Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Somos todos Achiles.
Heróis de nossas batalhas pessoais.
Aclamados e também objetos de cupidez, laureados muitas vezes. Mas não devemos nos enganar.
Por mais rebelde, sempre haverá o momento de nos entregarmos à docilidade, pois não há alma, que não a deseje em seu íntimo.
Somos navegantes.
Planejamos a viagem,
traçamos as rotas,
prepararamos a embarcação.
Mas quem de fato determinará
a que destino chegaremos
são o mar, o tempo e o vento.
Estes sempre parecem saber ler melhor nossos corações que nós próprios.
Somos rascunhos e vamos nos melhorando a cada passo. Somos uma semente e vamos crescendo até nos tornarmos uma grande árvore. Somos uma faísca e aos poucos vamos nos iluminando. Somos um sopro que um dia poderá ter a força de conduzir embarcações.
Normal é algo que corresponde a uma norma, um padrão.
Mas cada indivíduo é único, não somos padrões.
Podemos ter características em comum, gostos em comum,
vivências em comum, traumas e sentimentos em comum,
mas no geral cada um de nós é um composto único,
com porções próprias de todos esses componentes
Não são os segundos
Minutos, nem a última hora,
Que ditam o que fomos
Ou o que somos, agora.
É esse exato momento
Esse instante
Que nos deve encantar.
Enigma a se decifrar?
Seremos sempre seu refém
Quer estejamos mal
Quer estejamos bem.
Todo esforço
Toda superação,
Nada mais é, que um alento,
Um prêmio de consolação.
Somos fadados ao fracasso
Vivemos por ilusão
Alimentamos o ego
Enquanto imploramos perdão.
Ao final a dor vai vencer
As lágrimas, testemunharão,
E aquele esforço medonho
Valeu... mas foi tudo em vão.
Somos meros repetidores
sedentos e fragilizados
cópias de seres medíocres
corrompidos e idiotizados.
Somos legiões sem controle
nos chamam de "seguidores"
nesse curto palco da vida
nesse festival de horrores.
Somos quase perfeitos para uns
Cheios de defeitos para outros
Somos arredios para alguns
E só gratidão para tantos...
Não importa o que façamos
Será sempre assim!
O que importa, é que seja você,
Do início ao fim.
Somos nós, os criadores...
Das alegrias, das dores
Benesses e frustrações.
Somos luz na escuridão
A brisa, a calmaria
A tormenta e a prisão.
Somos o punhal, a adaga
A flecha e a espada
A cicatriz, o perdão.
Somos as vítimas culpadas,
feras mal domesticadas
doutrina e doutrinador.
Somos a indiferença macabra
a curva, a encruzilhada...
o sorriso a insensatez o pavor.
O sofrimento nunca acaba
o mundo não tem perdão
a humanidade, foi um grande erro
somos a própria aberração.
Somos repletos de planos
verdades e desenganos
acertos e contradições.
Somos a imperfeição inquieta
a mente fecunda e aberta
certezas e frustrações.
Somos o alvo e o arqueiro
os medos e os receios
a eterna e infinita procura,
Somos o mal, somos a cura.
Somos espectadores
Nem sempre privilegiados,
Espectadores da vida
E tudo que não é encenado.
Por vezes trocamos de lado
E viramos os diretores
Somos também malfeitores,
Quando as coisas dão errado.
O certo, o inquestionável,
É que não haverá outro ato
Nesse espetáculo da vida
Morre-se dentro do teatro.
Não possuímos nada...
não somos donos de nada...
nem somos nada, também.
Só há uma posse possível,
a de ser dono, pra sempre,
do coração de alguém.
Vida. Tu és complicada ou somos nós que a complicamos? Vida. Tu és assim tao dura ou somos nós que nao enxergamos a tua suave docura?... Vida. Vida. Vida.
As palavras são armas mais poderosas que o ser humano possui por isso é que somos os únicos seres do universo que fala.
Somos feitos de Instantes,
Alguns prazeres Temporários,
Às vezes, da Vida, Distantes,
Sedentos por significados imediatos.
Somos seres complexos
das Profundezas dos Oceanos
a Extensão do Universo,
Com Enganosas Liberdades,
Pensamentos e Sentimentos
Cheios de Intensidades
Numa vida passageira
Que Estamos só de Passagem
Saber viver
é poder desfrutar a viagem.
Somos seres finitos
de infinitas vontades,
finalidades distintas,
afinco de poucos,
Afinidades conquistadas
e fingidas,
com o fim cada dia
mais próximo,
devemos, finalmente,
apreciar mais a vida.
