Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Os outros nunca sentem.
Quem sente somos nós,
Sim, todos nós,
Até eu, que neste momento já não estou sentindo nada.
Nada? Não sei...
Um nada que dói...
"Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice."
Não importa quem somos. O mais importante é que somos.
O homem traz o universo inteiro dentro de si e a a melhor foma de vivenciar o mistério do mundo é mergulhar em si mesmo.
Nesta vida, em que somos capazes dos atos mais nobres e dos erros mais terríveis, não somos mocinhos nem vilões: apenas humanos.
Somos punidos pelo que negamos. Cada impulso que tentamos sufocar persevera em nosso íntimo e nos intoxica.
Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.
Devemos sempre criticar as idéias dos outros, mas nunca violá-las, pois não somos proprietários da verdade não somos deuses.
Nós aqui não temos nada. Nós somos administradores. Porque tudo aquilo que nós fazemos, fica. Então, a gente não é dono de nada. A gente administra aquilo enquanto Deus está permitindo em nossa vida, porque depois que a gente for embora, tudo fica para outro administrar.
Há uma espécie de satisfação em saber que somos pobres, que somos sós e que ninguém, absolutamente ninguém, se preocupa conosco.
Eu não busco ser melhor que outros, e sim me superar. Espelhar em atos vizinhos não vai te ajudar em nada, pense em seus atos.
