta é o Criador.
Mesmo na escuridão, vejo a luz de Cristo,
e cada passo se torna testemunho vivo.
*- No meu sentir, quando René Descartes disse "cogito, ergo sum", a lógica racional (ou carteziana) da frase nos leva a contextualizar o pensamento sobre uma palavra apenas: "coerência". De tal modo, nada é justo ou injusto, certo ou errado, bom ou mal, sem ela. Decididamente é essa a minha visão. A "coerencia", pura e simples, refere a consecução da busca universal da mente humana, legitimada pelos mistérios paradoxais e irrespondíveis da vida e da tese da criação. Tudo o é e sempre será, por "coerencia"!*
(Vitor de Oliveira Antunes Neto)
"Quando faço o bem não é para compensar o mal que causei. A vida é inteira, não pode ser dívida em partes."
A moda é uma poderosa aliada da autoestima: quando você se veste com confiança, transmite segurança, valoriza sua imagem e fortalece sua presença no trabalho e na vida.
