Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
"A mediocridade adora rotular de 'mirabolante' tudo aquilo que sua imaginação não consegue alcançar."
Apontar o caminho certo gera resistência porque expõe aquilo que a pessoa prefere continuar ignorando em si mesma.
É de uma mesquinhez desumana arrancar de quem já tem pouco aquilo que custou lágrimas e noites mal dormidas, oferecendo migalhas por algo que vale uma vida de esforço.
A crueldade nasce da necessidade mesquinha de ter poder e controle sobre aquilo que não se consegue compreender ou respeitar.
Se tirarmos de alguém até aquilo que jamais teve, talvez descubramos o quanto é capaz de lutar por aquilo que um dia jurou não querer.
Se é para sonhar, que seja grande. Que seja bonito. Que seja com tudo aquilo que faz sua alma vibrar.
O Tempo Voa.
Um dia, o tempo vai nos colocar diante de tudo aquilo que deixamos para depois. Dos abraços que negamos, das palavras que engolimos, dos amores que não cuidamos e dos perdões que o orgulho impediu. E talvez a maior dor não seja perder alguém, mas descobrir que tivemos a oportunidade de amar melhor e não aproveitamos.
Não espere que a ausência ensine o valor da presença. Não espere que a saudade diga o que sua boca ainda pode dizer. E não deixe o orgulho vencer aquilo que o coração ainda deseja salvar.
O tempo não devolve os dias, não ressuscita os momentos e não apaga todas as feridas. Mas ainda podemos escolher o que fazer com o tempo que nos resta.
Perdoe enquanto há vida. Ame enquanto há presença. Recomece enquanto há coragem.
Porque, no fim, a pergunta não será quanto tempo vivemos, mas quanto amor deixamos pelo caminho.
E lembre-se: o amanhã não nos pertence. Hoje é o tempo que temos. E talvez o perdão seja a última chance que a vida nos oferece de transformar a dor em paz.
A razão não dissolve todos os mistérios, mas impede que chamemos de mistério aquilo que já foi explicado ou de explicação aquilo que apenas nos consola.
Nasça para tornar-se aquilo que lhe foi proposto ainda no ventre. Aquilo que ainda, mesmo sem a razão, já existía nos primórdios.
Não tenho obrigação de negar aquilo que não posso refutar, nem de aceitar aquilo que não posso justificar; entre essas recusas, preservo a liberdade de investigar.
O princípio de todas as coisas não pode ser simplesmente identificado com uma delas, pois aquilo que fundamenta o conjunto não pode depender integralmente de uma parte do próprio conjunto.
As coisas parecem responder umas às outras por aquilo que, em linguagem jurídica, poderíamos chamar de uma economia cósmica de reparação e limite.
Aquilo que nasce de determinada ordem retorna, segundo a necessidade, ao processo universal que condiciona sua existência.
A realidade excede aquilo que imediatamente aparece, assim como a estrutura jurídica de um fato jamais se reduz à sua superfície narrativa.
Nada nasce absolutamente do nada, assim como nada desaparece absolutamente no nada: aquilo que chamamos nascimento e morte pode ser transformação de elementos preexistentes.
O fenômeno não esgota o fundamento: aquilo que aparece constitui apenas uma dimensão da realidade cognoscível.
