Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Nós somos deuses. Podemos fazer o que quisermos e ninguém pode nos impedir. Isso é uma boa sensação. Uma ótima sensação.
A verdade é uma só: ninguém consegue definir o que é o amor. Somos limitados para entender algo tão grandioso e divino. A pobreza de espírito nos encanta tanto quanto um porre em um bar qualquer. Aceito essa grandiosidade sem lógica e sem fórmula. Sou o contrário sem sentido, divido-me em partes para montar depois. Sou eu e sou duas: contra o mundo, a favor da irracionalidade que define o amor. Amo e pronto.
Nós não precisamos que ninguém nos diga o que devemos fazer, nem o (...) nem os (...), somos livres para seguir nosso caminho, há aqueles que estão dispostos a tirar essa liberdade e que, relutantemente, desistem, mas é a capacidade de escolher nossa verdade, Aquele que nos torna humanos, não há livro ou professor que possa oferecer-lhe as respostas, ou mostrar o caminho, escolher seu caminho, não me seguir ou a ninguém.
Somos mais idiotas do que nunca. Ninguém tem vida própria, ninguém constrói um mínimo de solidão. O sujeito morre e mata por ideias, sentimentos, ódios que lhe foram injetados. Pensam por nós, sentem por nós, gesticulam por nós.
Eu nunca vou ver ninguém mais, Bella. Eu só vejo você. Até quando eu fecho meus olhos e tento ver outra coisa. Pergunte ao Quil ou Embry, isso deixa eles todos loucos.
Todo mundo fica para baixo de vez em quando. Desanimar é próprio do ser humano, porque ninguém é de ferro nem pode ser forte toda vida. A fragilidade faz parte do crescimento, ajuda a gente a se fortalecer.
Mas desanimar não é desistir. Como uma onda que passa, o desânimo pode deixar uma devastação, mas sempre é tempo de se reconstruir. É a lei do progresso. Quando você se sente para baixo, pensando em desistir, algo na sua vida acontece que lhe dá uma mexida. É Deus falando com você, lembrando que tudo tem solução. Pode parecer que não, mas nada é definitivo, nem a morte, que é só um estágio de transição. Tudo pode ser refeito, desfeito e perfeito, porque a perfeição depende das suas expectativas.
Permita-se aceitar que você pode desistir. Isso dá um conforto danado na gente, porque retira de nossos ombros aquela cobrança que a sociedade impõe de que temos que ser persistentes. Você pode desistir, se quiser. Só não desista da vida, porque, sem essa, não dá para se fazer mais nada. A vida é nosso repositório de experiências. Sem elas, não avançamos.
Jogue tudo para o alto, mas lembre-se de que tudo o que sobe há também de descer. Quando isso acontecer, deixe cair o que não lhe serve mais e agarre o que lhe pertence. Você vai ver que isso não é desistir, mas usar a inteligência para se libertar do que pesa na alma para depois prosseguir com confiança, serenidade e, aí sim, persistência.
O único silêncio que perturba é aquele que fala. E fala alto. É quando ninguém bate à nossa porta, não há recados na secretária eletrônica e mesmo assim você entende a mensagem.
E quando você chora, eu choro junto, quando você se tranca no quarto, eu não deixo ninguém entrar, te coloco no meu colo e deixo você chorar, até que durma. Agora você sabe porque se sente em paz quando chora? É porque eu recolho suas lágrimas, para que eu as chore no seu lugar. E quando sua dor para, é porque eu estou sofrendo por você.
Sabe quando você vê aqueles casais irritantes na rua tomando sorvete e fica com vontade de matar? A gente era esse casal.
Agora eu entendi porque meu coração erra as batidas quando te vê. É porque ele quer bater no mesmo ritmo que o seu.
Dizem que as coisas boas que fazemos ecoam para sempre. Façamos, então, a diferença, para nos tornarmos imortais na mente de quem nos viu cantar.
— O que fazemos em vida, ecoa na eternidade.
— Conheci um homem que disse uma vez que a morte sorri a todos nós. Tudo que podemos fazer é sorrir de volta...
— Senhor proteja minha família, para que um dia eu possa abraçá-los novamente...
Sustentamos enganos, vestimos roupas que não nos servem, fazemos pactos com a escassez, ignoramos prazeres, aguentamos privações, porque queremos ser amados. Fazemos contas, medimos palavras, contabilizamos gestos alheios, porque queremos ser amados.
